todos diferentes, quase todos iguais
Na noite em que fomos ver o «Casino Royale», durante o segmento publicitário que antecede a exibição do filme, passou a nova campanha «Todos Diferentes, Todos Iguais». Basicamente o filme institucional promove os direitos humanos e o valor da igualdade, denunciando o uso de termos xenófobos como (cito): monhés, pretos, de leste, chinocas, árabes, brancos, brasucas. Depois continua: "quando as luzes se acenderem, aproveita para ver as pessoas como elas são" e "participa, por um mundo mais igual para todos". Imediatamente o Luís, ao meu lado, comentou "e os panascas?". Pois é, e os paneleiros, os maricas e as fufas? Por certo, mais uma vez, para bem de uma causa mais avançada nas suas conquistas, sacrifica-se a minoria mais discriminada que poderia perturbar o objectivo "maior" da campanha. Curiosamente, no site internacional do movimento (http://alldifferent-allequal.info), deparamos logo na página de entrada com informação sobre os direitos de lésbicas, gays e transgéneros. Na página nacional (http://tdti.juventude.gov.pt), mesmo depois de uma navegação, se não exaustiva, pelo menos razoável, não encontrei referência à discriminação pela orientação sexual. Nada de novo no reino lusitano: todos diferentes, alguns iguais.












