Mostrar mensagens com a etiqueta Música. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Música. Mostrar todas as mensagens

2009/06/25

morreu michael jackson

Segundo múltiplas fontes e confirmação via CNN, a estrela da música pop Michael Jackson terá morrido de ataque cardíaco com a idade de 50 anos. Pela ligação no título poderão obter-se mais detalhes.

+ Minutos depois confirmava-se a notícia avançada sobre a morte de Michael Jackson e sobre isso não vale a pena repetir o que já estamos fartos de ler e de ouvir na rádio ou na TV. Mas seja qual for a nossa opinião sobre ele, acredito que só poderá ser consensual afirmar-se que desapareceu do mundo dos vivos um dos maiores ícones da cultura pop. Por isso julgo que faz sentido acrescentar também este vídeo invulgar, para que neste momento lhe dediquemos ainda um sorriso póstumo:

2009/06/13

santo antónio variações

Também hoje faz 25 anos que o barbeiro-cantor António Joaquim Rodrigues Ribeiro nos deixou. E deixou-nos com belas memórias e o desejo de o recordar (veja-se pela ligação no título o recente espectáculo de teatro «Experiência Variações», que lhe é inteiramente dedicado). A alguém particularmente especial António Variações deixou também a muito bela canção «Anjinho da Guarda», na qual "reza" assim ao seu guarda:

Eu tenho um anjo
Anjo da Guarda
Que me protege
De noite e de dia
Eu não o vejo
Eu não o oiço
Mas sinto sempre
A sua companhia

Eu tenho um guarda
Que é um anjo
Que me protege
De noite e de dia
A toda a hora
E em todo o lado
Com a sua vigia
Não usa arma
Não usa a força
Usa uma luz
Com que ilumina
A minha vida

Ele não
Não usa arma
Ele não
Não usa a força
Usa uma luz
Com que ilumina
A minha vida.

O nosso "Santo António" Variações ilumina a nossa vida e, pelos vistos, muitas e muitas outras como as do Coro Senhor dos Aflitos, de Lousada:

2009/05/29

festa non-stop

Serralves em Festa 2009: 30 e 31 de Maio, 40 horas non-stop, mais de 80 eventos com entrada gratuita! Programa em www.serralves.pt - Participa nesta festa!...

Falando da música teremos coisas muito boas como Josephine Foster (cantautora de folk norte-americano, pop-rock), o Real Combo Lisbonense (música de baile dos anos 50, 60 sob uma perspectiva actual), Dan Deacon (composição experimental contemporânea e música electrónica), os Gravy Train!!!! (electropop, electroclash e punk), Metro Area DJs (RnB, disco, boogie, house e techno), Haswell & Hecker (música electrónica e experimental) e os fabulosos A Certain Ratio - ACR para a família - (rock alternativo, musica electrónica e funk). Mas haverá também dança contemporânea e acrobacia, circo contemporâneo, cinema, vídeo e instalação. E uma colecção imensa com 200 obras plásticas que cobrem o período correspondente aos 20 anos mais recentes da história da arte. Tudo à borla, das 08 horas (da manhã) de sábado às 24 horas (da noite) de domingo.

Seja bem-vindo à 6ª edição do Serralves em Festa, o maior festival de expressão artística contemporânea em Portugal, com uma duração de 40 horas consecutivas e com actividades para todas as idades, para todas as famílias e para a família toda:

2009/05/08

a música de derek jarman

Do Brasil chegou-nos uma mensagem a pedir ajuda para identificar as curtas-metragens "musicais" realizadas por Derek Jarman, a quem já antes nos referimos neste blogue. A lista que se segue tenta corresponder à solicitação incluindo-se nela a principal filmografia do cineasta britânico, além das curtas-metragens que correspondem mais objectivamente ao tema da procura:

1976
«Sebastiane» (com música original de Brian Eno)
«The Sex Pistols Number One» (sobre a música dos Sex Pistols)

1978
«Jubilee» (com música original de Brian Eno e trechos musicais de Adam & The Ants, Wayne County & The Electric Chairs, Chelsea, Maneaters, Suzi Pinns e de Amilcar)

1979
«The Tempest» (com música original de Brian Hodgson & John Lewis)
«Broken English», «Witches' Song» e «The Ballad Of Lucy Jordan» (sobre a música de Marianne Faithfull)

1981
«T.G.: Psychic Rally In Heaven» (sobre a música dos Throbbing Gristle)

1984
«Touch The Radio Dance» (sobre a música dos Language)
«What Presence?!» (sobre a música dos Orange Juice)
«Tenderness Is A Weakness» (sobre a música de Marc Almond)

1985
«The Angelic Conversation» (com música original dos Coil e trechos musicais de Benjamin Britten)

1986
«Caravaggio» (com música original de Simon Fisher-Turner e trechos de música clássica)
«Ask», «The Queen Is Dead», «Panic» e «There Is Light That Never Goes Out» (sobre as música de The Smiths)
«Avatar» (sobre a música de Matt Fretton)

1987
«The Last Of England» (na imagem de cima, com música original de Simon Fisher-Turner e trechos musicais de Barry Adamson, Andy Gill, Mayo Thompson & Albert Oehlen, Marianne Faithfull, Edward Elgar e de Diamanda Galás)

1989
«War Requiem» (com música de Benjamin Britten)

1991
«Edward II» (com música original de Simon Fisher-Turner e interlúdios de Wolfgang Amadeus Mozart, Cole Porter cantado por Annie Lennox e de Pyotr Ilyich Tchaikovsky)
«It's A Sin» e «Rent» (sobre música dos Pet Shop Boys)

1992
«Wittgenstein» (filme com música de Jan Latham-Koenig e trechos musicais de Johannes Brahms, César Franck, W.S. Gilbert & Arthur Sullivan, Leoš Janáček, Wolfgang Amadeus Mozart, Modest Mussorgsky, Francis Poulenc, Maurice Ravel, Erik Satie e de Robert Schumann)

1993
«Blue» (com música de Simon Fisher-Turner e um trecho musical de Karol Szymanowski, sendo interpretada por Simon Fisher-Turner com participações de John Balance, Gini Ball, Marvin Black, Peter Christopherson, Markus Dravius, Brian Eno, Tony Hinnigan, Danny Hyde, Jan Latham Koenig, Marden Hill & The King of Luxumbourg, Miranda Sex Garden, Momus, Vini Reilly, Kate St. John, Richard Watson e Hugh Webb)

Nesse 1993 (o penúltimo ano da sua vida) Derek Jarman também contribuiu com as imagens projectadas em palco no concerto «Love And Poison» dos Suede, mas nunca houve edição comercial que mostre esse trabalho. Sendo dirigido a partir da cama do hospital, o filme «Blue» terá ficado como a sua última obra mostrando-nos nele a sua visão da morte que se aproximava.

Há 10 anos (1999) os Pet Shop Boys lançaram o documentário «Projections: Derek Jarman's Films From Pet Shop Boys' First Tour», que junta com persistente frescura o estilo que marca quase todas as curtas-metragens de Derek Jarman com a música alegre dos Pet Shop Boys. Para mostrar escolheu-se o excerto «King's Cross»:

2009/05/04

with or without anger

Em Lisboa e no Porto estará a partir de hoje em destaque a obra do realizador underground norte-americano Kenneth Anger, agora com 82 anos de idade. Hoje mesmo, na Cinemateca (em Lisboa), amanhã e depois (05 e 06) em Serralves (no Porto) e de novo a 09 (sábado) em Lisboa, na Galeria Zé dos Bois haverá actividades (incluindo concertos com os Mécanosphère, Mark Stewart, Adolfo Luxúria Canibal e Angie Reed) relacionadas com a obra do realizador.
Segundo o programa de Serralves (que junta a apresentação às comemorações dos 20 anos da Fundação de Serralves e dos 10 anos do Museu de Arte Contemporânea), "Kenneth Anger é um dos realizadores mais carismáticos e influentes do underground norte-americano. A poesia e intensidade visual únicas e as inovações operadas ao nível da abordagem de formas narrativas e da relação entre a imagem e a banda-sonora conduziram a uma aproximação estética ao cinema que viria a exercer uma forte influência em realizadores como Martin Scorcese, George Lucas, ou David Lynch, constituindo igualmente um impulso fundamental para o aparecimento do vídeo-clip musical e da cultura MTV."
Com ou sem Anger, o mundo não seria o mesmo!

2009/04/09

beleza adormecida

Segundo fonte julgada bem informada, espera-se para 20 de Julho o primeiro álbum de Riceboy Sleeps, o duo formado por Jónsi (Jón Þór Birgisson, vocalista-guitarrista dos Sigur Rós) e pelo seu namorado Alex Somers (o criativo gráfico dos Sigur Rós e também membro do grupo Parachutes). Alex contou que quando conheceu Jónsi era um rapaz "muito, muito pobre e estava a alimentar-me sobretudo de arroz e a dormir demasiado", e que "um dia Jónsi escreveu uma canção enquanto eu dormia e deu-lhe por título «Riceboy Sleeps»" assim ficando criado o termo que adoptariam para identificar a sua maior parceria artística.
Riceboy Sleeps trabalha com imagem, música, vídeo e narrativa literária. O disco não será a sua primeira obra no mercado, já que em 2006 fizeram uma edição artesanal de um livro com tiragem de 1000 exemplares numerados e assinados pelos autores, que foi vendido apenas na Islândia. Já no ano seguinte o duo fazia uma segunda edição convencional e editava dois singles, «All The Big Trees» (ver o vídeo abaixo) e «Daniel In The Sea», revelando uma musica etérea que combina com a imensidão da paisagem islandesa.
O novo trabalho discográfico estará já gravado, segundo as mesmas fontes, e nele foram utilizados exclusivamente instrumentos acústicos. Até Julho fica-nos a curiosidade e o desejo...

2009/04/08

father death blues

Transcrevo abaixo «Father Death Blues», parte integrante de «Don't Grow Hold» que em 1956 apareceu impresso pela primeira vez na antologia «Howl And Other Poems» e em 1990 fez parte do trabalho operático «Hydrogen Jukebox» assinado pelo compositor Philip Glass com o poeta Allen Ginsberg.
Na fotografia acima vemos Ginsberg ainda jovem ao lado do seu companheiro de longa data e poeta também Peter Orlovsky que segura num pequeno pássaro, talvez um rouxinol. Aqui, este poema tanto pode ser lido (de preferência em voz alta) como apreciado numa leitura pela voz do próprio poeta. Apesar de não ser matéria fácil, espero que agrade:

Hey Father Death, I'm flying home
Hey poor man, you're all alone
Hey old daddy, I know where I'm going

Father Death, Don't cry any more
Mama's there, underneath the floor
Brother Death, please mind the store

Old Aunty Death Don't hide your bones
Old Uncle Death I hear your groans
O Sister Death how sweet your moans

O Children Deaths go breathe your breaths
Sobbing breasts'll ease your Deaths
Pain is gone, tears take the rest

Genius Death your art is done
Lover Death your body's gone
Father Death I'm coming home

Guru Death your words are true
Teacher Death I do thank you
For inspiring me to sing this Blues

Buddha Death, I wake with you
Dharma Death, your mind is new
Sangha Death, we'll work it through

Suffering is what was born
Ignorance made me forlorn
Tearful truths I cannot scorn

Father Breath once more farewell
Birth you gave was no thing ill
My heart is still, as time will tell.

2009/02/14

os namorados

Os "namorados" Bonnie e Clyde vistos por Gino Ginelli, com banda-sonora de Serge Gainbourg (é para pôr a tocar aí ao lado, que a mostra é temporária, depois é fazer clique na imagem e afastar-se para a ver melhor), dedicado a todos os namorados da Terra, mesmo os que não se portam "bem"... Com um grande beijo especialíssimo para o meu grande Amor!

2009/02/10

um olhar

Estranhe-se ou entranhe-se, o casal LUIGIyLUCA é também muito especial. Luigi é um bolonhês de 26 anos e Luca um madrileno de 22, ou pelo menos assim julgamos... Em 2007 começaram a construir o seu portefólio artístico cruzando os seus sonhos com a experiência no mundo da moda, alguma da vivência privada e artes como a performance, a fotografia e o cinema. De Florença foram até Madrid, San Francisco ou Berlim, onde se encontram de momento estabelecidos. Antes do seu regresso à Europa gravaram -L&L R STUCK- que agora é finalmente revelado pela KCTV. Trabalho criativo com o músico nova-iorquino Seth Sugar, que partilha mais uma visão arrojada do duo sobre o seu imaginário sexual, os seus rituais, as suas obsessões. Este projecto representado pela galeria Changingrole é interessante para muitos, mas o vídeo que dele resulta tem também os ingredientes q.b. para o tornarem perturbador ao gosto de muitos outros. Por isso, que só os valentes sigam a ligação do título...

2009/02/05

don't shoot me, i'm just the piano player

Mesmo a calhar, do álbum que em 1973 Elton John intitulou como «Don't Shoot Me, I'm Just The Piano Player» e que tem «Daniel» (uma das minhas canções preferidas de sempre) como tema de abertura, fica a legenda para esta fotografia anónima apanhada na net. E não se escandalizem por tão pouco, afinal, que é só mais um rabinho (como tantos outros que se vêm na TV, só que lá são mais de meninas)!...

2009/01/27

momus maximus

No final dos anos 80 começou a nossa paixão pela música de Momus. «Circus Maximus» (1986, Cherry Red Records) foi o primeiro disco, atraindo não só pelas canções como pelo retrato do artista visto como S. Sebastião, ou até pelas fantásticas versões de clássicos de Jacques Brel — «Nicky», «Don't Leave» e «See A Friend In Tears». Depois veio «The Poison Boyfriend» (1987, Creation Records), com encantos originais como «Violets», «Sex For The Disabled» e «Closer To You». No ano seguinte era a vez de «Tender Pervert» (1988, Creation Records), menos acústico, mais electrónico, majestosamente perverso em temas como «The Angels Are Voyeurs», «I Was A Maoist Intellectual», o incómodo «The Homosexual» — »The Homosexual« they call me / It's all the same to me / That spectre you project / I will now pretend to be / Since your neurosis is what passes for normality / It's okay with me if I'm queer /... / No fucking fear — ou mesmo o encadeado «A Complete History Of Sexual Jealousy (Parts 17 - 24)». Em 1989 saltámos «The Hairstyle Of The Devil» e «Don't Stop The Night» para reencontrarmos alguns dos seus melhores temas na antologia do ano seguinte «Monsters Of Love - Singles 1985-90» (1990, Creation Records). Mais um ano e voltámos aos álbuns com «Hippopotamomus» (1991, Creation Records), na sua segunda versão após a retirada do mercado do disco com a capa original que plagiava sem maldade o Bibendum, mascote e símbolo da marca Michelin. Por esta altura Momus (aliás Nicholas John Currie) procurava reencontra-se e nós fomos perdendo-lhe o rastro: ouvimos «The Ultraconformist» e «Voyager» (ambos de 1992) e só voltámos aos seus discos três anos depois, com «The Philosophy Of Momus» (1995, Cherry Red Records), obra marcada por ritmos dub e de dança, incluindo belas canções como «The Madness Of Lee Scratch Perry», «It's Important To Be Trendy», «Quark & Charm, The Robot Twins», «Girlish Boy», «Microworlds» e quase todas as demais.
Actualmente, os primeiros discos de Momus estão fora do mercado e já só se encontram em edições pirata. Por isso, segundo a UbuWeb (ligação no título), o autor decidiu disponibilizar gratuitamente em mp3 os discos editados na Creation — «The Poison Boyfriend», «Tender Pervert», «Don't Stop The Night», «Hippopotamomus», «Voyager» e «Timelord» — dizendo-nos pela sua voz que this is quite a big decision, but I've taken it. Six Momus albums (the ones I recorded for Alan McGee's Creation label between 1987 and 1993) are out of print. Creation doesn't exist any more, and in theory Sony owns the rights to these albums, but isn't doing anything with them and probably never will.
Que se apressem por isso os curiosos e os interessados que a oferta vale bem o trabalho. Mas há que ser célere porque não é para sempre!...

2009/01/26

duncan jones... on the moon

Duncan Zowie Haywood Jones é um novo realizador britânico talvez mais famoso ainda por ser o mítico filho de David Bowie. Quando nasceu, em 1971, os seus pais David e Angela (ou Angie) decidiram dar-lhe o nome de Zowie (fusão de Ziggy com Bowie), mas ficou assente que a criança poderia mudar de nome quando melhor entendesse. Primeiro foi Joe e depois, ao 18 anos, passou a ser Duncan. É o nome que usa actualmente e é como Duncan Jones que o "menino" Zowie volta a estar nas bocas do mundo ao apresentar a concurso, no festival de cinema de Sundance (EUA), o seu filme «Moon». Nele, o actor Sam Rockwell faz de Sam Bell, o único operário de uma exploração mineira lunar que vive acompanhado apenas por um robot. O tema não é novo na vida do realizador, já que em 1995 andou lá perto ao defender a sua tese de doutoramento em Filosofia com o trabalho «How To Kill Your Computer Friend: An Investigation Of The Mind/Body Problem And How It Relates To The Hypothetical Creation Of A Thinking Machine». Há apenas 3 anos dirigiu também a campanha publicitária da marca French Connection UK, mais conhecida pela sigla "fcuk". Pode desde já espreitar-se uma amostra do filme de que se fala aqui (ver ligação no título) que de uma observação posterior mais atenta, pela nossa parte, ele já não se livra!

2009/01/22

as minhas bodas de cannes

De uma viagem de negócios a Cannes pautada por reuniões e banquetes com parceiros comerciais, aqui ficam umas quantas imagens prometidas e ainda devidas, que dão conta das escapadelas pelos arredores, com destaque maior para a minha peregrinação à Chapelle Cocteau, em Fréjus:

O nosso hotel, em Cannes La Bocca

Les Enfants Terribles, iate atracado na marina de Cannes

Na manhã seguinte, o mar de Cannes excepcionalmente agitado

Detalhe de mural de Jean Cocteau na Chapelle de Fréjus

E os vitrais concebidos pelo seu companheiro Edouard Dermit

No interior do bar gay Zanzibar, aberto em Cannes em 1885

No topo da cidade de onde se vê o velho casario

A caminho de Nice, mais um pequeno porto

Ao longe, as montanhas ainda cobertas de neve

Um conjunto arquitectónico que chama a atenção

Regresso ao mp2, o aeroporto de Marseille-Provence

Como banda-sonora proponho-vos o belíssimo «Messe In H-Moll» de Bach interpretado por Les Muciciens du Louvre-Grenoble dirigidos por Marc Minkowski (por tempo limitado pus ao lado um vídeo do YouTube) e depois «La Fida Ninfa» de Vivaldi apresentada pelo Ensemble Matheus sob direcção de Jean-Christophe Spinosi, especialmente nos momentos (en)cantados pela voz do contra-tenor Philippe Jaroussky (a mostrar já de seguida). Espero que gostem!

2008/12/31

adeus, 2008

Outro ano está no fim e (com alguma dificuldade, confessamos) tentámos compor uma lista do que mais nos marcou nestes últimos 366 dias. Apesar das habituais-normais divergências de opinião, nalguns pontos ficámos de acordo como, por exemplo, ao considerar que o nosso melhor momento do ano foi o da viagem à Provença e, já agora, que a loja que mais nos agradou foi a La Cure Gourmande, em Marselha, todo cheiinha de coisas bonitas, raras e doces. Também elegemos em uníssono que o chumbo parlamentar das propostas pela igualdade no casamento civil foi o acontecimento (negativo) do ano enquanto, por outro lado, a leitura que nos marcou 2008 foi a nova e aclamada revista Com'Out. No campo virtual houve um site que foi o mais relevante de todos para nós: a bonita loja online de Thorsten van Elten (de onde vem a foto em destaque).
Já nos DVDs adquiridos tivemos alguma discórdia: o Luís foi por «As Canções de Amor» de Christophe Honoré (um belo trabalho desenvolvido a partir de um triângulo amoroso, com Louis Garrel como Ismaël e com Grégoire Leprince-Ringuet como Erwann) e o Gonçalo pela colecção operática «The Copenhagen Ring» de Richard Wagner, produzida por Kasper Bech Holten. No cinema de grande ecrã também divergimos em opinião: o Gonçalo escolheu o filme de Eric Rohmer «Os Amores de Astrea e de Celadon», enquanto já em final do ano o Luís se decidiu pelo «Ensaio Sobre a Cegueira» dirigido por Fernando Meirelles a partir da mesma obra literária de José Saramago. Nos discos estão em destaque as senhoras, já que foi o Luís pelo novo «Hurricane» de Grace Jones e o Gonçalo pelo «Watershed» de K.D. Lang. Quase o mesmo se passou em matéria de concertos: o Gonçalo escolheu o «Sticky & Sweet Tour» de Madonna no Parque da Bela Vista (em Lisboa) e o Luís o dos Young Marble Giants no «Clubbing» da Casa da Música (no Porto). Bem mais difícil é eleger as personalidades do ano que, num plano, poderia ser o senhor Pedro Passos Coelho só per ter defendido a igualdade no casamento durante a sua campanha à presidência do PSD e, num outro, o senhor Barack Obama pelo que significa a sua eleição enquanto reconfiguração completa do perfil do presidente dos Estados Unidos da América.
Projectos para 2009? Votar, votar muito, mas claramente votar apenas em quem dê a voz mais justa às nossas justas reivindicações: casamento civil para todos, com plena igualdade de direitos e de deveres, como em tudo o resto. Em breve estaremos de volta mas, para já, ficam os nossos votos de um novo ano cheio de energia e de muitas alegrias!

2008/12/29

the fall em janeiro

A notícia do dia, para mim, foi a de que o grupo post-punk britânico The Fall, criado em 1976 e desde então liderado pelo vocalista Mark E. Smith, estará a 17 de Janeiro na Casa da Música. Coisa rara, The Fall é um desses grupos que nunca deixou de se mostrar bem vivo ao longo do tempo, tendo quase tantos álbuns de estúdio quantos os anos de actividade, que são já 32. O nome veio-lhe do título de um romance de Albert Camus, «La Chute» («The Fall» em inglês). Nessa linha, também as canções parecem transbordar de vertigens, de emoções fortes, de um encanto decadentista. Quem conhece a voz de Mark E. Smith (que recentemente a emprestou também ao projecto Von Südenfed) não a esquece e sabe bem que cada nova canção é um regresso diferente a um estilo nascido na proximidade dos Buzzcocks, Joy Division ou A Certain Ratio, grupos que deram nome à Manchester dos últimos anos de 70 e do início dos 80. «Imperial Wax Solvent» (Sanctuary, 2008) é o seu mais recente álbum e foi considerado por muitos um dos melhores do ano. A revista britânica de novas músicas The Wire considera-o o nono melhor disco de 2008, referindo-o como "caustically cerebral and sonically inventive" ou "a vital late period masterpiece". Incontornável!

2008/12/03

love, love me do

Love, love me do
You know I love you...

2008/12/02

mick mouse

Li algures que Philip Glass está a preparar uma nova obra que será dedicada ao mestre Walt Disney. Perdi a noção da fonte, mas tal não me impede de dar a notícia e os vivas por tal homenagem que, se calhar, só chegará a nós no próximo ano. Este, já muito perto do fim, é mais um ano para esquecer. Primeiro, pelo chumbo socialista das propostas parlamentares que tardaram (sim, que tardaram!) mas que, também por isso, mereciam ser acolhidas e aprovadas por uma maioria muito ampla de deputados. Já sabem do que falo, claro... Pelo Porto, hoje, a noite volta a estar fria e a manhã de amanhã deverá chegar molhada. É este o Outono invernoso que temos, este é o fim de ano que todos julgam que merecemos: desconfortável, sombrio, estupidificante. Eu estou sentado no sofá, computador no colo, TV ligada entre a primária «Liga dos Últimos» e a telenovela "gayata" «Olhos nos Olhos». O Gonçalo trabalha até tarde e só agora deverá estar a caminho de casa. Volto a olhar para a imagem do meu Mick Mouse que vai ilustrar o pretexto desta entrada. É também um bom pretexto, não é?