2006/02/08

em defesa do casamento

O casamento entre pessoas do mesmo sexo (vulgo 'casamento homossexual' — expressão que considero prestar-se facilmente aos abusos de imaginação das mentes homófobas) continua na ordem do dia. Já sabemos que o pedido para a realização do casamento entre Teresa e Lena foi recusado, como se esperava, e que o recurso sobre a recusa avançou para instâncias superiores. A tentativa do PS e PSD (tão diferentes, tão iguais) de ignorar e descartar o assunto parece cada vez mais votada ao insucesso, instalado como está o debate na sociedade portuguesa, com defensores inesperados e os detractores do costume. Para reforçar o movimento, esperam-se vagas sucessivas de apoio à justíssima causa da mudança da lei do casamento civil: os recursos de Teresa e Lena (e, seria bom, de novos e corajosos casais); a entrega das assinaturas (esperam-se agora bastante mais do que as regulamentadas 4000) com o pedido de discussão na Assembleia da República; o projecto de lei do Bloco de Esquerda e, com sorte, da Juventude Socialista; a pressão exterior do Parlamento Europeu e de cada vez mais países a mudar a sua legislação; etc. Os observadores mais atentos começam a notar que, perante a inevitabilidade da mudança da lei a curto prazo, os partidos do centro conservador poderão avançar com uma proposta de lei que, longe de estender o casamento aos casais do mesmo sexo, se limite a alargar os direitos e deveres das uniões civis, mantendo o casamento como um privilégio de um grupo maioritário e restrito. É importante, por isso, que desde já se defenda o casamento civil para os casais do mesmo sexo, e não uma qualquer versão alternativa 'simplificada' e de segunda ordem. Não esqueçamos que para além de direitos civis iguais para todos, com o 'casamento' e não com a 'união civil', está em causa uma actualização jurídica com implicações profundas na mudança das mentalidades. Por uma vez olhemos para Espanha e não para Inglaterra, é de lá afinal que vêm, se não os bons ventos, pelo menos os bons casamentos (na foto: a mais recente campanha de Oliviero Toscani para a marca Ra-Re).

2006/02/06

d_skin: cd protegido

d_skin® é uma micro-resina que serve para proteger os CDs, DVDs e todos os discos similares dos maus tratos e do desgaste. Basta colocar a d_skin do lado de leitura do disco e prender as pequenas garras à sua volta para que fique a proteger eficientemente e com segurança de situações habituais e indesejadas: marcas e riscos, por exemplo. A protecção permanece no disco enquanto é feita a leitura no equipamento; e mesmo a gravação, em discos graváveis, pode ser efectuada com a protecção colocada. Tal como noutras situações nossas conhecidas, se a d_skin por azar se riscar bastará removê-la e colocar uma nova. Depois é só… continuar.
Que se saiba, a d_skin não é fabricada pela Durex®, como poderia ser suposto... Mas talvez possa também ser adquirida em Portugal. No Reino Unido cada unidade custa desde aproximadamente 0,75€ (em caixas de 100) até 1,50€ (em bolsa de 5 unidades).

2006/02/03

bruno coulais: à mãe dolorosa

Bruno Coulais é um compositor nascido em Paris em 1954, filho de pai francês e de mãe iraquiana.
Especialista em música para cinema, Bruno Coulais também assinou «Microcosmos», «Himalaya», «Les Choristes» e «Le Peuple Migrateur». Mas já fazia música no final dos anos 70 (a banda-sonora da curta-metragem «Nuit Féline» é de 1978) e, no seu longo percurso criativo, também piscou o olho a Cocteau, em 2003, com a música para a versão televisiva de «Les Parents Terribles».
"Procurar o 'sagrado' nas pequenas coisas do quotidiano é a lição que eu recebi do cinema, e é uma ideia que me acompanhou ao longo de toda a escrita deste «Stabat Mater»", disse.
Este título é a abreviação do primeiro verso de um hino católico-romano do século XIII, atribuído a Jacopone de Todi: «Stabat mater dolorosa» ("estava a mãe dolorida"). Coulais inspirou-se nele para, a convite do Festival de Saint-Denis, criar esta obra intensa e de mestiçagem cultural que foi estreada em Junho de 2005, na Basílica de Saint-Denis, em Paris. Tal como no disco que agora nos chega às mãos, os textos cantados por Aïcha Redouane são extraídos de «La Passion de Râbi'a» (poemas sufis de Râbi'a al-Adawiyya, do século VIII).
Para além da cantora berbere, assinale-se ainda um elenco extra de respeito com o jovem mas talentoso violinista Laurent Korcia, a revelação como cantor de Guillaume Depardieu (filho do actor Gérard Depardieu), a voz off de Robert Wyatt (e onde Robert se envolve está sempre um grande trabalho), mas também Marie Kobayashi (meio-soprano), Claire Désert (clavicórdio, piano) e o coro de câmara Mikrokosmos.
Bruno diz-nos ainda: "Neste belo e comovedor texto, eu escolhi dar ênfase à expressão de uma mãe face à morte do seu filho, e não tanto à da lamentação da Virgem face à morte de Cristo."
Acrescenta: "Outra coisa que me vem do cinema, e muito particularmente de «O Evangelho Segundo S. Mateus» de Pasolini, é que o reencontro de universos musicais tão diversos podem conduzir-nos ao 'universal'..."
O disco é muito sedutor, pelo tema, a abordagem, o elenco e toda a envolvência mágica em que a capa (com uma foto do canadiano Larry Towell, da agência Magnum) é a apetitosa cereja que se põe sobre o já delicioso bolo. Mas também porque, inevitavelmente, nos faz pensar nas nossas queridas mães!

2006/02/01

morrissey: o feiticeiro do moz

Morrissey, o ex-vocalista de The Smiths (também conhecido por Moz), vai ter em breve um novo álbum, que se sucede ao excelente «You Are The Quarry», de 2004.
Anunciado para 3 de Abril, «Ringleader Of The Tormentors» foi gravado em Roma e produzido por Tony Visconti, em Agosto do ano passado. Tony Visconti é uma estrela acessória mas incontornável, pois foi ele o mentor de alguns discos históricos de David Bowie, T. Rex ou mesmo The Stranglers. A propósito de «Ringleader Of The Tormentors» disse que "todos os dias trabalhámos a música, para a fazer cada vez melhor. As vocalizações de Morrissey são apaixonadas e confidentes e este é um dos melhores álbuns em que eu trabalhei. Tanto mais que o compositor de bandas-sonoras Ennio Morricone e um coro de crianças italianas estiveram por muito perto". Mesmo assim, a revista americana Billboard, que já teve acesso às gravações, diz tratar-se de um álbum denso e com um som muito orientado para o rock. Em que ficamos?...
Este é o alinhamento: «I Will See You In Far-Off Places», «Dear God Please Help Me», «You Have Killed Me» (que será o primeiro single, a lançar a 27 de Março), «The Youngest Was The Most Loved», «In The Future When All's Well», «The Father Who Must Be Killed», «Life Is A Pigsty», «I'll Never Be Anybody's Hero Now», «On The Streets I Ran», «To Me You Are A Work Of Art», «I Just Want To See The Boy Happy» e finalmente «At Last I Am Born».
Para já só mesmo a excelente capa de «Ringleader Of The Tormentors», que nos deixa sonhar e esperar por um novo álbum mágico que não lhe fique atrás!

orgulhos

Hoje pelas 14h30, o mesmo dia em que assinalamos dois anos desde que metemos pela primeira vez a chave na porta da nossa casa, duas mulheres — a Teresa e a Lena — vão tentar casar-se na 7ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa. Que orgulho!
Nós temos a nossa casa mas vivemos separados, ainda. Mesmo assim, vão dois anos sobre uma decisão que foi preponderante nas nossas vidas. Que as mudou e as continuará a mudar. Para sempre...
Elas, mais arrojadas e avançadas que nós, tentam desbloquear as barreiras legais, sabendo que não o vão conseguir para já. Que vão ter que lutar, uma vez mais, e outra e outra. Mas elas sabem também que não vale a pena perder o sonho, nem a esperança. Ou que a felicidade é um direito, mesmo que tenha que ser conquistado. E sabem que vão poder casar-se também, um dia, e alcançar o mesmo patamar de direitos e obrigações dos casais convencionais. Que vão poder finalmente ser livres nesta sociedade homófoba que ainda nos reprime e impede de atingir direitos cívicos que deveriam ser universais. Uma sociedade que faz de nós escravos revoltados de um esclavagismo heterossexual...
Para tal combater, a Associação ILGA Portugal avança finalmente a 16 de Fevereiro próximo com a entrega ao Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, da petição que também nós próprios e uns quantos amigos assinámos e que promove a revisão do Código Civil, para que pessoas do mesmo sexo possam ter igualmente acesso ao casamento civil. O abaixo-assinado, disponível no site da associação, conta já com alguns deputados entre os seus subscritores, mas vai encontrar oposições pelo caminho, sabendo-se já da indiferença do centro-direita (PSD e PS incluídos) e do futuro Presidente da República, Cavaco Silva...
Ainda por cá, quase a estrear, fala-se muito de «Brokeback Mountain» que não tardará nada a levar-nos mais uma vez ao cinema. É que nós orgulhamo-nos de filmes assim!

2006/01/27

barbara récital pantin 81

De vez em quando reencontro-me com as mulheres da minha vida. As mulheres da minha vida, em canções e filmes, acompanharam-me as alegrias e as tristezas, mas sobretudo acompanharam e alimentaram os meus sonhos, desmedidos, de criança, de rapaz, de criança, de adolescente, de criança, de adulto... de criança. Quando me reencontro com as mulheres da minha vida, reencontro-me com os sonhos da minha vida — fragmentos só já, às vezes; outras apenas fantasmas. Por alguma estranha razão (o sofrimento talvez, vivido ou antecipado), as mulheres da minha vida são as mulheres da vida de muitos outros homens que com elas comungam. Por alguma outra razão, a maior parte desses homens amam outros homens... Quatro mulheres em quatro concertos, em particular, marcaram indelevelmente os meus sonhos de vida: Judy Garland, e depois Liza Minnelli no Carnegie Hall; Marlene Dietrich no New London Theatre e Barbara no recital Pantin. Estes quatro concertos registam a actuação de artistas maiores, em plena maturidade, em momentos irrepetíveis. O recital «À Pantin» de Barbara, que acabo de reouvir, revela uma cantora que já não depende da voz e, também por isso, com uma capacidade de interpretar e comover muito rara; um repertório de uma beleza intocável e um francês cantado com tal poesia que nos lembra porque é que esta língua educou o mundo. Citando Barbara, "On ne touche pas à Pantin!".

2006/01/26

a sidra do gaiteiro

A propósito da divulgação de instrumentos tradicionais, há um anedotário no site dirigido pelo espanhol Luis Angel Payno (não sei quem é, nem é importante para o caso, mas o link está no título), que conta uma história engraçada a propósito da bebida mais tradicional das Astúrias. Com a vénia pela usurpação, fica aqui a tradução que não dispensa a leitura do original:
"Não é minha intenção fazer publicidade, mas afigura-se-me muito curioso algo que escutei em relação com o produto [a sidra El Gaitero] que há não muito completou os 100 anos de existência: dizem que quando se começou a engarrafar na localidade asturiana de Villaviciosa [vila do vício ou viciosa, devo traduzir também para que melhor se entenda o segundo sentido], os donos e dirigentes da empresa começaram à procura de um nome para a marca. Ocorreram-lhes muitos, mas no final decidiram-se pelo popular instrumentista tradicional. No entanto, parece que o nome teve a oposição do clero local e das classes 'de bem' defensoras da moral da época, já que as figuras do gaiteiro e da gaita tinham fama de imorais ao estarem relacionadas com os ambientes de festa popular e de algaraviada desenfreada, com ambientes de taberna e de classes baixas. No final foi aceite porque ao fim e ao cabo a sidra também vai por aí."
A sidra, feita a partir da fermentação da maçã, é hoje tida como uma bebida com benefícios para a saúde e para a diversão também. No que respeita à primeira, diz-se ser diurética, antidiarreica, laxante, anticatarral e digestiva; que previne os enfartes e outras doenças cardíacas; que também é anticancerígena e cicatrizante; e que é rica em antioxidantes, cálcio e potássio, regularizando a circulação do sangue. Apenas tem cerca de 5,5% de álcool e quando bebida com os amigos pode ser pretexto para uma alegria desenfreada. Desde que haja vontade e se queira ter um pretexto...

2006/01/23

das märchen

A ópera sempre me fascinou, digo-o sem qualquer pretensiosismo — gosto do conceito de 'obra de arte total' e da extrema artificialidade do género que, por isso mesmo, potencia símbolos, significados e mitos. E gosto particularmente de ópera moderna, ou contemporânea, porque acredito que a arte que se faz no tempo das nossas vidas é mais importante (não necessariamente melhor) do que a que fez história. E acho que as óperas, como os bons romances, devem ser um pouco enfadonhas e difíceis ("desconfia do que é fácil") — só há verdadeira fruição da arte com esforço e espaço para o enigma e a interpretação. Mas não é habitual a produção de ópera contemporânea em Portugal: lembro-me só de «O Corvo Branco» de Philip Glass e «Os Dias Levantados» de António Pinho Vargas, para a Expo 98; do «Melodias Estranhas» de António Chagas Rosa, para o Porto 2001 ou do «Punch And Judy» de Harrison Birtwistle no S. João. Por tudo isto é com entusiasmo que descubro que o mais celebrado dos nossos compositores contemporâneos, Emmanuel Nunes, irá estrear a sua primeira ópera em Novembro, no São Carlos. Com libreto do próprio compositor, a partir de um conto de fadas de Goethe intitulado «Das Märchen» (precisamente «O Conto» ou «O Conto de Fadas»), a obra é povoada por uma serpente verde e outras criaturas fabulosas. A direcção fica a cargo de Peter Rundel e a encenação é de Giorgio Barberio Corsetti, com interpretação da Orquestra Sinfónica Portuguesa, o Coro do TNSC, o Remix Ensemble e a Companhia de Bailado NN. A ópera «Das Märchen», co-produzida pelo São Carlos, a Gulbenkian, o IRCAM e a Casa da Música, parece ter tudo para cantar e encantar.

2006/01/19

murmúrios da primavera

Poderia escrever sobre a recente resolução comunitária que aconselha os países europeus a combaterem a homofobia; as manifestações em Itália contra a ingerência do Vaticano na legislação sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo; ou sobre os mais recentes sucessos de «Brokeback Mountain». Poderia mostrar os cowboys de mãos dadas no desfile de moda para homem da Valentino e, noutras paragens, Ricky Martin a fazer yoga na praia com um moço todo jeitoso. Ou até podia relatar como o cantor sul-americano confessou em entrevista, com uma casualidade desarmante, que gosta de "golden showers". A colaboração dos Pet Shop Boys com Madonna em «Sorry» também merecia comentário, sobretudo a propósito dos meninos terem perdido a oportunidade e feito um trabalho tão fraquito que parece ser que nem vai ser incluído nos singles. A estreia de «Rome» no dia 30, na RTP 2, também é digna de nota, assim como a polémica que envolve a série norte-americana «The Book Of Daniel», sobre um pastor com uma família menos que funcional, que tem conversas com Jesus. Mas começo a ouvir a Primavera em murmúrios quase imperceptíveis. A vontade de voltar a andar de havaianas é grande, e o novo boy do portal Terra (Luís perdoa-me o devaneio), como se pode ver na imagem e confirmar pelo link no título deste post, também não ajuda à seriedade que o Inverno, em rigor, prefere.

2006/01/11

dvds: depeche mode 101

Primeiro, Vince Clarke e Martin L. Gore formaram o duo French Look, em 1979. Depois mudaram-lhe o nome para Composition of Sound. Finalmente, em 1980, os Depeche Mode nasciam em Basildon, Essex (Reino Unido), com três rapazitos a dar o mais criativo de si: Andy Fletcher (guitarra e voz), Martin L. Gore (guitarra e voz) e Vince Clarke (sintetizadores e voz). O novo nome do grupo só seria firmado no ano seguinte, e retirado da conhecida revista francesa de moda, do mesmo nome. Ainda nesse ano, o trio afastou as guitarras para um segundo plano, tornando-se num grupo quase inteiramente electrónico. As mudanças foram reforçadas com a entrada de um vocalista: Dave Gahan (na foto, o quarteto de 1981, com Fletcher, Gahan, Gore e Clarke).
Mesmo apesar de tanta mudança, este era ainda o princípio. As "demos" em cassete não surtiam qualquer efeito nos meios editoriais da capital inglesa e o grupo mantinha-se quase permanentemente em ensaios privados e no aperfeiçoamento das suas canções pop que puxavam para a dança. Era um grupo estranho para a época, pois as correntes musicais apontavam ora num sentido menos dançável quando se falava de música alternativa, ora em direcção menos alternativa quando se falava de música de dança.
Foi pelo convite de um outro "desenquadrado" que os Depeche Mode tiveram um golpe de sorte: Fad Gadget, que gravava para a Mute Records, actuava em Londres e os "Depeche" foram convidados para fazer a primeira parte. O boss da Mute, Daniel Miller, viu-os pela primeira vez e gostou. O grupo foi contratado, fez alguns singles e um álbum, foi preparando outro, e tudo isto empurrou-o para a estrada e fez vedetas de cada um dos seus músicos. Pequenas ainda, mas vedetas mesmo assim.
Só que daí veio um problema: o principal teclista, Vince Clarke, era um "rato de estúdio". O que ele queria era compor e gravar, não actuar em palco, aqui, ali e além... Como tal, decide sair e formar a sua própria banda (de novo em duo, tal como antes acontecera nos The Assembly e nos Depeche Mode iniciais, agora de novo com os Yazoo, mais tarde com os Erasure, onde se mantém há muitos anos com Andy Bell).
Em 1988, os Depeche Mode procuram a sua afirmação nos Estados Unidos, onde eram já conhecidos e seguidos por uns quantos fãs. A 18 de Junho tocam em Pasadena e esse concerto, talvez o mais memorável da sua carreira longa e bem sucedida, ficou registado para a posteridade. No ano seguinte é editado como LP e CD duplos, sob o título «101», que correspondia à referência do disco na série da editora. Na mesma altura, os duplos áudio têm também edição equivalente numa cassete VHS.
Em 2005 surge finalmente a versão para DVD (o formato do momento), contendo como disco 1 o intitulado «101», ou seja o filme de D.A. Pennebaker, Chris Hegedus e David Dawkins, e como disco 2 o que foi designado por «Live at The Pasadena Rose Bowl June 18th 1988» e que corresponde ao concerto referido atrás. Por comparação com o duplo CD (a versão original, ainda numa elaborada embalagem "digipack") verifica-se a ausência dos temas «Sacred», «Something to Do», «Things You Said», «Shake The Disease», «Nothing», «People Are People», «A Question of Time» e «A Question of Lust». O CD original conta 20 temas e o DVD nº 2 apenas 12. Ficaram de fora, portanto, as 8 que referi, o que faz do duplo CD um formato complementar ao DVD, ou o contrário.
1988 foi há 18 anos atrás e já muito aconteceu no mundo da música e nos Depeche Mode. O grupo (agora de novo em trio, uma vez que Alan Wilder abandonou a formação, onde substituiu Clarke entre 1982 e 1995) mantém-se activo e em forma, actuando de novo em Portugal já a seguir em 8 de Fevereiro, no Pavilhão Atlântico (Lisboa). Um belo concerto será, certamente!
No que respeita aos nossos DVDs, com a chegada dos Depeche Mode os títulos disponíveis começados pela letra D ficam agora a ser (título / autor / género / lançamento / edição):
  • David Bowie: Best of Bowie / David Bowie / música / 2002 / 2002
  • Depeche Mode: 101 / Depeche Mode / música / 2005 / 2005
  • Dolls / Takeshi Kitano / drama / 2003 / 2003