Ninguém merece morrer assim. Não conheci a Gisberta que, certamente, como todos os seres humanos, teria as suas virtudes e os seus defeitos, os seus sonhos e os seus pesadelos (destes últimos talvez mais do que a maior parte de nós seria capaz de suportar), mas revolta-me a violência que a fez morrer, com que a assassinaram. Revolta-me a violência abjecta com que, cada vez mais, por todo o mundo, se assassinam gratuitamente pessoas. A morte da Gisberta — transsexual, seropositiva, toxicodependente, sem-abrigo, prostituta — tem na base, todos o sabemos, questões muito complexas (miséria e exclusão social da vítima e, não duvido, dos agressores; homofobia; transfobia; vulgarização da violência; crise de valores; e não sei quantas outras anormalidades) que não vou tentar analisar. Mas cada vez que um crime de ódio como este acontece, sinto-me também um bocadinho atingido. Não acho que a Gisberta seja mais vítima do que outras vítimas de crimes violentíssimos e intoleráveis, mas toca-me de uma forma especial a sua morte, porque os preconceitos e fobias que poderão ter motivado os rapazes que a mataram não são muito diferentes dos que, embora em ponto muitíssimo mais pequeno, nos agridem também, homossexuais, nalgum momento das nossas vidas. Fica o retrato da Gisberta, para a lembrar, para nos lembrar. Que descanse em paz.
2006/02/26
gisberta
Ninguém merece morrer assim. Não conheci a Gisberta que, certamente, como todos os seres humanos, teria as suas virtudes e os seus defeitos, os seus sonhos e os seus pesadelos (destes últimos talvez mais do que a maior parte de nós seria capaz de suportar), mas revolta-me a violência que a fez morrer, com que a assassinaram. Revolta-me a violência abjecta com que, cada vez mais, por todo o mundo, se assassinam gratuitamente pessoas. A morte da Gisberta — transsexual, seropositiva, toxicodependente, sem-abrigo, prostituta — tem na base, todos o sabemos, questões muito complexas (miséria e exclusão social da vítima e, não duvido, dos agressores; homofobia; transfobia; vulgarização da violência; crise de valores; e não sei quantas outras anormalidades) que não vou tentar analisar. Mas cada vez que um crime de ódio como este acontece, sinto-me também um bocadinho atingido. Não acho que a Gisberta seja mais vítima do que outras vítimas de crimes violentíssimos e intoleráveis, mas toca-me de uma forma especial a sua morte, porque os preconceitos e fobias que poderão ter motivado os rapazes que a mataram não são muito diferentes dos que, embora em ponto muitíssimo mais pequeno, nos agridem também, homossexuais, nalgum momento das nossas vidas. Fica o retrato da Gisberta, para a lembrar, para nos lembrar. Que descanse em paz.
2006/02/24
o amor é uma força da natureza
Foram dois os filmes que vimos já este ano no cinema: «Odete» e «O Segredo de Brokeback Mountain».«Odete», o novo de João Pedro Rodrigues, era esperado como algo que, no mínimo, deveria ser tão extraordinário quanto o precedente «O Fantasma», que considero um verdadeiro filme de culto. O novo filme conta uma história também extraordinária, absorvente, quiçá sobrenatural, mas no fim fica-se com uma sensação de que algo ficou inatingido. Ou inexplicado, se calhar. Por isso, ou se sai da sala com uma ligeira insatisfação ("cabecinha pensadora") ou se dá ares de que se percebeu tudo e de que o filme era apenas uma comédia, largando-se muitas gargalhadas pelo meio. Os mais "alegres" certamente optarão por essa postura, sobretudo se acharem que se devem rir de tudo que tenha a ver com o que não entendem... «Odete» é um excelente filme, com uma história invulgar, a tocar o sobrenatural, e uma excelente fotografia, cuidados planos, belos actores. Creio que deve ser visto e, talvez, adquirido também mais tarde em formato doméstico.
O mais recente «O Segredo de Brokeback Mountain», de Ang Lee, filme de que tanto se falou antes da estreia devido à sua nomeação múltipla para os Óscares de Hollywood entre outros prémios já conquistados, conta uma história rara de dois cowboys enamorados, mas tal não deveria já surpreender quem o visse. Afinal estava tudo previsto, tudo anunciado, tudo tão perfeito quanto só os americanos sabem (e embora o realizador seja um chinês de Taiwan, é americana a sua cultura de adopção e a autora do livro que deu lugar ao filme, E. Annie Proulx). Mesmo assim, o filme ultrapassou o que dele eu esperava. Mexeu com os meus sentimentos. Pôs-me a lágrima no canto do olho e a diversos espectadores também. E teve também a grande virtude de fazer pensar no número de lados que pode ter um triângulo e nas formas que podem resultar da sua transformação. «Brokeback Mountain» merece todos os Óscares de Hollywood. E, custe o que custar, terá que constar também da nossa videoteca. A imagem escolhida representa bem o subtítulo do cartaz: «O amor é uma força da natureza». Pelo link pode visitar-se o site oficial do filme.
2006/02/21
a propósito de (truman) capote
Nascido a 30 de Setembro de 1924, Truman Streckfus Persons estudou em Connecticut, leu guiões, trabalhou na revista The New Yorker e até foi dançarino. Como Truman Capote assinou o seu primeiro romance «Other Voices, Other Rooms», em 1948, que foi um sucesso e o faz decidir pela literatura.Decorridos 10 anos, «Breakfast at Tiffany's» volta a ser objecto de reconhecimento mas o sucesso maior viria depois ainda, com «In Cold Blood», de 1965, onde dá início a um género que designou de non-fiction novel (algo como "romance documental"), neste caso pela reconstrução detalhada da história de um crime brutal, da personalidade dos jovens homicidas e das suas vítimas.
Em 1976 escreve e interpreta o principal papel do filme «Murder By Death», contracenado com Peter Sellers, David Niven, Peter Falk e outras grandes estrelas do cinema. Publica ainda «Music For Chameleons» (1980) e «Answered Prayers» (1986), entre outras obras.
Envolveu-se em relações sexualmente insatisfeitas e no álcool. Morreu em 1984, a 25 de Agosto.
Esta quinta-feira (23 de Fevereiro) estreia «Capote», um filme nomeado para os Óscares que procura retratar esta figura maior da literatura universal do século XX. O actor Philip Seymour Hoffman faz o que pode para se parecer e representar o verdadeiro Truman, mesmo nos seus trejeitos, mas a representação não é convincente. O filme «Capote» é um olhar biográfico do escritor homossexual, no decurso da investigação para o jornal onde trabalha, de um homicídio numa pequena cidade do Kansas. Apesar de Hoffman ter ganho o Globo de Ouro como melhor actor dramático, e de ter sido nomeado para o Óscar de melhor actor principal pela interpretação da figura de Capote, este filme (vista apenas a apresentação) não atrai, não convence, até desilude.
Mas talvez se deva dar ao filme uma segunda oportunidade. Desde que isso não sirva para fazer da escrita e da figura de Truman Capote algo de menos brilhante.
amizade e amor: palavras mudas
A 5 de Agosto de 1986 o Diário de Notícias incluía no seu suplemento DN Jovem um texto do leitor Raul Moreno, então com 20 anos, estudante universitário de Coimbra. Recortei-o e guardei-o como algo de raro e precioso. Tantos anos passados, o recorte de escassos 8x8 cm permanece comigo, amarelado mas tão belo e intenso quanto antes. Este texto quase anónimo merecia divulgação, mais não fosse a propósito das minhas entradas sobre a amizade e o amor que regularmente vou aqui colocando. Do seu autor nunca nada soube, nada sei. Quanto ao texto de há 20 anos ei-lo, sem mais palavras, para que alguém o imprima e o faça reviver de novo, nem que seja só daqui a mais duas décadas:Johnny, sabes o que é que faço se não sais dessa mudez? Agarro em todas as cartas que nunca me escreveste e publico-as, mesmo antes de (não) vires a ser famoso. Agarro em todas essas palavras que nunca me dirigiste, e que guardo amarradas por uma fita roxa na gaveta dos amores — onde moram sozinhas, portanto — e exponho-as, num suplemento literário qualquer, à mistura com outros poemas e crónicas de vidas anónimas. Isto tudo a ver se ao menos uma fala de raiva és capaz de me conceder.
Raul
(A foto do topo e o link são de Howard Roffman, um fotógrafo com um trabalho excepcionalmente sóbrio e brilhante.)
2006/02/16
7000 pelo casamento
Chegou hoje, finalmente, o dia da entrega na Assembleia da República da petição para a igualdade no acesso ao casamento civil, iniciada pela ILGA e subscrita por cerca de 7000 pessoas (mais 3000 do que as exigidas). Eu e o Luís, desde já, agradecemos e felicitamos as pessoas que assinaram a folha que fizemos circular e que nos ajudaram a fazer a nossa modesta quota-parte de recolhas. A petição terá que ser agora analisada por comissão própria no prazo de 60 dias e, se tudo correr bem, levada a discussão em plenário num futuro que se pretende breve. Apesar de todos os coadjuvantes (Teresa e Lena; propostas de legislação da Juventude Socialista e do Bloco de Esquerda; etc), parece-me óbvio que o processo não será fácil nem tão rápido como se desejaria. Por isso será necessário, pelos mais variados meios, manter a questão viva e a argumentação forte. O caminho que se apresenta à nossa frente lembra-me, quase que inevitavelmente, o nome da montanha que deu nome ao filme que tem tido responsabilidade, também, no despertar das consciências e na mudança das mentalidades (ou estarei a ser demasiado ingénuo e optimista?). Com uma 'brokeback mountain' para atravessar, portanto, há-que continuar a defender e lutar com ânimo por direitos iguais no acesso ao casamento (na foto: estátua representando a Justiça na Assembleia da República).
2006/02/14
bacalhau no microondas à s. valentim
Ingredientes:2 postas de bacalhau
2 cebolas
3 dentes de alho
2 folhas de louro
2 colheres de salsa picada
1 pimento
2 batatas grandes
sal, pimenta, colorau e azeite q.b.
Será tudo cozinhado no microondas com grill que recebemos de presente pelo Natal, escolhido por nós e com a marca correspondente às iniciais dos nossos nomes (LG):
Começa-se por colocar no aparelho o bacalhau tapado, onde irá cozer por 2 minutos na potência máxima (900W), virando-se a meio do processo. Depois ficará a repousar durante 3 minutos, pelo menos.
Liga-se logo o forno, para que aqueça, enquanto num tabuleiro se colocam as cebolas em rodelas, os alhos laminados e as folhas de louro, fazendo aquilo a que habitualmente se chama de "cama" (e que nesta data especial soa tão bem). Por cima desta dispõe-se as postas de bacalhau antes cozidas, polvilhando-as com a salsa picada. Entre as postas coloca-se o pimento cortado longitudinalmente e sem atingir a base, com criatividade, para que no fim se pareça com uma flor. Ornamenta-se à volta com as batatas descascadas cortadas em rodelas largas, para que assem com o bacalhau. Tempera-se tudo com sal, pimenta e colorau ao gosto e rega-se com um bom azeite. Vai então ao forno aquecido, por 30 minutos, vigiando-se de vez em quando.
Prepara-se a mesa e o vinho, que deve ser um bom tinto. Havendo tempo, se não se deixar estragar o jantar pode-se aproveitar para saborear a dedicada companhia, com amor e constante imaginação.
Assim que o bacalhau esteja pronto vai de imediato à mesa, para que neste dia húmido e frio seja saboreado bem quente, como convém.
Após o jantar, a TV Cabo, no canal SIC Mulher, transmite mais um episódio da série «Queer Eye For The Straight Guy» (a versão americana, original, do banido «Esquadrão G» que passava na SIC normal). É às 23 horas e hoje não se pode perder para que a coincidência tenha mais significado.
Feliz S. Valentim, meu querido!
2006/02/10
balanescu quartet: plays kraftwerk
Nascido na Roménia em 1950, o violinista Alexander Balanescu mudou-se em 1969 para Israel, fugindo à ditadura de Ceaucescu. Num exílio nómada, acabou por fixar-se em Londres onde foi inicialmente requisitado para integrar o Arditti String Quartet. O seu Balanescu Quartet nasceria em 1987, desenvolvendo parcerias tão díspares como com Michael Nyman, Gavin Bryars, David Byrne, John Lurie, Kate Bush e mesmo com os Pet Shop Boys.Em 1992 começa a sua ligação à editora Mute Records, que lança o álbum «Possessed», onde o quarteto visita a música electrónica do grupo alemão Kraftwerk e faz com que ela tenha uma leitura "séria", se bem que com o sabor doce da música clássica e toda a irreverência da composição contemporânea. As peças «The Robots», «The Model», «Autobahn», «Computer Love» e «Pocket Calculator» são igualadas por Balanescu às composições de grandes figuras da música erudita como Luciano Berio e Karlheinz Stockhausen, mas com "mais poder, graças à sua simplicidade".
Dentro de uma semana, na sexta-feira dia 17, o quarteto apresenta-se ao vivo no Porto, na Casa da Música (sala 2), pelas 23 horas, num concerto único e inevitável. Os dois violinos, a viola e o violoncelo do grupo liderado por Balanescu interpretará Kraftwerk com esse rigor e seriedade. Mas com a modernidade necessária para fazer desse acto uma obra tão importante e deslumbrante quanto o original. Nós estaremos lá!
No dia seguinte o grupo fará uma outra apresentação no mesmo local mas uma hora mais cedo, com um programa que visa promover o seu último álbum «Maria T» e homenagear a actriz e cantora folk romena Maria Tanase (1913-1963). O concerto será complementado pela intervenção em vídeo de Klaus Obermaier.
2006/02/08
em defesa do casamento
O casamento entre pessoas do mesmo sexo (vulgo 'casamento homossexual' — expressão que considero prestar-se facilmente aos abusos de imaginação das mentes homófobas) continua na ordem do dia. Já sabemos que o pedido para a realização do casamento entre Teresa e Lena foi recusado, como se esperava, e que o recurso sobre a recusa avançou para instâncias superiores. A tentativa do PS e PSD (tão diferentes, tão iguais) de ignorar e descartar o assunto parece cada vez mais votada ao insucesso, instalado como está o debate na sociedade portuguesa, com defensores inesperados e os detractores do costume. Para reforçar o movimento, esperam-se vagas sucessivas de apoio à justíssima causa da mudança da lei do casamento civil: os recursos de Teresa e Lena (e, seria bom, de novos e corajosos casais); a entrega das assinaturas (esperam-se agora bastante mais do que as regulamentadas 4000) com o pedido de discussão na Assembleia da República; o projecto de lei do Bloco de Esquerda e, com sorte, da Juventude Socialista; a pressão exterior do Parlamento Europeu e de cada vez mais países a mudar a sua legislação; etc. Os observadores mais atentos começam a notar que, perante a inevitabilidade da mudança da lei a curto prazo, os partidos do centro conservador poderão avançar com uma proposta de lei que, longe de estender o casamento aos casais do mesmo sexo, se limite a alargar os direitos e deveres das uniões civis, mantendo o casamento como um privilégio de um grupo maioritário e restrito. É importante, por isso, que desde já se defenda o casamento civil para os casais do mesmo sexo, e não uma qualquer versão alternativa 'simplificada' e de segunda ordem. Não esqueçamos que para além de direitos civis iguais para todos, com o 'casamento' e não com a 'união civil', está em causa uma actualização jurídica com implicações profundas na mudança das mentalidades. Por uma vez olhemos para Espanha e não para Inglaterra, é de lá afinal que vêm, se não os bons ventos, pelo menos os bons casamentos (na foto: a mais recente campanha de Oliviero Toscani para a marca Ra-Re).
2006/02/06
d_skin: cd protegido
d_skin® é uma micro-resina que serve para proteger os CDs, DVDs e todos os discos similares dos maus tratos e do desgaste. Basta colocar a d_skin do lado de leitura do disco e prender as pequenas garras à sua volta para que fique a proteger eficientemente e com segurança de situações habituais e indesejadas: marcas e riscos, por exemplo. A protecção permanece no disco enquanto é feita a leitura no equipamento; e mesmo a gravação, em discos graváveis, pode ser efectuada com a protecção colocada. Tal como noutras situações nossas conhecidas, se a d_skin por azar se riscar bastará removê-la e colocar uma nova. Depois é só… continuar.Que se saiba, a d_skin não é fabricada pela Durex®, como poderia ser suposto... Mas talvez possa também ser adquirida em Portugal. No Reino Unido cada unidade custa desde aproximadamente 0,75€ (em caixas de 100) até 1,50€ (em bolsa de 5 unidades).
2006/02/03
bruno coulais: à mãe dolorosa
Bruno Coulais é um compositor nascido em Paris em 1954, filho de pai francês e de mãe iraquiana.Especialista em música para cinema, Bruno Coulais também assinou «Microcosmos», «Himalaya», «Les Choristes» e «Le Peuple Migrateur». Mas já fazia música no final dos anos 70 (a banda-sonora da curta-metragem «Nuit Féline» é de 1978) e, no seu longo percurso criativo, também piscou o olho a Cocteau, em 2003, com a música para a versão televisiva de «Les Parents Terribles».
"Procurar o 'sagrado' nas pequenas coisas do quotidiano é a lição que eu recebi do cinema, e é uma ideia que me acompanhou ao longo de toda a escrita deste «Stabat Mater»", disse.
Este título é a abreviação do primeiro verso de um hino católico-romano do século XIII, atribuído a Jacopone de Todi: «Stabat mater dolorosa» ("estava a mãe dolorida"). Coulais inspirou-se nele para, a convite do Festival de Saint-Denis, criar esta obra intensa e de mestiçagem cultural que foi estreada em Junho de 2005, na Basílica de Saint-Denis, em Paris. Tal como no disco que agora nos chega às mãos, os textos cantados por Aïcha Redouane são extraídos de «La Passion de Râbi'a» (poemas sufis de Râbi'a al-Adawiyya, do século VIII).
Para além da cantora berbere, assinale-se ainda um elenco extra de respeito com o jovem mas talentoso violinista Laurent Korcia, a revelação como cantor de Guillaume Depardieu (filho do actor Gérard Depardieu), a voz off de Robert Wyatt (e onde Robert se envolve está sempre um grande trabalho), mas também Marie Kobayashi (meio-soprano), Claire Désert (clavicórdio, piano) e o coro de câmara Mikrokosmos.
Bruno diz-nos ainda: "Neste belo e comovedor texto, eu escolhi dar ênfase à expressão de uma mãe face à morte do seu filho, e não tanto à da lamentação da Virgem face à morte de Cristo."
Acrescenta: "Outra coisa que me vem do cinema, e muito particularmente de «O Evangelho Segundo S. Mateus» de Pasolini, é que o reencontro de universos musicais tão diversos podem conduzir-nos ao 'universal'..."
O disco é muito sedutor, pelo tema, a abordagem, o elenco e toda a envolvência mágica em que a capa (com uma foto do canadiano Larry Towell, da agência Magnum) é a apetitosa cereja que se põe sobre o já delicioso bolo. Mas também porque, inevitavelmente, nos faz pensar nas nossas queridas mães!
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