Não sei se é porno, ou se é arte. Se é sexo, ou intervenção. Se é punk, ou apenas chique e freak.São jovens, mas já crescidos. São tão banais como quaisquer outros jovens com quem nos cruzamos na rua, todos os dias. Mas estes consideram-se punks. Homossexuais-punk.
Homopunk.com — que é um site na internet — nas palavras de Donatien Veismann, seu ideólogo, define-se assim: "Acho patética a representação do nu masculino. Ficámos bloqueados nos anos 50, na estatuária grega... Que chatice! Após a revolução punk, os cânones de beleza mudaram. Eu sou maricas, mas toda esta estética gay inspirada pela cultura dos modeladores de corpo, pelos culturistas americanos... Isso não é para mim". Numa análise mais ampla, porque a cultura punk sempre foi de divergência e de ruptura, talvez isto faça algum sentido.
Pelo título pode visitar-se o dito sítio (está lá o link) mas, mesmo tendo a idade legal para aceder a sites pornográficos, há que ter em conta o aviso do autor, aceitando que se quer aceder para visionar material sexualmente explícito, sendo apenas para uso pessoal e unicamente em ambiente privado, etc, etc, etc. Dizem que os modelos têm todos os 18 anos de idade ou mais, e não me parece haver razões para duvidar.
Do lado de lá do clique do rato há umas quantas composições fotográficas com os ditos modelos e um vídeo QuickTime de 1 minuto e 40, que resume bem o que se passa no ambiente reservado de Homopunk. Depois dessa apresentação sumária paga-se para continuar. Por cartão de crédito, diz ainda... Para uma observação mais em conta e controlada, sugere-se a modesta aquisição da revista francesa Têtu (nº 109, deste mês, à venda por aí a cerca de 6 Euros), que traz uma reportagem que bem justifica a compra (das páginas 130 à 137, são 41 fotos homopunk para usufruir). A não perder, pois estes punks de hoje são obstinadamente criativos e inspiradores. E isso sabe muito bem...








