Patrick Wolf é um daqueles meninos bonitos que conquistam logo pela imagem. Ou parece ser, a julgar por mim e pelo que vai por aí ao olhar para os seus 23 anitos de um nascimento irlandês. Compositor, violinista e cantor das suas próprias canções, aos 11 anos Pat começou a experimentar instrumentos e equipamentos menos vulgares para uma criatura com meras aspirações pop: órgãos de brinquedo e um theremim feito em casa são dois bons exemplos. Muito antes de começar a gravar os seus primeiros discos em solitário fez parte (com 14 anos apenas) do projecto Minty e (aos 16) formou o duo Maison Crimineaux que acabou por ser a catapulta da carreira a solo, que começaria finalmente em 2003. Nós só soubemos de Patrick um ano depois, quando saiu o álbum «Lycanthropy». Eu corri a procurá-lo (onde o deveria encontrar mais certamente) mas ninguém ainda ouvira falar deste menino e músico de pouco mais de 20 anos. Nem mesmo pelo facto de o álbum estar na posição nº 39 dos discos do ano do jornal britânico New Musical Express. Que voltasse a procurar, disseram-me, e assim fiz... Foi preciso esperar mais um ano para que «Wind In The Wires» saísse e uns quantos portugueses, desses mais importantes, acordassem e tecessem desmesurados elogios ao segundo disco de Patrick. Papinha feita, as lojas de discos encheram-se de CDs de Patrick Wolf.Mais um ano passou e há, agora, um novo álbum anunciado (prevê-se que chegue ao mercado apenas em Fevereiro de 2007), que deverá ter por título «The Magic Position». Diz-se que a 23 deste mês, «Wind In The Wires» estará nas lojas e, daí, todos nós voltaremos a sofrer de uma quanta licantropia. Com a emergência de bem acolher uma estrela pop agora já confirmada e reconhecida.








