2006/11/17

Mãe 3

Os acontecimentos evoluem e mudam de direcção a todo o instante. O cenário anterior, previsto para a minha querida mãe, já está fora dos planos. Se tudo correr como esperamos, Ela deverá passar para um espaço não longe do centro da cidade, muito perto de um local onde há anos eu já trabalhei. A zona tem o aspecto que se vê ao lado, mas tal ela nunca deverá vir a ter a possibilidade de o saber. A imagem do lado foi encontrada no site da Daily Dose of Imagery, e sobre esta instalação «In Sit You» de Jennifer Marman e Daniel Borins sugiro a consulta da informação que se encontra no site do Toronto Sculpture Garden (link no título). Continuo a agradecer o interesse de todos e em especial a intervenção de alguns. Assim que eu o possa, aqui mesmo responderei individualmente a cada um.

Mãe 3 (com esculturas de jennifer e daniel)

Os acontecimentos evoluem e mudam de direcção a todo o instante. O cenário anterior, previsto para a minha querida mãe, já está fora dos planos. Se tudo correr como esperamos, Ela deverá passar para um espaço não longe do centro da cidade, muito perto de um local onde há anos eu já trabalhei. A zona tem o aspecto que se vê ao lado, mas tal ela nunca deverá vir a ter a possibilidade de o saber. A imagem do lado foi encontrada aqui, e sobre esta instalação «In Sit You» de Jennifer Marman e Daniel Borins (a ver no site do Toronto Sculpture Garden). Continuo a agradecer o interesse de todos e em especial a intervenção de alguns. Assim que eu o possa, aqui mesmo responderei individualmente a cada um...

Importado do blogue l'avion rose

2006/11/14

Mãe 2

Mais de 8 dias passados, um pequeno regresso com a alma pesada. A imagem é de Gustav Klimt. É apenas uma amostra aproximada do cenário escolhido entre os possíveis, para uma Mãe que sobrevive de um acidente vascular cerebral, consciente mas muito debilitada e a necessitar de cuidados permanentes. Espero que a escolha do verde da relva e das árvores seja a acertada e que Ela a possa apreciar por muito tempo. Do que fica por dizer, por explicar, adiante detalharei se me parecer adequado. Agora apenas esta nota breve com um obrigado a todos os amigos que contactaram: muito, muito obrigado!

(PS - Na minha entrada anterior, a fotografia usada era da autoria de David Hockney.)

Mãe 2 (num cenário de gustav klimt)

Mais de 8 dias passados, um pequeno regresso com a alma pesada. A imagem é de Gustav Klimt. É apenas uma amostra aproximada do cenário escolhido entre os possíveis, para uma Mãe que sobrevive de um acidente vascular cerebral, consciente mas muito debilitada e a necessitar de cuidados permanentes. Espero que a escolha do verde da relva e das árvores seja a acertada e que Ela a possa apreciar por muito tempo. Do que fica por dizer, por explicar, adiante detalharei se me parecer adequado. Agora apenas esta nota breve com um obrigado a todos os amigos que contactaram: muito, muito obrigado!...

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2006/11/06

Mãe

Neste momento, a minha mãe dorme um sono que não é de paz. Temo por ela. Adivinho a sua dor e sinto-a eu também. Tenho de sair por algum tempo. Estarei lá enquanto sinta que sou necessário. Que Lhe sou necessário. Espero voltar em breve, quando ambos tivermos reencontrado alguma paz...

Mãe (como a mãe de david hockney)

Neste momento, a minha mãe dorme um sono que não é de paz. Temo por ela. Adivinho a sua dor e sinto-a eu também. Tenho de sair por algum tempo. Estarei lá enquanto sinta que sou necessário. Que Lhe sou necessário. Espero voltar em breve, quando ambos tivermos reencontrado alguma paz...

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2006/11/04

brad walsh, fotógrafo da simplicidade

Anos atrás, uns quantos alunos de uma faculdade americana decidiram lançar o projecto de uma revista que contrariasse a excessiva nudez feminina que encontravam em quase todo o lado. A ideia pegou e a Junk Magazine assim nasceu: em pleno e evidente confronto com um ideal estético que tinha perdido muito do seu sentido e se tornara numa poção mágica para o sucesso. Arriscando-se a ser confrontada com as reacções mais negativas e radicais, nos seus primeiros tempos a Junk publicou artigos simples e reportagens sem pretensões onde os rapazes da universidade se deixavam mostrar com alguma nudez à frente das câmaras. Do outro lado da objectiva estava o fotógrafo de serviço e autor da ideia: Brad Walsh. Brad entendia que poderia conseguir resultados interessantes ao fazer passar a imagem banal de cada um pela sua perspectiva plástica. Com mais ou menos intervenção técnica, mas sempre com perfeita noção do que pretendia, o fotógrafo foi surpreendendo todos com os seus retratos que exprimiam beleza com absoluta naturalidade. Acabada a faculdade, o jovem Brad continuou a fotografia, tornou-se colaborador da revista Useless, dedicou-se à música e tornou-se figura da noite. Nos clubes coloca música e pisca a objectiva a quem quer fotografar. E tem um blogue, para o seguirem daqui.

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2006/11/03

les demi dieux: a fotografia dos deuses

Nos tempos antigos das mitologias grega e romana, os semideuses eram os filhos dos deuses que tinham companheiros mortais. Viviam entre os humanos, onde se destacavam pelo seu invulgar vigor. Hércules é um dos mais famosos desse tempo. Já nas décadas de 50 e 60 do século XX, era com o nome de Les Demi Dieux que um estúdio norte-americano de fotografia erótica labutava na procura de uma estética original e alternativa à que então se fazia nos meios mais próximos. Os primeiros modelos foram encontrados em Richard Bennett, Jerry Albanese, Vince Perri e Orest Dasz. A busca de originalidade fez com que as fotos assinadas com o nome do estúdio (na verdade era um fotógrafo só) não fossem de simples nacos de carne expostos a algum holofote de cinema. Na verdade foram até os miúdos de rua (ao lado «Brooklyn Street Corner», foto do início dos anos 60) que ofereceram alguns dos melhores momentos de beleza e sedução. Ao bom estilo da melhor fotografia europeia (e francesa, especialmente), as que revemos (aqui, por exemplo) são imagens com charme, suavidade, harmonia. Havia até um desejo evidente estampado na face dos modelos, que do lado de cá se captava e devolvia. Os semideuses do século XX mereciam bem os companheiros mortais.

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2006/11/02

anjos e demónios de attila richard lukacs

Nasceu em 1962, no Canadá, Attila Richard Lukacs. Tinha 23 anos quando obteve com distinção o seu diploma pelo Emily Carr Institute of Art and Design, de Vancouver. No ano seguinte viajou para a Alemanha, trabalhando no Künstlerhaus Bethanien Berlin. Foi em 1996 que decidiu seguir um novo rumo e se transferiu com telas e bagagem para Nova Iorque. Nessa altura era já conhecido pelos seus retratos de skinheads e recrutas nus ou em poses homo-eróticas. Eram retratos do fim da adolescência, dos rituais de passagem. Nos seus quadros encontravam-se todos os fetiches que fariam o melhor em cada género: as fardas vistosas, as roupas desportivas, os jeans apertados, os Doc Martens, os polos Fred Perry... Uma ou outra vez, as suas obras foram consideradas pornográficas. Há nelas também referências à pintura clássica ocidental (a Caravaggio, por exemplo) e oriental (à da Índia e do Irão, em especial). Há um par de anos foi lançado o documentário de David Vaisbord, «Drawing Out The Demons» (ver aqui), que documenta a vida e obra deste artista. Vive presentemente entre Nova Iorque, Vancouver e o Havai. Também pinta árvores, além dos seus pequenos bandos de anjos e de demónios.

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2006/10/31

o voo rosa de pablo picasso

Qualquer um com a mínima noção de arte já ouviu falar dos períodos azul e rosa na pintura de Picasso. Mas já não será tão fácil, para bastantes, explicar o que afinal representam cada um desses períodos. Neste momento, pela afinidade não inocente com o nome deste blogue, apenas me interessa rever o Período Rosa. Ele corresponde aos anos que ficam entre 1905 e 1907, nos quais o pintor espanhol Pablo Picasso (amigo grande de Cocteau, também ele) se entregou a uma pintura mais quente. Eram os saltimbancos, o circo e o colorido quente de laranja e rosa, que se contrapunha à sensibilidade fria do precedente Período Azul (1901-1904). Diz-se ainda que o Período Rosa é devido ao enamoramento de Pablo pela actriz Fernande Olivier, que ter-lhe-á aquecido a alma durante a sua residência na capital francesa. «Garçon à la Pipe» (na foto) é o quadro mais valioso dessa época. É verdade que nele há também muito azul, mas é algo profundamente quente que transborda na direcção de quem o vê. Ao voo rosa de Pablo Picasso seguiu-se um período pouco conhecido, influenciado por África. Foi por aí que ele chegou ao Cubismo. Poucos saberiam: o FBI considerou-o perigoso e subversivo (ver aqui). E a história vai-se escrevendo.

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