2006/11/27

mário cesariny, 83 anos depois

Ontem, aos 83 anos de idade, Mário Cesariny de Vasconcelos deixou-nos. Com ele partiu uma das maiores figuras da cultura portuguesa do século XX. Foi poeta, pintor, surrealista e tudo... Às 14 horas de hoje teve lugar o seu funeral, em Lisboa. Ele era um dos raros que nunca queria elogios, nem agradecimentos. Na nossa casa permanece em memória e em livros...

Importado do blogue l'avion rose

2006/11/24

Mãe 4 (memorial com mark rothko)

Menos de 24 horas depois de a minha mãe chegar ao local que seria o da sua casa e onde teria todos os cuidados permanentes que a sua doença exigia e nós não poderíamos dar-lhe em pessoa, Ela partiu connosco ao seu lado. Incapaz de resistir, de permanecer, esperou pelo nosso regresso, mas logo depois deixou-se ir como quem já tinha um destino há muito planeado... Neste momento, Rothko poderia ser o meu guia para ajudar a entender e ultrapassar as avalanches de emoções que desde então me dominam. Sem grandes introduções ou explicações proponho uma visita espiritual à Rothko Chapel, dedicada ao artista Mark Rothko. Sobre a minha querida mãe, há mais detalhes aqui. Que Ela descanse na paz dos anjos!...

Mãe 4

Em algum lugar sobre o arco-íris reside já a minha mãe. Menos de 24 horas depois de chegar ao local que seria o da sua casa e onde teria todos os cuidados permanentes que a sua doença exigia e nós não poderíamos dar-lhe em pessoa, Ela partiu connosco ao seu lado. Incapaz de resistir, de permanecer, esperou pelo nosso regresso e deixou-se ir como quem já tinha um destino há muito traçado e escolhido: era como se Ela esperasse por chegar perto do arco-íris fictício que coloquei na paisagem que Lhe escolhi e que antes mostrei. Estou certo que subiu por ele acima e está agora no Céu. Eu ficarei para sempre com estes momentos tão duros e especiais na memória e, por mais este simbolismo, «Somewhere Over The Rainbow» ficará também como uma das minhas canções preferidas, com a qual recordarei a minha mãe. E.Y. Hamburg escreveu-lhe a letra, Harold Arlen a música e a Judy Garland da foto cantou-a assim (ver link no título):

Somewhere over the rainbow
Way up high,
There's a land that I heard of
Once in a lullaby.

Somewhere over the rainbow
Skies are blue,
And the dreams that you dare to dream
Really do come true.

Some day I'll wish upon a star
And wake up where the clouds are far
Behind me.

Where troubles melt like lemon drops
Away above the chimney tops
That's where you'll find me.

Somewhere over the rainbow
Bluebirds fly.
Birds fly over the rainbow.
Why then, oh why can't I?

If happy little bluebirds fly
Beyond the rainbow
Why, oh why can't I?

Que a minha querida mãe descanse agora em paz!

2006/11/17

Mãe 3

Os acontecimentos evoluem e mudam de direcção a todo o instante. O cenário anterior, previsto para a minha querida mãe, já está fora dos planos. Se tudo correr como esperamos, Ela deverá passar para um espaço não longe do centro da cidade, muito perto de um local onde há anos eu já trabalhei. A zona tem o aspecto que se vê ao lado, mas tal ela nunca deverá vir a ter a possibilidade de o saber. A imagem do lado foi encontrada no site da Daily Dose of Imagery, e sobre esta instalação «In Sit You» de Jennifer Marman e Daniel Borins sugiro a consulta da informação que se encontra no site do Toronto Sculpture Garden (link no título). Continuo a agradecer o interesse de todos e em especial a intervenção de alguns. Assim que eu o possa, aqui mesmo responderei individualmente a cada um.

Mãe 3 (com esculturas de jennifer e daniel)

Os acontecimentos evoluem e mudam de direcção a todo o instante. O cenário anterior, previsto para a minha querida mãe, já está fora dos planos. Se tudo correr como esperamos, Ela deverá passar para um espaço não longe do centro da cidade, muito perto de um local onde há anos eu já trabalhei. A zona tem o aspecto que se vê ao lado, mas tal ela nunca deverá vir a ter a possibilidade de o saber. A imagem do lado foi encontrada aqui, e sobre esta instalação «In Sit You» de Jennifer Marman e Daniel Borins (a ver no site do Toronto Sculpture Garden). Continuo a agradecer o interesse de todos e em especial a intervenção de alguns. Assim que eu o possa, aqui mesmo responderei individualmente a cada um...

Importado do blogue l'avion rose

2006/11/14

Mãe 2

Mais de 8 dias passados, um pequeno regresso com a alma pesada. A imagem é de Gustav Klimt. É apenas uma amostra aproximada do cenário escolhido entre os possíveis, para uma Mãe que sobrevive de um acidente vascular cerebral, consciente mas muito debilitada e a necessitar de cuidados permanentes. Espero que a escolha do verde da relva e das árvores seja a acertada e que Ela a possa apreciar por muito tempo. Do que fica por dizer, por explicar, adiante detalharei se me parecer adequado. Agora apenas esta nota breve com um obrigado a todos os amigos que contactaram: muito, muito obrigado!

(PS - Na minha entrada anterior, a fotografia usada era da autoria de David Hockney.)

Mãe 2 (num cenário de gustav klimt)

Mais de 8 dias passados, um pequeno regresso com a alma pesada. A imagem é de Gustav Klimt. É apenas uma amostra aproximada do cenário escolhido entre os possíveis, para uma Mãe que sobrevive de um acidente vascular cerebral, consciente mas muito debilitada e a necessitar de cuidados permanentes. Espero que a escolha do verde da relva e das árvores seja a acertada e que Ela a possa apreciar por muito tempo. Do que fica por dizer, por explicar, adiante detalharei se me parecer adequado. Agora apenas esta nota breve com um obrigado a todos os amigos que contactaram: muito, muito obrigado!...

Importado do blogue l'avion rose

2006/11/06

Mãe

Neste momento, a minha mãe dorme um sono que não é de paz. Temo por ela. Adivinho a sua dor e sinto-a eu também. Tenho de sair por algum tempo. Estarei lá enquanto sinta que sou necessário. Que Lhe sou necessário. Espero voltar em breve, quando ambos tivermos reencontrado alguma paz...

Mãe (como a mãe de david hockney)

Neste momento, a minha mãe dorme um sono que não é de paz. Temo por ela. Adivinho a sua dor e sinto-a eu também. Tenho de sair por algum tempo. Estarei lá enquanto sinta que sou necessário. Que Lhe sou necessário. Espero voltar em breve, quando ambos tivermos reencontrado alguma paz...

Importado do blogue l'avion rose

2006/11/04

brad walsh, fotógrafo da simplicidade

Anos atrás, uns quantos alunos de uma faculdade americana decidiram lançar o projecto de uma revista que contrariasse a excessiva nudez feminina que encontravam em quase todo o lado. A ideia pegou e a Junk Magazine assim nasceu: em pleno e evidente confronto com um ideal estético que tinha perdido muito do seu sentido e se tornara numa poção mágica para o sucesso. Arriscando-se a ser confrontada com as reacções mais negativas e radicais, nos seus primeiros tempos a Junk publicou artigos simples e reportagens sem pretensões onde os rapazes da universidade se deixavam mostrar com alguma nudez à frente das câmaras. Do outro lado da objectiva estava o fotógrafo de serviço e autor da ideia: Brad Walsh. Brad entendia que poderia conseguir resultados interessantes ao fazer passar a imagem banal de cada um pela sua perspectiva plástica. Com mais ou menos intervenção técnica, mas sempre com perfeita noção do que pretendia, o fotógrafo foi surpreendendo todos com os seus retratos que exprimiam beleza com absoluta naturalidade. Acabada a faculdade, o jovem Brad continuou a fotografia, tornou-se colaborador da revista Useless, dedicou-se à música e tornou-se figura da noite. Nos clubes coloca música e pisca a objectiva a quem quer fotografar. E tem um blogue, para o seguirem daqui.

Importado do blogue l'avion rose