
Recentemente, andava eu nas minhas navegações de trabalho pela internet fora, quando me deparo com o meu querido Rob Monroe. Conheci o Rob há cerca de 25 anos atrás, num dia em que, depois de respirar fundo e me encher de coragem, me dirigi ao quiosque que existia na paragem de eléctrico ao pé da minha casa, peguei numa revista
Playgirl e, com a cara vermelha como um tomate, estou certo, a entreguei no balcão para pagar. Depois terá seguido entre os meus cadernos de escola ou muito provavelmente, e a jogar pelo seguro, dentro da camisa, até casa e, passado o perigo de um encontro à entrada com os pais ou algum irmão que tudo descobrisse, até ao meu quarto. Nessa altura teria 13 anos e a excitação de ter nas mãos uma revista com homens nus, numa altura em que a consciência da minha homossexualidade era ainda nova e confusa, não pode ser comparada à de um rapaz heterossexual que nas suas mãos tem a primeira
Playboy. Nesse dia, como noutros que pequenos acontecimentos marcaram, comecei a aceitar a minha diferença e — obrigado Rob — a desfrutá-la.