2007/03/11

ion

IoN ou I(omega)N, que interessa? Os seus desenhos são sempre intensos e provocantes, um misto de Tom of Finland e finais do século XXI tal como lhe é possível imaginar, acredito. Há cabedal, cintos, bonés, pénis voadores, preservativos usados, máquinas de guerra fálicas, esperma perdido por todo o lado, em abundância. Para qualquer uma das suas figuras a expressão "chegou a minha vez" seria sempre voz de ânsia e de prazer. Está lá tudo isso, num traço pouco polido que roça o ingénuo, mas que é feliz e nos diverte ou dá prazer!...

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2007/03/10

herb ritts

Se cá já todos temos em casa pelo menos uma foto tirada por Herb Ritts (1952-2002), fotógrafo norte-americano de moda e realizador de pequenos clips que trabalhou com Madonna, Chris Isaak ou Jack Nicholson por exemplo. Fez fotografia para as mais famosas revistas de moda, também. Morreu com sida, em Los Angeles, vítima de pneumonia. Sem saber qual escolher, pela foto (do Herb), pelo modelo (o David) e pelo fato (de Ziggy) fica «David Bowie», fotografia de 1990...

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2007/03/09

gyula benczúr

O húngaro Gyula Benczúr (1844-1920) também merece uma referência em l'avion rose. Foi pintor e pedagogo, com muita da actividade a ter lugar na Baviera (Alemanha). Pintou reis e aristocratas, mas a nobreza e o realismo tocante deste «Narciso» de 1881 é superior a qualquer outra essência. A cidade de Budapeste tem uma rua com o seu nome...

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2007/03/08

andy

É um génio. Foi-o. Ele, que não é ela. Ou ela, aqui, que foi quase sempre ele, lá, no seu atelier todo pintado de prateado. Este (ou esta) foi um Warhola que se tornou famoso sem o a no fim, mas com Andy como primeiro nome e muitas beldades por perto (o Joe Dallesandro, ahh!!!). Eram os anos 60 de Nova Iorque onde a arte nunca teria sido alguma vez tão popular, sem ele. Também o mundo não o teria sido sem Ela, essa figura omnipresente e essencial que é a Mulher. E, porque hoje é o Dia Internacional da Mulher, aqui fica a ilustrar o elogio uma mera imitação feliz. Mas nada mais do que isso, porque homens são homens e mulheres são mulheres, salvo excepção, para nosso contentamento. Desta figura há mais variações para ver pelo link do título: são auto-retratos de 1981, que estão compilados num livro que merece atenção. Como todas as mulheres deste mundo...

fred goudon

Fred Goudon nasceu en Cannes (França), em 1965. Fez jornalismo, deejaying e fotografia de reportagem. No final dos anos 80 partiu para Los Angeles (Estados Unidos) onde permaneceu como correspondente de imprensa. As suas fotos de modelos masculinos começam aí e acabaram nos livros da editora Bruno Gmünder. São as que fez para o calendário «Dievx dv Stade» que estão entre as mais famosas, mas é a do lado que escolho como uma das minhas preferidas...


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2007/03/07

egon posselt, um grande homem

1933, Áustria. Egon Posselt estudou sapateado, dança e ópera, mas foi à pintura que o seu nome ficou para sempre ligado. Começou por pintar a óleo e nesse princípio optou por fazer cópias das obras-primas dos velhos mestres. Vivia da sua actividade como empregado comercial até que em 1955 (aos 22 anos) ousou ser original e pintar retratos dos seus amigos, que chegaram a ser exibidos numa mostra colectiva da semana da cultura juvenil austríaca. Partiu para a Austrália, onde levou uma vida irregular, vivendo do trabalho que pôde agarrar. Primeiro como tipógrafo dos caminhos de ferro, depois como assistente da indústria textil. Expõe em Adelaide e Melbourne, mas os australianos não estavam para mariquices e viram as costas aos seus óleos. Volta à Áustria em 1958 e logo depois parte para a Alemanha, onde viria a conhecer o seu companheiro de vida, Hans Endris. Regressa aos empregos de oportunidade, até que em 1966 abre um bar-discoteca em Wuppertal, que viria a manter sob a sua direcção por 6 anos. Em 2001 torna-se alemão, apenas um ano antes de perder o seu companheiro. Neste dia em que o meu pai faria 90 anos se ainda fosse vivo, Egon tem já 74 anos. É um homem grande. E, como todos os grandes homens, também ele se fez a pulso, também ele ficará presente na nossa memória.

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2007/03/06

dan kapelovitz

Parece que Dan Kapelovitz é essencialmente um repórter de excentricidades e que colaborou diversas vezes com a revista porno (heterossexual) Hustler. Não tenho a certeza, sequer, se é ele próprio que ilustra os seus trabalhos de reportagem ou de opinião, mas sem dúvida este delicioso cartoon que encontrei associado ao seu nome merece ser partilhado convosco. Sem (mais) palavras...

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trilogia do nu: 2. daniel radcliffe

Imagino que por esta altura já toda a gente tenha visto as imagens do Harry Potter nu, e é claro que chamá-las assim é o mesmo que contrariar as intenções do actor, Daniel Radcliffe, que saltou com coragem e decisão para fora da personagem do feiticeiro. As fotografias (de Uli Weber) fazem parte do material de promoção de «Equus», a peça com que se estreia nos palcos de West End, e com que pretende provar o seu talento de actor. E o salto não é pequeno. O drama, da autoria de Peter Shaffer, aborda o caso psiquiátrico de um rapaz que, depois de cegar seis cavalos com um ferro de cascos, sem motivo aparente, é internado numa instituição psiquiátrica, onde é atormentado por pesadelos nocturnos. Da peça, estreada em 1973 e com uma versão cinematográfica realizada em 1977, não se trata aqui, apesar dos seus vários e consagrados méritos — o que me move é o acto da nudez do jovem Daniel. O texto exige que o actor se dispa em palco, pelo que as fotografias de promoção não mais seriam do que uma antecipação, mas por outro lado, para o grande público que não verá nenhuma das actuações que Radcliffe fará no Gielgud Theatre entre Janeiro e Junho, as fotografias são o espectáculo. E no nosso voyeurismo, não é só a nudez do actor que nos confronta, é também, agradecidos os produtores e zangadas as associações de pais, a nudez de Harry Potter.

2007/03/05

crispin van den broeck

Crispin Van den Broeck foi um pintor flamengo (uns dizem que nasceu em 1523 e outros em 1542, mas todos apontam para que tenha morrido em 1591 ou um pouco antes disso) que nos deixou este quadro muito evocativo, de título «Dois Jovens». Entre outras interpretações, prevalece que a obra sugere o mito de Zeus e Ganímedes, mas também o pecado venial numa versão masculina e homossexual. Já o conheciam?...

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trilogia do nu: 1. rob monroe

Recentemente, andava eu nas minhas navegações de trabalho pela internet fora, quando me deparo com o meu querido Rob Monroe. Conheci o Rob há cerca de 25 anos atrás, num dia em que, depois de respirar fundo e me encher de coragem, me dirigi ao quiosque que existia na paragem de eléctrico ao pé da minha casa, peguei numa revista Playgirl e, com a cara vermelha como um tomate, estou certo, a entreguei no balcão para pagar. Depois terá seguido entre os meus cadernos de escola ou muito provavelmente, e a jogar pelo seguro, dentro da camisa, até casa e, passado o perigo de um encontro à entrada com os pais ou algum irmão que tudo descobrisse, até ao meu quarto. Nessa altura teria 13 anos e a excitação de ter nas mãos uma revista com homens nus, numa altura em que a consciência da minha homossexualidade era ainda nova e confusa, não pode ser comparada à de um rapaz heterossexual que nas suas mãos tem a primeira Playboy. Nesse dia, como noutros que pequenos acontecimentos marcaram, comecei a aceitar a minha diferença e — obrigado Rob — a desfrutá-la.