Mais um retrato de Marc Almond com o traço e a cor que tão bem definem a obra do apreciado artista britânico Matthew Stradling. Mais virão...Importado do blogue l'avion rose
Mais um retrato de Marc Almond com o traço e a cor que tão bem definem a obra do apreciado artista britânico Matthew Stradling. Mais virão...
Em 1982, Marc Almond iniciou uma carreira fora dos Soft Cell e «Untitled» foi o seu primeiro álbum assinado como Marc & The Mambas. Val Denham assinou a imagem original que viria a ser transformada na capa do disco. Recentemente foi vendida na eBay por uma quantia bem interessante, que o comprador seguramente não terá ainda chorado...
Não sei se iria achar divertido ou se me sentiria oprimido por tanto tomate à solta, mas a imagem fascinante é da festa que todos os anos se celebra em Buñol no final de Agosto e a que se dá o nome de Tomatina. É um festejo regular em que participam quase 40.000 pessoas, entre as que lá habitam e as que se deslocam a essa pequena povoação mediterrânica próxima de Valência (Espanha). Ano após ano, tem sido um daqueles acontecimentos que me prendem pelos detalhes e me fazem sonhar com uma visita, que um dia acontecerá certamente...
O que decidiste está decido e o que eu disse está dito... Mas não te preocupes demais e goza a 100% esses teus seis meses de renovação. Dir-me-ás depois que homem novo encontraste em ti, em que figura te transformaste...
Robert Wyatt assinou há dias um novo contrato de edição com a Domino. «Comicopera» é o título provisório do novo álbum deste músico e cantor excepcional, que já foi o baterista dos Henry Cow, Matching Mole, Soft Machine e Wilde Flowers. A solo iniciou-se em 1970 com «The End of an Ear» e o seu último disco de originais foi «Cuckooland», lançado em 2003 pela Hannibal, que incluia colaborações de velhos amigos como Phil Manzanera, Brian Eno, David Gilmour, Karen Mantler e Annie Whitehead.
Como o prometido é devido, aqui estão mais dois retratos de Marc Almond. Estes foram assinados pela dupla Pierre et Gilles que passa a figurar entre os nomes mais referidos no l'avion rose. E não é difícil de entender porquê, pois não?!...
«Casamento e Outras Formas de Vida em Comum Entre Pessoas do Mesmo Sexo» é o título de um estudo da Divisão de Informação Legislativa e Parlamentar, da Assembleia da República, soube-se hoje pela Associação ILGA Portugal.
Além de brilhante, o pintor londrino Matthew Stradling (1963) é também, segundo soube, um artista bem simpático. Já que neste ano se comemora o 50º aniversário de Marc Almond (que todos tão bem devem conhecer de um mundo pop a atirar para o vaudeville gay), regresso à arte de Matthew com um retrato do ex-vocalista dos Soft Cell. A tela foi pintada a óleo em 1991 e mede 165x135 cm. Num destes dias, aqui mesmo veremos Marc noutros retratos...
Porque os outros se mascaram mas tu não
Markus Rothkovitz, mais tarde Mark Rothko, (1903-1970) nasceu russo e morreu norte-americano. Estudou em Yale (1921-1923), começando a sua carreira como pintor na Nova Iorque de 1925. Cresce à sombra de influências surrealistas e de pintores como Barnett Newman e Adolph Gottlieb, mas a partir de 1947 o seu estilo procura uma outra luz e dela desabrocha um artista com uma nova abordagem plástica, onde manchas de cor sobre telas de grande dimensões provocam no observador sensações emotivas diversas — quentes, frias, alegres, tristes, intensas, serenas... Esta abordagem estabelece-se como padrão com a passagem dos anos. O lado físico e real que se apresenta sobre a matéria da tela confunde-se cada vez mais com o místico, com o espiritual, com o inatingível. Rothko não era um homem de grandes convicções religiosas. Era um intelectual, um pensador, talvez mesmo um anarquista que se deixou ir ao suicídio. Os seus imensos quadros mostram a sua alma, os seus sentimentos, os seus ditos sem palavras. Como em «Black On Grey», pintura de 1969/70 com 203,8x175,6 cm. Nela sentimos a cor da alma quando a ausência eterna de alguém nos preenche os momentos. Com eterna saudade, dedico esta memória ao meu pai (que perdi há 11 anos) e à minha mãe (que perdi há 6 meses). A memória e a emoção perdurarão pela vida.