2007/06/04

we're just as excited as you

Bolbo, do Lat. bulbu, cebola
s. m., órgão especializado de reprodução vegetativa, constituído por um caule subterrâneo dilatado, de pequenas dimensões, contendo reservas nutritivas armazenadas, cujo tipo mais conhecido é a cebola;
Anat., dilatação de um órgão ou de qualquer região de um órgão; reservatório para o líquido de um termómetro; invólucro de vidro de uma lâmpada eléctrica.
- piloso: parte dilatada da secção intradérmica de um pêlo;
- raquidiano: parte posterior do encéfalo onde fica situado o 4º ventrículo e através da qual estabelecem contacto as porções raquidiana e craniana do sistema nervoso central.

Parece que o anúncio é verdadeiro, que foi usado, e não só uma fantasia criativa... Como tenho um amigo que é um defensor dos volvos com unhas e dentes, cá vai isto para ele e para todos os que possam achar piada, como eu achei.

Texto do Dicionário de Língua Portuguesa On-Line Priberam
Imagem da Volvo via L'Homme Est un Concept e Commercial Closet
Importado do blogue gayFEEL

2007/06/03

42 coisas

Para o meu querido Luís, em pensamento rápido, aqui ficam as respostas ao questionário dos "setes", com a consciência de que noutro momento, pelo menos em parte, as respostas seriam outras, e a certeza de que coisas mais importantes ficaram (escondidas talvez pela evidência) de fora. [A imagem que ilustra esta entrada, em alusão a algumas das coisas abaixo referidas, é da peça «disperse» do grupo Ensemble L'Abrupt.]

7 coisas que tenho de fazer antes de morrer:
  1. Casar
  2. Visitar o Japão
  3. Escrever um romance
  4. Assistir a uma tetralogia em Bayreuth
  5. Encontrar "a" casa
  6. Um ménage à trois (ou talvez não, mas às vezes penso que apetecia)
  7. Perdoar-me os erros e aceitar-me os defeitos
7 coisas que mais digo:
  1. Hi!
  2. Sorry
  3. Obrigado
  4. Hum hum
  5. Pois
  6. Sim
  7. Não
7 coisas que eu faço bem:
  1. Massagens (já o disseram)
  2. Cozinhar algumas coisas
  3. Dançar (assim me parece depois de um par de gin tonics)
  4. Intermediar e aconselhar
  5. Caminhar depressa
  6. Desejar
  7. Comprar
7 coisas que eu não faço:
  1. Conduzir
  2. Comer tripas, miolos, chouriços de sangue ou papas de sarrabulho
  3. Magoar intencionalmente seja quem for
  4. Usar insecticidas
  5. Tocar piano
  6. Ouvir um disco antes de o comprar
  7. Demorar-me nos detalhes (embora saiba que Deus está provavelmente neles)
7 coisas que adoro:
  1. Sabonetes
  2. O corpo humano (o masculino em particular e os pés em especial)
  3. A dança
  4. A música
  5. A arte
  6. Pensar nas pessoas que amo
  7. Divas (toda a gente de bem sabe quem elas são)
7 coisas que odeio:
  1. A violência sobre o ser humano, e particularmente (o que para todos deveria ser intolerável) o abuso de crianças
  2. Arrogância
  3. Presunção
  4. Queimas das fitas
  5. Lojas dos "trezentos"
  6. Quase toda a política que nos governa e grande parte da gestão empresarial que por cá se pratica
  7. Desiludir as pessoas (mas, contra a minha vontade, já tem acontecido)

2007/06/02

marc almond e o anjo da morte

Março de 1988. Em Londres, a Gay Men's Press — uma editora dedicada às artes e à cultura gay — publicava na sua colecção Gay Verse From GMP o seu sexto título de poesia. Marc Almond, bem conhecido desde o início da década como vocalista e alma do duo techno-pop Soft Cell, era o autor. Marc estava já muito perto dos seus 30 anos (vai fazer agora 50), mas era ainda um jovem que vivia num inconformismo puro e cheio de ambições.
Nesse final da década olhava-se para ele e não se sabia ainda bem em que naipe de cartas o colocar: junto com um Nick Cave, ou com um Leonard Cohen? Ao lado de um Morrissey, ou de um David Bowie? De um Bob Dylan, ou de um Marc Bolan?... O futuro nunca nos terá dito e talvez nunca o diga, pois Marc tem sido sempre uma figura ágil e inteligente, que se renova a cada passo.
Com a ingenuidade desculpável desse tempo, do seu livro de poesia que eu trouxe da minha primeira viagem a Londres no ano da sua edição, o poema «The Adonis»:

No Adonis
In the Adonis Lounge
Only the terminal
Only the lonely
They come
They go
They shuffle
They stalk
They loiter
They jerk
They sit in the toilet cubicles with the door open,
They sleep
Creep
Look shifty, act crazy.
They wipe their hands on the weed green velvet curtains
(But I never see them wash them)

Poema de Marc Almond
Capa da Gay Men's Press a partir de um desenho de Red Hot Johnny
Importado do blogue gayFEEL

2007/06/01

andy warhol: e não são só tomates

Andy Warhol (1928-1987) começou a pintar nos anos 50 e a fazer cinema em 63 (estrando-se com «Blow Job»). Em 67 saía o primeiro LP dos Velvet Underground a quem impôs a presença da modelo-cantora Nico. Uma das pinturas que o imortalizou foi o acrílico de 68 «Campbell's Soup Can I», o retrato de uma lata de sopa de tomate...

O prémio Blog Com Tomates, para o qual o L'Avion Rose foi agora nomeado "pela regular promoção do 'Belo' alternativo", é onde me leva esta introdução. Agradeço ao nomeante (o Maurice) e, embaraçado, correspondo com 5 novas nomeações. E desta vez os nomeados são:
Gayya Kuyusu (porque daqui surgiu a inspiração para L'Avion Rose); 2º O Século Prodigioso (é uma rica colecção viva da arte do nosso tempo); 3º Meatcute (quer parecer menos comercial do que é, mas os trabalhos valem as visitas); 4º Analizarte (um blogue semi-profissional para melhor se entender a arte); 5º Rita Carmo Fotografia (porque gosto das fotografias que têm uma vida própria, algo de revelação). Parabéns!

Importado do blogue l'avion rose

2007/05/31

ewoud broeksma: a têmpera da fotografia

O holandês Ewoud Broeksma (1957) começou a fotografar por volta dos seus 30 anos de idade e apenas se tornou conhecido no início dos anos 90 realizando ou dirigindo, de 1994 a 99, uma grande quantidade de fotografias de atletas para jornais e revistas da Holanda. Num estilo que lhe é próprio, sublinhou uma espécie de humor olímpico a cada um dos seus retratados. Mas esse humor está também presente quando os assuntos são outros: o Love Parade de Berlim, o Giro de Itália, ou os belos surfistas de Leça da Palmeira... Melhor ainda só mesmo aquelas fotografias voyeuristas de pessoas ora vestidas (primeiro), ora nuas (depois, como se mostram acima)... Explorem o seu site, porque há nele uma imensidão de belas fotos que vale a pena descobrir. Para os mais entusiasmados há ainda a possibilidade de adquirir uma colecção de fotografias em livro ou avulso, ou mesmo de contratar o fotógrafo. Ah: eu não gosto de Motörhead, mas gosto de ver o Tim nas fotografias. E a culpa é do temperamento do Ewoud... Não concordam?

Importado do blogue l'avion rose

marc almond por matthew stradling (2)

Mais um retrato de Marc Almond com o traço e a cor que tão bem definem a obra do apreciado artista britânico Matthew Stradling. Mais virão...

Importado do blogue l'avion rose

2007/05/30

marc almond por val denham

Em 1982, Marc Almond iniciou uma carreira fora dos Soft Cell e «Untitled» foi o seu primeiro álbum assinado como Marc & The Mambas. Val Denham assinou a imagem original que viria a ser transformada na capa do disco. Recentemente foi vendida na eBay por uma quantia bem interessante, que o comprador seguramente não terá ainda chorado...

Importado do blogue l'avion rose

2007/05/29

no fear blog award

Não sei se iria achar divertido ou se me sentiria oprimido por tanto tomate à solta, mas a imagem fascinante é da festa que todos os anos se celebra em Buñol no final de Agosto e a que se dá o nome de Tomatina. É um festejo regular em que participam quase 40.000 pessoas, entre as que lá habitam e as que se deslocam a essa pequena povoação mediterrânica próxima de Valência (Espanha). Ano após ano, tem sido um daqueles acontecimentos que me prendem pelos detalhes e me fazem sonhar com uma visita, que um dia acontecerá certamente...
Por cá, os tomates são outros e foi nesta madrugada que eu apanhei com dois que me foram lançados pelo amigo Ric (De Viris Pulchris et Aliis). Neste caso tratou-se de uma nomeação para o Prémio Blogue Com Tomates, que nem sequer conhecia. Eu fiquei da cor mais madura do fruto e lá fui ver do que se tratava. Já esclarecido, não posso deixar de agradecer ao Ric a escolha e de corresponder com a devida boa educação à regra que me leva a replicar. Assim e apesar da dificuldade, pelo conteúdo, pelo desenho ou pela actualidade, com um toque de audácia, da minha lista de blogues regularmente visitados faço cinco novos nomeados para este Prémio Blog Com Tomates (a.k.a. No Fear Blog Award).
(Abro então o envelope e digo) e os nomeados são:

Urban Stage (bonito, fresco, irreverente, só é pena que seja actualizado tão pouco); 2º Hugo Strikes Back! (pelo imaginário muito nipónico do País das Maravilhas); 3º Sound + Vision (um bom sítio para saber da música e do cinema de que gosto); 4º A Outra Face da Cidade Surpreendente (é impossível ficar indiferente a esta outra cidade); 5º Salsa & Pimenta (uma referência antiga, apesar de precisar de alguma outra frescura).

Missão comprida, mas cumprida! Parabéns às vítimas...

Prémio do Blog Com Tomates via De Viris Pulchris et Aliis
Imagem da Tomatina via 20minutos.es
Importado do blogue gayFEEL

2007/05/28

seis meses

O que decidiste está decido e o que eu disse está dito... Mas não te preocupes demais e goza a 100% esses teus seis meses de renovação. Dir-me-ás depois que homem novo encontraste em ti, em que figura te transformaste...
Já eu, se calhar, serei como ainda sou e até lá ver-te-ei quando muito como ainda te vejo, quando te vejo. E nesse tempo certamente continuarás a ser o meu Belo Adormecido, como em todas essas vezes em que acordei e te encontrei ainda a dormir, ao meu lado. Como ainda hoje...
Há coisas que à primeira nos parecem sempre complicadas. Mais complicadas. Complicadas demais. Mas que importa isso, afinal? O importante é que continues a ter-me no teu coração, como eu te tenho, na presença e na ausência. Acho, porém, que se um dia pudermos viver juntos, se acharmos que é finalmente chegada a hora de viver numa unidade a dois, então tudo mudará. Sinto que serei mais feliz contigo, bem mais feliz do que sou, e que tu terás a oportunidade de ser feliz comigo, 1000 vezes mais feliz.
Sabes bem que eu tudo faria por isso e que quando estes seis meses passarem essa decisão estará quase para ser tomada. O tempo vai passar depressa para nós, tenho a certeza!...

Imagem via Emissiones Nocturnas
Importado do blogue gayFEEL

2007/05/26

wyatting com robert wyatt

Robert Wyatt assinou há dias um novo contrato de edição com a Domino. «Comicopera» é o título provisório do novo álbum deste músico e cantor excepcional, que já foi o baterista dos Henry Cow, Matching Mole, Soft Machine e Wilde Flowers. A solo iniciou-se em 1970 com «The End of an Ear» e o seu último disco de originais foi «Cuckooland», lançado em 2003 pela Hannibal, que incluia colaborações de velhos amigos como Phil Manzanera, Brian Eno, David Gilmour, Karen Mantler e Annie Whitehead.
Recentemente Robert Wyatt serviu para baptizar uma nova expressão que define a acção de escolher e pôr a tocar em público, numa jukebox, discos ou temas que perturbem os outros frequentadores do mesmo espaço. A expressão criada foi "wyatting", tendo sido lançada por Carl Neville, um professor londrino de Inglês, de 36 anos de idade, e já por várias vezes foi usada em blogues e em revistas de música. O jornal The Guardian perguntou a Robert Wyatt o que achava disso e o músico disse simplesmente que "I think it's really funny" mas "I'm very honoured at the idea of becoming a verb". A Robert nunca faltou sentido de humor, nem vontade de trabalhar, e «Comicopera» deverá sair já em Setembro para igualmente nos surpreender e deliciar.

Imagem via Domino Recording Company
Importado do blogue gayFEEL