2007/07/30

notas de viagem II: marc almond

Há uma entrada atrás o Gonçalo referia que as coincidências formam cadeias de sentido e, sublinhando a lógica reparo como aconteceu a nossa presença no concerto dos 50 anos de Marc Almond, em Londres, no Sheperds Bush Empire.
Sairíamos do Porto a 6 de Julho e voltaríamos a 11. Por coincidência, a 9 o Marc daria um concerto e nós estaríamos lá. Fã antigo do cantor dos Soft Cell, seria impossível evitá-lo. Os contactos foram feitos e os bilhetes adquiridos. A sala do Shepherds Bush Empire, onde em tempos a BBC gravava os seus programas de teatro, é famosa pelo ambiente acolhedor e pela boa acústica. Dirigimo-nos ao local cerca de uma hora antes, quando as filas começavam ainda a ser formadas. Pela primeira vez nesta viagem uma chuva ligeira, mesmo muito leve, cobriu as ruas de Londres. Antes de entrarmos já tinha parado. Por essa altura a quantidade de gente que esperava pela abertura das portas era surpreendente, mas a ordem mantinha-se e todos aguardavam em duas filas enquanto se trocavam olás e abraços entre amigos que talvez não se vissem há imenso tempo. Chegando a nossa vez de entrar, fomos orientados para o 1º balcão, onde conseguimos ocupar duas das cadeiras centrais na segunda fila. A luz era suave e quente, a música ambiente cumpria a função de nos ambientar. Durante uma meia hora ia-se vendo quem chegava, como a sala se enchia, quem ocupava as cadeiras à esquerda e à direita da boca de cena, reservadas aos convidados. Pareceu-nos reconhecer entre eles algumas presenças previsíveis: Pierre et Gilles à nossa direita, que se fartaram de aplaudir e trocar acenos e beijos com Marc; Matthew Stradling, à nossa esquerda, aparentemente acompanhado por uma amigo, e logo a seguir os Coil de Peter Christopherson e John Balance, mais um par de outros elementos das tribos descendentes dos Throbbing Gristle e dos Psychic TV...
À hora, Marc entrou em cena com a sua banda. Os aplausos imediatos deixaram-no seguro da sua noite especial. Ofereceu-nos a sua criativa versão de «Jackie» de Jacques Brel, a histórica «Caroline Says» de Lou Reed, ou o muito seu «I Have Lived» de Charles Aznavour, bem como muitas mais versões, como seria de esperar, entre outros tantos originais. Mas foi «Tainted Love» que fez agitar toda a sala e «Say Hello, Wave Goodbye» que confirmou a disposição dos presentes para ficar ali a cantar com Marc pela noite fora.
«Happy Birthday» também foi alegremente cantado por todos nós e Marc não conseguiu esconder a sua profunda emoção. Escreveram os cronistas que lá estiveram que o concerto durou 150 minutos, num único take. O que bem mostra a forma de Marc Almond, apesar dos 50 anos.
Foi um dos concertos da minha vida, não tenho dúvidas!

2007/07/23

do trabalho e da mudança

Não levem a mal o meu silêncio por estes lados.
Sabem certamente que é devido a um retorno ao trabalho (entenda-se a uma quantidade infinda de tarefas adiadas que me esperavam em cima da secretária) e à necessidade imperiosa de usar o pouco tempo que me sobra para tratar de mim (as refeições e não só, como será evidente). E da mudança para a nova casa, pois, pois!...
Se só com isto eu via o meu tempo livre aprisionado, imaginem agora como não será nos próximos 8 dias, já que hoje soube que há interessados no apartamento que quero deixar e que pretendem ocupá-lo a partir do final do mês (huauuu!). Por tudo isto, eu tenho falhado aqui, mas não por desrespeito a quem me tem acompanhado.
Por isso fiz por aproveitar esta pausa para vos deixar um escrito com a promessa de que voltarei o mais brevemente possível. Voltarei para corresponder aos vossos diversos desafios, que me têm deixado enternecido, e para vos contar com tempo as coisas que faltam contar (no GAYFIELD) do fabuloso concerto do Marc Almond e de outras coisas das férias em Londres, ou tudo o mais a que também o l'avion rose vos tem habituado.
Os 8 dias que faltam para acabar Julho tendem para ser caóticos. Mas talvez a minha vertigem pela perfeição nos leve a soluções adequadas ou, quiçá, razoáveis. É certo que não tenho qualquer solução para esticar o tempo, nem tempo para esticar as palavras. Mas também é seguro que vos irei seguindo no meu temporário silêncio, seja nas pausas do trabalho ou nas do trabalho de andar com a casa às costas. Pensem nisso!

Imagem via AstraZéneca
Importado do blogue gayFEEL

2007/07/16

notas de viagem I: la passion de simone

Numa sucessão mais ou menos desconexa de momentos geram-se às vezes coincidências, que formam pequenas cadeias de sentido, que dão forma às nossas vidas. Eis uma delas: No Inverno de há dois anos, como presente de aniversário, o Luís ofereceu-me o DVD «L'Amour de Loin», uma ópera de Kaija Saariaho cujo libreto alude de alguma forma à história da nossa relação. Na Primavera deste ano, com umas férias nas Canárias já quase marcadas, visitei o dermatologista para um exame de sinais que resultou numa pequena intervenção cirúrgica, na diminuição do orçamento disponível e na contra-indicação do excesso de exposição ao sol. Alterámos então o nosso destino para Londres, o lugar de uma antiga promessa, que agora, no ano dos nossos 20 anos, fazia todo o sentido enfim cumprir. Foi então, quando procurava espectáculos em cartaz na capital inglesa, que descobri «La Passion de Simone» [Weil], uma oratória para solista, coro, electrónica e orquestra, que, como o «L'Amour de Loin» do DVD que o Luís me tinha dado, era composta, encenada, escrita e cantada, respectivamente por Kaija Saariaho, Peter Sellars, Amin Maalouf e Dawn Upshaw. Poderia fazer o elogio da obra, de uma enorme sensibilidade, mas que não teve crítica unânime, ou explicar porque me escapa a lógica dos argumentos com que se criticou a confluência de sentido entre texto, música e encenação; ou ainda sublinhar o privilégio de ter ouvido Dawn Upshaw, recuperada de quimioterapia para cancro da mama, no papel que Saariaho escreveu para ela e que só agora, depois de substituída para a estreia em Viena, pôde cantar. Mas não, fico-me pelo fechar do círculo, do DVD para o espectáculo em Londres, no ano dos nossos 20 anos, com tanta coisa a acontecer.

[A foto acima é da produção de Viena.]

2007/07/05

reininho promove porto pride

Que me perdoe o Rui, mas achei óptimo que ele tenha vindo apoiar o Porto Pride 2007. Afinal, o Rui Reininho é uma figura mítica e carismática da cidade e do país. Por isso é tão importante a visibilidade do seu apoio e eu aqui o destaco (ver abaixo na ligação ao YouTube).
O Porto Pride 2007 tem lugar no Teatro Sá da Bandeira, a 07/07/07, a partir das 22 horas. À tarde, pelas 15h30, tem início a 2ª Marcha do Orgulho LGBT no Porto, que sai da Praça da República em direcção à Praça de D. João I. Por razões diferentes ou por uma mesma razão, são acontecimentos em que a presença possível é determinante para o sucesso das iniciativas. A visibilidade sempre foi marcante nestes actos e ser-se solidário com eles é ser-se solidário connosco, sempre que tal nos seja possível.
O Rui merece sem dúvida um abraço bem forte de todos nós. Simbolicamente aqui lho deixo, com pena de não o ver como figura de cartaz nas actuações do belo Sá da Bandeira.

Ver Rui Reininho na Wikipédia e intervenção no YouTube
Importado do blogue gayFEEL

dia de orgulho

Sábado, 7 de Julho de 2007, os homossexuais comemoram no Porto o seu dia de orgulho.
É o sexto ano consecutivo em que sob um mesmo símbolo se encontram "todos os Gays, Lésbicas, Bissexuais, Trans e Heterossexuais Descomplexados", nas palavras adequadas da própria organização. O local mítico da concentração, do convívio entre todos os que queiram estar presentes, é o Teatro Sá da Bandeira, em plena baixa da cidade. Este ano com música pelo DJ Nuno Cacho, happenings de Roberta Kinsky, Natasha Semmynova, Ricardo Madonna, Elsa Martinelly, Diana Prince e Lady Slim e, também, uma actuação especial de Nany Petrova. Das 22 horas às 08 da manhã, a 07/07/07, no número 108 da Rua Sá da Bandeira o teatro que tem esse nome está de portas abertas para todos os que queiram e possam associar-se às comemorações na diversidade da nossa existência e do nosso orgulho. O ingresso é apenas vendido à porta, tem o custo simbólico de 10 Euros e dá direito à primeira bebida. E nenhuma cerveja, whisky ou gin sabe tão bem como a primeira que nessa noite se beber ali, com o amigo ou amiga ou amigos que levarmos ou encontrarmos. Sobretudo a quem já tenha participado na 2ª Marcha de Orgulho LGBT no Porto, que às 15h30 sai da Praça da República em direcção à de D. João I.

2007/07/04

my havaianas dragon

Dei-me conta que me faltava um par de Havaianas cá em casa: há bem pouco tempo havia 2 pares a uso, mas nas caixas de sapatos deveria haver pelo menos mais um; o que não se verificou quando as procurei. Umas foram para casa da minha mãe, outras uso-as cá dentro nos dias quentes, em alternância com uns chinelos para os dias frios ou umas alpergatas para os outros dias. Tenho ainda uns chinelos de dedo da Camper, de que gosto muito, mas não era o que eu neste momento tinha em mente e procurava. Eram as Havaianas que me faltavam e a algum lado elas teriam ido parar...
Talvez numa ida à praia, no final do Verão passado, as tenha perdido. Seria fácil perceber porquê, já que até lá eu vou de sandálias (que gosto bem menos de usar) e só à chegada as troco pelas Havaianas. Estranho, não é?... Mas tem uma razão (tome nota): é proibido conduzir descalço ou de chinelos em Portugal! Brasileiro diria «mas havaiana não é chinelo», só que a polícia portuguesa não vai nessa conversa... Tá a vê, não é?!...
Assim fui à procura de mais um par deste perfeitíssimo chinelo brasileiro, que primeiro conquistou o mundo e depois (via Gonçalo, claro!) conquistou-me a mim. São ideais para a praia e para a cidade, para a casa e a rua, para o dia e a noite, para o quarto e a sala, é só deixarmos-nos levar. Escolhi as novas Havaianas Dragon (black), que se vêem acima numa fotografia que acabei de tirar cá em casa. São pretinhas e prateadas. São iguais a todas as outras e diferentes ao mesmo tempo. São sobretudo muito leves, muito confortáveis e muito higiénicas. Vão comigo até Londres, e ficarão no hotel à espera dos meus regressos. Abraçarão os meus pés cansados ao fim de cada dia. Ajudar-me-ão a recuperar o bem-estar e as energias, enquanto me entrego nos braços do meu companheiro. Espero que o meu fofito goste da escolha!

Mais sobre Havaianas
Importado do blogue gayFEEL

2007/07/02

jay diers no anonimato de um motel

Às vezes quase nos sentimos mal pela quantidade de imagens de jovens que passam aqui (mesmo as clássicas, como o recente «S. João Baptista» de Caravaggio). Mas a juventude é de facto uma fonte inesgotável de beleza e, por mais que se goste de homens com algum músculo ou com qualquer outro atributo menos habitual nos juvenis, a juventude volta sempre e manda "para canto" qualquer um que já não a tem. Jay Diers é um fotógrafo norte-americano que sabe isso e usa-o. O chame da juventude está nas fotografias que nos apresenta. É isso que lhe interessa, é isso que o seduz, é isso que nos seduz. Mas não só, pois há nas suas imagens belos tratos de detalhe que fazem com que dele fique bem mais do que a simples imagem de um bom apreciador: ele é também um bom intérprete e um bom criador. Estes três são estágios diferentes que só um bom fotógrafo consegue alcançar em pleno. É o caso! Mais, de ânimo leve muitos pensariam que se defendia aqui o trabalho de um simples amador de rapazes e de fotografia, mas nesta ele é mesmo um profissional: fez imagem para a revistas Blue (da Austrália), Manner (da Alemanha) e, desde há pouco, para a Playgirl (esta pode dizer-se universal). Nas lojas da internet (essas normais e universais também) pode encontrar-se ainda Jay Diers em livro: «Visions» e «Raw Youth» são já seguidos por «A Night at The Motel», a nova edição que vem mostrar obra recente inspirada nas primeiras práticas sexuais fora de casa, no anonimato próprio de um motel.

Importado do blogue l'avion rose

práqui a escrevinhar

Estou de férias! Hoje não fui trabalhar! Enganem-se se pensam que vou agarrar-me ao computador e pôr-me práqui a escrevinhar. Enganem-se! Sinto-me livre, um novo homem.
(E dizem que trabalhar faz bem!?...)
Vou fazer o que puder nos próximos dias, que muito tenho para fazer: a casa nova (sempre vai para a frente, temos estado a trabalhar nisso), a casa velha (a da minha mãe, que ando a modernizar, a pensar numa fonte extra de rendimento), a viagem (que não tarda a acontecer, mas da qual só darei detalhes mais interessantes quando voltarmos), as minhas outras actividades (porque há pequenos nadas que umas férias não impedem de acontecer).
Estou de férias! Hoje não vou trabalhar! Enganem-se se pensam que vou agarrar-me ao computador e pôr-me práqui a escrevinhar. Enganem-se!
(Mas farei o que puder...)

Imagem: Jay Diers via GayFeed
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2007/06/23

orgulho gay

Tom Robinson compôs «Glad To Be Gay» para a marcha do Gay Pride londrino de 1976. Dois anos depois apareceu finalmente em disco, mas a sua passagem na rádio foi recusada pela BBC Radio 1. Teve várias versões, sendo mais considerada a do LP de 1979 que se intitulou «Cabaret '79». A letra era assim:

The British Police are the best in the world
I don't believe one of these stories I've heard
'Bout them raiding our pubs for no reason at all
Lining the customers up by the wall
Picking out people, knocking them down
Resisting arrest as they're kicked on the ground
Searching their houses and calling them queer
I don't believe that sort of thing happens here
Sing if you're glad to be gay
Sing if you're happy this way, hey (x2)

Pictures of naked young women are fun
In Penthouse and Playboy, page three of The Sun
There's no nudes in Gay News our one magazine
But they still find excuses to call it obscene
Read how disgusting we are in the press
In The Evening News and the Sunday Express
Molesters of children, corruptors of youth
It's there in the paper, it must be the truth
Sing if you're glad to be gay
Sing if you're happy this way, hey (x2)

Have you heard the story about Peter Wells
Who one day was arrested and dragged to the cells
For being in love with a man of eighteen
The vicar found out they'd been having a scene
The magistrate send him for trial by the Crown
He even appealed, but they still send him down
He was only mistreated a couple of years
Cos even in prison they... look after the queers
Sing if you're glad to be gay
Sing if you're happy this way, hey (x2)

So sit back and watch as they close all our clubs
Arrest us for meeting and raid all our pubs
Make sure your boyfriend's at least 21
So only your friends and your brothers get done
Lie to your workmates, lie to your folks
Put down the queens and tell anti-queer jokes
Gay Lib's ridiculous, join their laughter
"The buggers are legal now — what more are they after?"
Sing if you're glad to be gay
Sing if you're happy this way, hey (x2).


Possivelmente foi através deste álbum e especialmente desta canção que eu descobri que a homossexualidade poderia ser um motivo de orgulho, não de vergonha. Eu teria 18 anos quando um amigo heterossexual mo ofereceu. Faz parte da minha história, eu próprio sou um reflexo desse orgulho. Por isso me sinto à vontade para evocar a memória e dedicar toda a minha admiração aos que hoje ainda se revêem nesta canção, bem como a todos os que participam nos Gay Prides ou em qualquer outra manifestação de Orgulho Gay.

Via Tom Robinson a canção original (mp3) ou uma versão vídeo (QT)
A ilustração veio via ILGA Portugal
Importado do blogue gayFEEL

2007/06/21

no more lonely nights?

Hoje está previsto irmos ver uma casa. "A" casa, como referia o Gonçalo no quinto ponto das «7 coisas que tem de fazer antes de morrer». A marcação ainda não é definitiva (está sujeita a uma confirmação a meio da tarde) e poderá ser adiada por alguns dias, em função das nossas disponibilidades e da do seu proprietário ou representante.
O momento é importante e eu não estou habituado a ver casas. Falo comigo, em voz alta:
  1. O apartamento actual é um T1 e o que vamos ver é um T3 (o Gonçalo quer que seja pelo menos um T2);
  2. O actual tem uma kitchenette (do que eu me habituei a gostar porque gosto de espaços abertos, de conversar com os convidados enquanto cozinho, da informalidade da situação) e o "novo" deverá ter uma cozinha independente (que também tem as suas vantagens, admito);
  3. O actual não tem lavandaria nem estendal (lavar e secar faz-se numa máquina felizmente muito eficiente), o novo deverá ter (o que seria melhor e mais em conta);
  4. O actual é um prédio muito recente, com acabamentos interessantes e agradáveis, e tem um lugar de estacionamento na garagem colectiva do prédio, enquanto o novo deverá ter mais de uma ou duas décadas de construção e o consequente uso, os acabamentos deverão ser já questionáveis e tem uma garagem individual, ao lado de outras, nas traseiras do prédio;
  5. O actual fica numa rua arborizada com muito tráfego (felizmente tem janelas com vidros duplos) e nas proximidades de bairros sociais problemáticos (com forte consumo de drogas e junkies que por vezes pernoitam abrigados à porta do prédio), o novo fica também numa rua arborizada com pouco tráfego mas bem mais sossegada em termos sociais (falta saber como serão os novos vizinhos) e ambos ficam na mesma zona da cidade, sendo o novo ainda mais perto do local onde eu trabalho e do supermercado onde eu faço as compras;
  6. O actual é sossegado (tirando os vizinhos mais próximos que são simpáticos mas um pouco desrespeitadores dos outros condóminos ou habitantes do prédio: cão no terraço a ladrar o dia todo, ou sacos de lixo à porta do apartamento quase todos os dias das 8 horas e pico da manhã até perto das 9 horas da noite, ou até num dos primeiros dias uns risinhos histéricos à minha passagem) e o novo também deve sê-lo;
  7. O actual é bem servido pela rede de autocarros e tem acessos muito próximos à auto-estrada, o novo tem ainda mais autocarros só que do outro lado do quarteirão (onde num futuro não muito distante poderá vir a passar uma linha do Metro) e também tem acesso próximo à auto-estrada;
  8. Ambos ficam virados a Sul, o que é uma boa orientação solar;
  9. Numa primeira análise, a mudança de apartamento corresponde a um aumento da renda que eu pago em cerca de 16% (o que, dividido pelos dois, daria para mim uma redução dessa despesa em 42%) mas, apesar disso, alguma prudência alerta-me para eventuais dificuldades orçamentais se no futuro um de nós ficar sem emprego;
  10. É um facto que o apartamento actual tem sido acima de tudo o meu apartamento, enquanto que o novo seria o passo que me falta dar para que se viabilize em definitivo e harmoniosamente uma vida que desejamos a dois e sob um mesmo tecto.
Enquanto isto vem-me ao pensamento o refrão de uma canção: «No More Lonely Nights»... Fui ver e era de Paul McCartney. Devo estar mesmo a ficar velho!!!

Imagem via Gomez Patchouly
Importado do blogue gayFEEL