Estive no restaurante Rock Garden da primeira vez que fui a Londres, na segunda metade dos anos 80, e lá voltei por volta de 1993. Era impossível para mim, com esses dois bons momentos na memória, não regressar de novo para o revelar ao meu companheiro nesta terceira viagem (a primeira juntos neste destino). O Rock Garden (que se presta à confusão com jardim de pedra mas que, na verdade, é mais um jardim do rock) é um restaurante com 30 anos de existência que assenta sobre o seu próprio bar-discoteca (o The Gardening Club) por onde passaram imensas bandas pouco conhecidas que em curtos anos se tornaram cintilantes nomes do pop-rock: The Smiths, Talking Heads, The Stranglers, U2 ou The Police. Na verdade, o edifício ocupa também o primeiro andar do prédio e o exterior sob as arcadas onde, dia e noite, está uma esplanada para os que preferem almoçar, lanchar ou jantar mais em contacto com o ar fresco e o movimento constante. Discreto por fora e intenso por dentro, fica defronte ao célebre mercado de Covent Garden, bem no centro de Londres e da agitada vida nocturna.Só que nessa noite de Julho (a segunda desta nossa viagem, se bem me recordo) ambos estávamos perturbados com uma sinusite. Era eu que mostrava mais sinais de mal-estar. Por isso pedi uma mesa no interior, mas junto à janela por causa das vistas. Para jantar, a escolha foi simples e comum aos dois: "fish and chips", um dos mais típicos pratos britânicos, e vinho da casa. A comida estava óptima, mas nessa noite muitos planos ficaram certamente por concretizar. Regressámos cedo e só no dia seguinte procurámos uma farmácia, onde nos receitaram um remédio quase milagroso que nos salvou a noite que viria...
Hoje, visto já a alguma distância, parece-me claro que o Rock Garden poderá ser ainda um restaurante a revisitar, caso surja a oportunidade. É caro, mas não mais do que se pode esperar numa das cidades mais caras do mundo e, por isso também, uma boa dica para quem possa aproveitar esta sugestão.








































