2007/10/31

ladislaw starewicz: o natal dos insectos

Uma vez que se aproxima o Natal faz sentido agora mostrar-vos um pouco da obra do realizador de animação Ladislaw Starewicz, especialmente o extraordinário «The Insect's Christmas», realizado na Rússia em 1913 (podem vê-lo e descarregá-lo através da ligação no título). Este pequeno filme de animação feito com bonecos e minúsculos animais conta uma doce história de Natal passada no mundo dos insectos. É verdadeiramente bela e impressionante a concepção do filme e a delicadeza com que nos encanta. Está disponível na UbuWeb em formato "avi" e pesa 51,6MB.
Se o filme o impressionar, como nos impressionou a nós, no mesmo local poderá ainda ver e descarregar «The Cameraman's Revenge And Other Fantastic Tales», realizado um ano antes. Nesta sequência de contos destaca-se a primeira e talvez única versão cinematográfica sobre a infidelidade entre insectos, que faz a narrativa da viagem "de negócios" do Sr. Escaravelho que, ao chegar à cidade, se detém no The Gay Dragonfly e lá mete conversa com uma dançarina e, depois... Bem, é a história do costume! 13 minutos é quanto dura esta obra que pesa 143,3MB.
Ladislaw Starewicz nasceu na Rússia em 1882 e cedo se interessou pelo desenho, pela pintura e pelo estudo dos insectos. Depois fez teatro, fotografia e cinema. Viveu em Moscovo até 1919, estabelecendo-se a partir de 1920 em França, onde viria a falecer em 1965. Fez dezenas de filmes de animação e terá certamente inspirado a imaginação de muitas crianças e adultos, talvez até a de Tim Burton que em 1993 produziu o invulgar conto de Natal «The Nightmare Before Chrismas», apenas com paralelo no cinema de Ladislaw Starewicz.

2007/10/27

seu

Há muitos anos fiz um amigo que era uns 10 anos mais velho do que eu. A amizade surgiu porque comprávamos discos na mesma loja e havia muitas coincidências na música que nos interessava, quando essa música ainda interessava a pouca gente. Em termos temporais decorriam os anos 80, já lá para o final, e um dos grupos que eu descobri por sua conta foi o que tinha por nome Henry Cow (de tão estranho, o nome foi-me repetido e até traduzido — Vaca Henrique, clarificou ele! — e foi mais uma das descobertas que ainda hoje permanece fonte do meu interesse). Mas com o passar dos anos, apesar da amizade se ir reforçando e alargando também ao meu companheiro, as diferenças foram cavando um fosso cada vez mais largo e intransponível. Se, por um lado, abertamente me perguntou um dia se eu e o Gonçalo éramos namorados (respondi-lhe que sim, e ele passou a tratar-nos como tal), por outro (ao contrário de mim), tinha uma repulsa profunda por tudo quanto fosse música de origem brasileira (Caetano Veloso, Ambitious Lovers, Tom Zé e toda a música Made in Brazil era como se tivesse sido criada por algum demónio). À medida que fomos ficando mais velhos, a diferença de idades foi-se esbatendo, mas o resto não e há bem pouco tempo até nos cruzámos sem nos cumprimentarmos, por sinal à entrada para um concerto.
Não espero, por isso, vir a encontrar o Zé (é o seu primeiro nome, se bem que zés haja muitos) no início de Novembro, quando o brasileiro Seu Jorge se apresentar em concerto na cidade do Porto. Jorge Mário da Silva é um bonito homem de 36 anos de idade, magro e de tez escura. Descobri-o com o disco «Cru», que me atraiu pela capa mas não me levou a dar o passo da compra. Reencontrei-o em «The Life Aquatic Studio Sessions», banda-sonora da aventura oceanográfica que em 2004 Wes Anderson filmou — em português com o título «Um Peixe Fora de Água» — e onde o músico faz o papel de Pelé dos Santos. O disco mostra a peça composta por Seu Jorge para o filme («Team Zissou») e treze versões acústicas traduzidas de clássicos de David Bowie («Rebel Rebel», «Life on Mars?», «Ziggy Stardust», etc). O próprio Bowie elogiou o trabalho dizendo que "had Seu Jorge not recorded my songs acoustically in Portuguese I would never have heard this new level of beauty which he has imbued them with", fazendo do disco um must have absoluto! É deste Seu Jorge que que eu gosto, ou mesmo do Mané Galinha que ele interpretou no filme de Fernando Meirelles «Cidade de Deus». Ele que, nos anos 90, foi um dos sem-abrigo das ruas do Rio de Janeiro, vai agora estar em Portugal para nos deslumbrar em vários concertos, que passarão por Portalegre, Guimarães, Estarreja, Lisboa e Porto. Nesta cidade recebe-o a Casa da Música já a 1 e 7 de Novembro. Nós estaremos por lá, mas será que o Zé estará?...

2007/10/25

fermento no casamento

Tínhamos sido convidados para um jantar especial, com um pretexto-surpresa, num restaurante da baixa do Porto. As instruções marcavam o dia e a hora, bem como o local exacto, mas ao questionar o secretismo do convite foi-nos dito que seria melhor não o revelar aos amigos comuns com quem entretanto pudéssemos vir a estar. Entre nós estudámos as possibilidades, desde o aniversário dela ou dele, à de quererem anunciar a vinda de um baby ou mesmo (com eles não seria nada de estranhar) a mudança com todas as armas e bagagens para um país distante (o Japão, se calhar). Mas não, não foi nada disso. À hora marcada lá entrámos no restaurante, fomos até à sala do fundo e, à volta da mesa, estavam a Diana e o Zé e duas mãos cheias de convidados. A surpresa das surpresas foi quando nos anunciaram que nesse dia se tinham casado (eles viviam juntos há anos e nós até pensávamos que essa situação estaria de alguma forma já resolvida). A surpresa não poderia ser mais agradável, até porque nos levou a recordar que se conheceram por nosso intermédio. E a noite avançou, agradável como o jantar, até ao fecho do restaurante e, depois, até quase à porta de casa na boleia de um outro simpático casal.
Hoje, a 25 de Outubro, o day after deste belo momento, também nós temos um acontecimento a assinalar: os 21 anos da noite em que nos conhecemos. Acordámos ainda há pouco e só mais logo, muito em cima da meia-noite, teremos de novo algum tempo para nós. Com champanhe para celebrar a dois, segundo as nossas intenções, mesmo que seja já na madrugada do dia seguinte. Mas os acontecimentos de ontem, que aceleraram os nossos átomos de amor, levam-nos a pedir para todos os que queiram casar, independentemente da sua orientação sexual, fermento no casamento. Isto faz todo o sentido numa sociedade equilibrada e justa e só parece não fazer sentido para quem decide manter ou apoiar a limitação dos direitos dos seus concidadãos.
(Parabéns Diana e Zé! Parabéns também para nós...)

2007/10/24

prazeres proibidos

Num dia de chuva que marca o fim do meu Verão, recordo Luis Cernuda, poeta espanhol nascido em 1902 nessa incontornável Sevilha, leitor e seguidor de Keats e de Gide, combatente antifascista na Guerra Civil, vanguardista no seu tempo, exilado em Inglaterra e, depois, no México que o levaria por fim deste mundo em 1963. Ficou ligado ao movimento intelectual e literário que incluía Federico García Lorca e se designou Geração de 27. Marcado por uma solidão e um desterro que poucos ousariam combater numa Espanha franquista e puritana, «Los Placeres Prohibidos» — de onde se mostra o poema «Os Marinheiros São as Asas do Amor» — é uma obra adiantada para o seu tempo, com marcas de surrealismo e uma óbvia sexualidade que Cernuda mais procura defender que esconder:

Os marinheiros são as asas do amor,
São os espelhos do amor,
O mar acompanha-os,
E os seus olhos são dourados como o amor
É dourado em seus olhos.

A alegria viva que lhes corre nas veias
É também dourada,
Semelhante à própria pele;
Não os deixes partir porque seu sorriso
É como o sorriso da liberdade,
Luz resplandecente aberta sobre o mar.

Se um marinheiro é um mar,
Dourado mar amoroso cuja presença é um cântico,
Não quero a cidade construída de sonhos cinzentos;
Quero apenas deitar-me ao mar e naufragar,
Barca sem norte,
Corpo à deriva afundar-me em sua luz de oiro.

«Os Prazeres Proibidos» apareceram em Portugal numa edição de 1985, pela Hiena Editora, de onde transcrevo o poema vindo à página 18. Acima, na foto, está o poeta junto ao mar de Castropol, numa memória do Verão de 1935, que pode ser consultada com mais detalhe pelo link do título. Havendo vontade recomendo ainda a leitura de «Birds in The Night» que foi escrito em Londres na mesma casa onde Cernuda habitou depois de nela terem vivido (bem) juntos Rimbaud e Verlaine. A «Pena Capital» de Mário Cesariny (no meu exemplar de 1982, que veio à luz pela edição da Assírio e Alvim) trás uma tradução a páginas 219 a 221.

2007/10/20

kaput

Após silêncio prolongado, aqui e além, como quem se perde entre o sítio presente e o nada, grito alto que vou deixar cair os braços, parar para quase tudo, aqui, ali e acolá. Regresso ao berço, ao GAYFIELD onde me viram primeiro. É para onde volto, é para onde hoje reencaminho quem ainda se vai mantendo próximo de mim. É para onde vos peço a atenção e é onde espero concentrar estes meus esforços dispersos. Por isso já não se prendam a mim no l'avion rose, nem mesmo aqui. Mais do que em qualquer outro sítio, eu estarei lá, estarei sim, ao lado do meu companheiro com quem agora partilho um LAR. Será lá, onde sempre estive, que de futuro vos esperarei. Vos esperaremos. Aqui, fico simplesmente kaput...
Apenas deixo ainda um grande obrigado, para todos vós!

Imagem via GayFeed
Importado do blogue gayFEEL

aos dois, a dois

Faz hoje dois anos que iniciámos o GAYFIELD. E os nossos 2 anos no Blogger são um pouco como os 25 da Madonna na Warner — a precisar de mudança. Por isso, como ela, também nós temos grandes e excitantes novidades para anunciar (embora no nosso caso, infelizmente, não haja nenhum contrato de dezenas de milhões de dólares envolvido na mudança). É que chegou o momento de concentrar esforços e, assim, juntar o que se encontrava disperso: o l'avion rose e o gayFEEL fundem-se a partir de hoje com o GAYFIELD, passando o conteúdo editorial dos três a estar integrado num só. A partir de agora podem contar aqui com as entradas do Luís sobre o mundo das artes plásticas, tal e como iam aparecendo no l'avion rose (queerness incluída); com as introspecções a que vos (e me) tinha habituado no gayFEEL, e mais o conteúdo familiar com que ambos vos vimos servindo, muito queridos leitores (vocês sabem, todos, quem são), aqui no GAYFIELD. Agora que vivemos finalmente juntos, esperamos ser assim mais frequentes, mais constantes... Ou melhor, diga-se em abono da verdade, espera assim o Luís que eu seja mais frequente, mais constante... Ou mais melhor ainda, esperamos assim que vocês continuem a ser frequentes e constantes. Ao fim destes dois anos a vossa presença e a vossa participação são o melhor deste blogue — obrigado!

luc dans le ciel

É com «Luc Dans le Ciel», um acrílico sobre tela de 54x73 cm assinado por Luís F. em 2007, que anuncio a suspensão (talvez mesmo o fim) de l'avion rose.
A partir deste momento, as minhas propostas de arte, sempre feitas numa perspectiva gay e às vezes queer, regressam ao GAYFIELD, o blogue onde começaram. Há uma razão dupla para isso: por um lado porque tenho actualmente menos disponibilidade para manter a regularidade a que vos habituei e, por outro, porque me parece preferível — agora que vivo sob o mesmo tecto que o meu companheiro – reunirmos num mesmo espaço virtual o essencial das nossas participações... Manterei ainda em paralelo, no entanto, um único blogue público menos conhecido de vós. Nele tenho vindo a apresentar colecções de 10 imagens retiradas de outros blogues, fornecendo o respectivo link para a origem: sob o conceito de arty feed for adult gay people poderão acompanhar-me no GayFeed, se bem que, nestas coisas, se possa entender ou não como forma de arte o que lá vai estando...
Mas quando comecei l'avion rose disse-vos que aqui falaria também da minha arte e não só da dos outros. Como nunca o cheguei a fazer (creio) termino pois com uma amostra do resultado do meu investimento artístico: um retrato que fiz de Luc, o jovem músico que me inspirou por algum tempo (talvez já o conheçam daqui). Abraços a todos e até já!

Importado do blogue l'avion rose

2007/10/19

o livro secreto de benjamim

«Em Nome do Desejo», «Má Educação» e «Os Cadernos Secretos de Sébastian» abordam — todos — a mesma problemática: a amizade extrema entre companheiros adolescentes que redunda em amor e explode em incontido desejo. O primeiro escreveu-o o brasileiro João Silvério Trevisan em 1983 (e eu tive a sorte de o ler já em 1990); o segundo foi filme do espanhol Pedro Almodóvar (que em 2004 todos nós possivelmente vimos e apreciámos); o terceiro é o primeiro livro publicado do português André Benjamim, encontrando-se à venda desde há quase um ano. Eu comprei-o e acabei de o ler há bem pouco tempo. É sobre ele que me venho manifestar, para aconselhar a leitura a quem o tema possa interessar.
André (nascido em 1981) é o autor e também uma das personagens. E Sébastian é a outra voz que se faz ouvir no romance. São duas histórias paralelas, que em certos momentos se encontram e noutros se separam: as memórias que André recolhe de apontamentos escritos na sua passagem pelo internato, os diários que Sébastian escreveu a partir dos seus 13 anos.
"Este romance é em grande parte uma reflexão sobre o modo como nos relacionamos uns com os outros, e com nós mesmos; sobre o modo como nos enganamos a nós próprios e aos outros... O que muitas vezes é quase natural, no sentido em que as trocas que estabelecemos uns com os outros estão sempre sujeitas ao equivoco... Há uma impossibilidade de comunicar, porque aquilo que para nós tem um significado, no Outro pode ter um significado completamente díspar... Gosto dos romances que são como laboratórios sociais, onde se testam hipóteses sobre como seria, ou como será, o relacionamento entre os seres humanos, se certas variáveis estiverem presentes..." disse-o o André a propósito do seu livro «Os Cadernos Secretos de Sébastian», que poder ser encontrado nas livrarias ou encomendado através da Editorial 100.

Imagem do filme «Má Educação», de Pedro Almodóvar
Importado do blogue gayFEEL

2007/10/08

sobre as práticas de consumo

Desde o início deste mês estamos a participar num estudo sociológico sobre práticas de consumo. A investigação é da autoria de Isabel Cruz, aluna de doutoramento em Sociologia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), que está a desenvolver a sua investigação na área da Sociologia do Consumo. Com este estudo pretende-se "analisar e compreender a influência da trajectória de vida nas práticas de consumo". Para que esse objectivo seja atingido, a investigadora fará um conjunto de entrevistas às famílias seleccionadas (serão três a quatro entrevistas, com duração não superior a 2 horas por cada) com o objectivo de reconstruir as vivências que fazem a história de cada uma. Os agregados a estudar são de diferentes tipos (incluindo as chamadas famílias gay, mas também as famílias nucleares modernas e tradicionais, as famílias monoparentais, as famílias recompostas, entre outras), todos residentes na área metropolitana do Porto (já que o estudo incide apenas sobre esta região). No decurso das entrevistas com a investigadora serão abordados o passado familiar, o percurso escolar, os amigos, o trabalho e a ocupação dos tempos livres. Para ajudar a entender e comparar a tipologia dos consumos, cada família terá de quantificar diariamente as suas despesas-tipo, ao longo de 12 mapas mensais organizados para este estudo.
A investigadora Isabel Cruz pediu-nos ainda a colaboração para ajudar a localizar algumas famílias, já que ainda lhe faltam as seguintes tipologias:
  • 1 família homossexual masculina (com orçamento e despesas comuns) com nível de instrução inferior ao 9º Ano de Escolaridade;
  • 1 idem, mas com nível de instrução entre o 9º e o 12º Ano de Escolaridade;
  • 1 família homossexual feminina (com orçamento e despesas comuns) com nível de instrução inferior ao 9º Ano de Escolaridade;
  • 1 idem, mas com nível de instrução entre o 9º e o 12º Ano de Escolaridade;
  • 1 família heterossexual sem filhos, em que a mulher não trabalha por opção e com nível de instrução entre o 9º e o 12º Ano de Escolaridade
  • 1 idem, mas com nível de instrução superior ao 12º Ano de Escolaridade.
Se estiver disponível para colaborar na investigação, a autora agradece que a contacte pelo e-mail imsilvacruz@gmail.com. Haverá alguém mais que possa participar?

[A imagem foi obtida no blogue RuboART, que pode ser visto pelo link do título.]

2007/09/29

a sexualidade, os números e nós

Um dos mais belos livros que eu li em toda a minha vida é da autoria de Isaac Asimov (1920-1992), um bioquímico russo que se fixou nos Estados Unidos e se tornou muito conhecido pela sua obra literária e científica. «Nove Amanhãs» (edição portuguesa da Vega, em 1979, sendo o original de 1959) contava nem mais, nem menos que 9 histórias autónomas da mais fantástica e credível ficção-científica. Todos os contos são excepcionais, mas foi «Profissão» logo a princípio e «O Rapazito Feio» a terminar que fez com que o livro se tornasse num dos meus preferidos de todos os tempos. Motivado para conhecer melhor a obra de Asimov, comprei depois «A Ciência, os Números e Eu» (originalmente de 1968), que abordava a mundo científico de forma não erudita, mas mais não era do que um (sem dúvida) excelente texto de lógica matemática em vez de algo igualmente literário, como os «Nove Amanhãs» que me fascinaram.
No entanto, ao título deste segundo livro fui buscar hoje a inspiração para o título desta entrada: «A Sexualidade, os Números e Nós». Porquê? Porque decidi verificar e tornar público um pequeno balanço sobre as visitas que acabo de contabilizar nos nossos blogues. É que são já vários os que eu administro, com temáticas bem diferentes: uns são blogues ligados à minha actividade profissional, outros são pessoais (como este GAYFIELD, ou o l'avion rose, ou o gayFEEL), há ainda um de teor homoerótico (quiçá pornográfico) que ficará desta vez ainda por identificar e, por fim, mais um par deles anónimos que espero manter ainda de alguma forma privados. Mas os números falam por si e decidimos mostrar-vos o que eles nos dizem de vós, o que eles também vos dizem de nós. O primeiro valor corresponde à previsão do total de visitas de cada blogue no último ano, o segundo é real e é a contagem das visitas nos últimos 30 dias e o terceiro é o total no melhor dia dos últimos 30:

1) O blogue (não identifico) da minha profissão: 3.900 / 325 / 32 visitas;
2) O blogue (não identifico) do meu trabalho extra: 1.008 / 84 / 21 visitas;
3) O GAYFIELD: 22.128 / 1.844 / 171 visitas;
4) O l'avion rose: 12.912 / 1.076 / 45 visitas;
5) O gayFEEL: 9.852/ 821 / 41 visitas;
6) O blogue (não identifico) sobre imagem homoerótica (e pornográfica): 235.860/ 19.655 / 745 visitas.

Tenho ainda a meu cuidado mais dois blogues muito recentes (que também não identifico e onde ainda nem sequer configurei contadores), sendo um dedicado aos projectos para a velha casa que foi a dos meus pais, um outro (especialmente dirigido ao meu companheiro) onde registo as minhas paixões e obsessões ao longo da vida, recordando as primeiras experiências sexuais, os reencontros com antigos parceiros, as atracções de coup d'oeil e, claro, a minha própria memória desta intensa paixão que dura já desde 1986. Estes números falam da nossa capacidade de comunicar, de partilhar interesses e de captar a atenção de quem nos é próximo. Só tenho pena que haja tantas vozes refugiadas no silêncio. Porque, apesar dos números, às vezes é isso que se sente do lado de cá.