2008/01/31

william, um rapaz de altos voos

Sua Alteza Real é um tratamento que antecede os nomes de alguns membros das famílias reais e que, no Reino Unido, está associado com as posições de príncipe e de princesa. Com algumas excepções, claro, que nisto é como em tudo.
Mas para nós é William Arthur Philip Louis, mais conhecido por Prince William of Wales, nascido a 21 de Junho de 1982, filho de Carlos e Diana, o segundo na linha de sucessão ao trono britânico, que vamos olhando com mais atenção e tratando com o respeito e a devoção que alguém poderá merecer enquanto Sua Alteza Real. Recentemente graduou-se pela Real Academia Militar de Sandhurst e como oficial militar é conhecido por Flying Officer Wales. Ou, como nos conta o blogue Zona Erogena, "William é um rapaz de altos voos: o herdeiro do herdeiro da Casa Real Inglesa dá aulas de pilotagem com um macacão que o ajuda a marcar o seu real embrulho". Pelo que sugere, William terá certamente outro atributo honorifico a chamar a atenção de alguns dos seus companheiros.

2008/01/24

heath ledger foi encontrado morto

O actor australiano Heath Ledger foi encontrado morto, em Nova Iorque, num apartamento de Manhattan, durante a tarde do dia 22 de Janeiro — segundo as primeiras notícias, junto ao corpo havia vários comprimidos (CNN). O filme mais recente de Ledger era «I'm Not There», de Todd Haynes; em fase de pós-produção encontra-se «The Dark Knight», nova aventura de Batman, dirigida por Christopher Nolan, na qual Ledger assume a personagem do "Joker" (a estreia americana está anunciada para 18 de Julho). Nascido a 4 de Abril de 1979, Ledger teve a sua consagração universal com a personagem de Ennis del Mar [foto], em «O Segredo de Brokeback Mountain», de Ang Lee — o papel valeu-lhe uma nomeação para o Oscar de melhor actor. Os primeiros filmes em que se destacou foram «O Patriota» (2000), de Roland Emmerich (onde contracenava com Mel Gibson), e «Coração de Cavaleiro» (2001), de Brian Helgeland. Mais recentemente, vimo-lo em «Casanova» (2005), de Lasse Hallström, e «Candy» (2005), de Neil Armfield. Há poucas semanas, tinha iniciado a rodagem de «The Imaginarium of Doctor Parnassus», de Terry Gilliam, com lançamento previsto para 2009.

Este texto foi tomado de "empréstimo" no blogue Sound + Vision, mas o original assinado por João Lopes pode ser facilmente consultado pelo link do título.

2008/01/22

after the fall

Ando meio confuso, entre alegria e tristeza.
O mundo já não é o que era. As minhas referências foram-se distanciando ou estão de todo às avessas. Pouco me resta neste mundo em transformação, em que já não sei de valores por onde me possa orientar. O Sol esconde-se entre as nuvens e eu tenho de aguentar mais um dia, e outro e outro ainda. Sem religião, que nem essa me salva deste mundo mercantilista. Assim é em todo o lado, até eu próprio sou apanhado por essa loucura, reparo depois...
É tudo tão estúpido, tão negro, tão sem sonho ou brilho à minha volta. É tudo atirar a matar, viver ou morrer, como se o Apocalipse estivesse já aí, now!

Well I told you about the total eclipse now
but still it caught you unaware
But I'm telling you hold on, hold on
Tomorrow we'll be there
And even though you went to church upon Sunday
you thought you didn't even have a prayer
But I'm telling you hold on, hold on
Tomorrow we'll be there.

After the fall we'll be born, born, born again
after it all blows away
after the fall, after the fall
after it all blows away.

We'll take a million years of civilization
We're gonna give it the electric chair
But I'm telling you hold on, hold on
Tomorrow we'll be there.

I see a hundred million lonely mutants
they are glowing in their dark despair
But I'm telling you hold on, hold on
Tomorrow we'll be there.

After the fall we'll be born, born, born again
after it all blows away
after the fall, after the fall
after it all blows away.

Well the freak shall inherit the earth now
No matter how well done or rare
But I'm telling you hold on, hold on
Tomorrow we'll be there
We'll build our radioactive castles
out in the radioactive air
And I'm telling you hold on, hold on
Tomorrow we'll be there.

After the fall we'll be born, born, born again
after it all blows away
after the fall, after the fall
after it all blows away.

2008/01/03

acordo

Sonhei que fui procurar ao dicionário online Priberam o significado de "acordo" e que o encontrei sem dificuldade, exactamente assim:

Foi encontrada 1 entrada e detectada 1 forma.

acordo | s. m.
1ª pess. sing. pres. ind. de acordar

acordo
s. m., ajuste; convenção; conciliação; concordância; conformidade;
Jur., entendimento das partes num contrato.

Depois dou conta que já estou noutro plano do sonho e que sou levado em viagem por outros continentes, parando no Brasil para ler uma crónica do jornalista Ricardo Freire, que diz exactamente assim:

Blogueiro ofilaine

Pessoal, vou precisar sair do ar até o fim do feriado para terminar um trabalho que já deveria ter entregado.
Volto aqui só para postar o texto da Época assim que a revista sair nas bancas.
Enquanto isso, não se acanhem: a cabine fica temporariamente transferida para a sala de embarque, digo, para a caixa de comentários.
Não se esqueçam dos blogs amigos ali do blogroll (que já está desatualizado, eu sei!). Vale a pena visitar e trazer links de posts novos.
A propósito — quando trouxer links, dê um copy/paste e nunca ponha o link entre parênteses ou colado a nenhum sinal de pontuação (ponto, vírgula, tracinho). Para o link virar link precisa estar soltinho.
Bom feriadão procêis tudo!


Sem sair do sonho viro-me para um lado, depois para outro e regresso por fim a Portugal. Mas na volta dou de caras com uma dessas, talvez descuidada, que nem sequer ouso transcrever de fonte tão literária que é...

Depois disto, com má cara acordo. Acordo!?

2007/12/31

adeus, 2007

Pelo terceiro ano consecutivo fazemos aqui (para nossa memória e para vossa) a lista difícil e possível de alguns dos melhores acontecimentos deste ano de 2007 que hoje termina. As escolhas são sempre difíceis, muito difíceis, e de fora ficam belos filmes, concertos, discos, DVDs, livros e tudo o mais que nos pareceu excepcional e quase esteve para ser escolhido. As opiniões são para respeitar e cá em casa, neste ano, apenas escolhemos em comum acordo os momentos bons. Naquilo em que as escolhas não coincidiram não houve, porém, um verdadeiro desacordo... E para o ano esperamos encontrar muitas coisas mais, que se calhar ainda serão mais fantásticas do que as que agora assim resumimos, a duas vozes:
  • cinema: «Babel», de Alejandre González Iñárritu / «Inland Empire», de David Lynch
  • concertos: «Stardom Road», de Marc Almond (no Shepherds Bush Empire, Londres) / «O Castelo do Duque Barba Azul», de Béla Bartók (na Casa da Música, Porto)
  • discos: «Comicopera», de Robert Wyatt / «Rufus Does Judy at Carnegie Hall», de Rufus Wainwright
  • dvds: «Heima», dos Sigur Rós / «O Grande Silêncio», de Philip Gröning
  • figuras: Luís Filipe Rocha, realizador de «A Outra Margem» / Philip Glass, nos seus 70 anos de vida
  • internet: www.bocadolobo.com / www.deutschegrammophon.com
  • livros: «Pequenas Histórias de Amor e Sexo», de Daniel J. / «Skin Lane», de Neil Bartlett
  • lojas: Muji / L'Occitane en Provence
  • momentos bons: o do bolo (imaginário) dos nossos 20 anos de amor, que teve uma casinha (bem real) no topo (2=)
  • projectos: agora que temos casa, algo que se pareça ainda mais com casar / Stockholm Europride 2008
Beijos, abraços, x-corações para os nossos amigos próximos e os votos alargados de um grande 2008!

2007/12/24

feliz natal


Este presépio teve origem no Edith Cavell Hospital, em Peterborough, Inglaterra, que o mandou em meados de Outubro a outros hospitais e a ex-pacientes, com a mensagem "It's a little premature, but Happy Christmas". Escusando-nos pela nossa falta de prematuridade, a todos vós também desejamos um Feliz Natal.

2007/12/13

treze

O número 13 é tido por muitos como um símbolo máximo do azar. Diz-se que tal superstição tem um fundamento na fé cristã e vem do facto de se terem reunido para a Última Ceia com Jesus os seus doze apóstolos. Não só é o número 13 que está presente no momento que antecede a histórica traição de Judas, como é o próprio apóstolo que o identificará com um beijo que nessa óptica está a mais e perfaz o número maldito, aquele que se deve evitar.
Na actualidade há culturas onde o número 13 é mesmo evitado, como salienta a versão portuguesa da Wikipédia que diz que "em muitas culturas e em atenção a essa tradição é costume em alguns países não haver andares com o número 13 nos prédios" ou mesmo que em alta competição "de Fórmula 1 geralmente não existe o carro de número 13". Engraçado é que o mesmo texto diz também que o número 13 "é muito explorado pela astrologia" e até que D. João VI nasceu a 13 de Maio e (!!!) "nossa senhora de fatima também". Certo mesmo é que Cristo terá morrido numa sexta-feira — a Sexta-Feira Santa. Assim se percebe melhor ainda porquê juntar o 13 a esse dia da semana é para muitos um sinal do azar.
A 13 de Dezembro de há uns quantos anos nasceu o meu Gonçalo e esse veio a ser um dia de sorte para mim. Por tanto (sim, por tanto), que venham daí muitos dias treze de Dezembro com o Salito lindo ao meu lado. A imagem retirei-a do blogue Smoke Yourself Thin, mas o autor não está nele identificado. Eu espero que gostem!

2007/12/12

okay, o civismo não deveria ser legislado

Li ontem num jornal um artigo de opinião sobre o consumo de tabaco a que não pude evitar este meu comentário. Começava por dizer nele Luísa Castel-Branco que "O tabaco faz mal. O tabaco mata." E prosseguia com comparações que eu até acho bem pouco relacionadas, como as gorduras em excesso, o sal em excesso, o álcool, a droga, a violência nas escolas, na noite, em casa... Mas até entendo aonde queria chegar. Afirmava ainda que "como fumadora, tenho consciência de que não se fuma num ambiente com pouco ar e com crianças, ou outras pessoas a quem o tabaco incomode", mas recusava-se "a aceitar este politicamente correcto importado..." e acrescentava que "talvez o Estado devesse olhar também para os fumadores como pessoas que necessitam de salas de chuto em vez de criminosos!"
Pois bem, nós até somos ex-fumadores. Nós até toleramos os fumadores e os fumadores reparam nisso. Nós até trabalhamos com patrões fumadores que simplesmente abusam porque são patrões. Nós até chegamos a casa a cheirar a tabaco, não porque o desejássemos. Nós até abrimos o guarda-fatos no dia seguinte e sentimos ainda e intensamente o cheiro do charuto do patrão do dia anterior. Nós até gostamos de tabaco, pois não deixámos de fumar porque não gostássemos de o fazer. Deixámos de fumar porque nos fazia mal, porque nos dava cabo do orçamento, porque fazia mal aos que estavam junto de nós. Deixámos por querermos e insistirmos nessa decisão, em não voltar a fumar. Okay que o civismo não deveria ser legislado. Okay, mas parece-me que é necessário. E duvido que seja suficiente. O que é pena, como noutras coisas também! Terei sido claro?...

2007/12/07

à mesa com o grip

É já na próxima semana semana que terá lugar o habitual "jantar de Natal" do Grupo de Reflexão e Intervenção do Porto da ILGA Portugal, assim convocado: "O GRIP vai organizar o jantar de Solstício de Inverno deste ano, no próximo dia 12 de Dezembro (quarta-feira), pelas 20h, em local a anunciar. Estão convidados tod@s @s associad@s, quem está inscrito na nossa mailing informativa, @s amig@s do GRIP, e todas as pessoas que quiserem vir conhecer o grupo. Quem desejar inscrever-se, ou obter mais informações, pode escrever para o nosso endereço (grip.ilga@gmail.com), indicando nome e contacto caso deseje comparecer no jantar. As inscrições estão abertas até dia 11. Esperamos ver-vos por lá!".
O GRIP é um grupo de acção ligado à Associação ILGA Portugal que pretende ser uma voz viva e activa a partir da cidade do Porto para as questões LGBT. O grupo promove encontros, debates, ciclos de cinema, acções de educação sexual nas escolas, parcerias com outras entidades, intervenção política e outras iniciativas que poderão ser acompanhadas através do seu blogue. A participação no jantar de Natal é uma forma de juntar activos e simpatizantes das causas LGBT e de, informalmente, trocar opiniões que façam avançar os interesses comuns.

2007/12/05

(she's) lost control

Onde já vão os anos 80. O tempo das roupas cinzentas, das camisas brancas, das gabardinas que se usavam todo o ano. Ou dos "urbano-depressivos" que estavam muito na moda, então. Era o tempo de arranque de muita coisa, alguma que nos tocou e outra que preferimos (ou poderíamos) evitar. Os meus amigos ouviam Joy Division. Eu preferia ainda o Bowie e os Echo, os Smiths, Durutti, Jesus, Bauhaus ou Pistols. Mas o tempo deu-lhes razão e "a" Joy Division (como gostavam de dizer os mais puristas) foi o que foi, tornou-se "na" New Order que veio a ser o que veio e que nunca passou de moda. Anton Corbijn, fotógrafo de nome, decidiu lembrar-nos Ian Curtis e tudo isso no filme «Control», sem dúvida um dos marcos cinematográficos de 2007. Agora «She's Lost Control» faz ainda mais sentido, pelo menos para mim:

Confusion in her eyes that says it all
She's lost control
And she's clinging to the nearest passer-by
She's lost control
And she gave away the secrets of her past and said
I've lost control again
And heard the voice that told her when and where to act
She said I've lost control again
And she turned around and took me by the hand and said
I've lost control again
How I'll never know just why or understand she said
I've lost control again
And she screamed out, kicking on her side and said
I've lost control again
And seized up on the floor, I thought she'd died She said
I've lost control

She's lost control again, she's lost control.

Well I had to phone her friend to state her case and say
She's lost control again
And she showed up all the errors and mistakes and said
I've lost control again
And she expressed herself in many different ways until
She's lost control again
And walked upon the edge of no escape and laughed
I've lost control
She's lost control again, she's lost control.