2008/04/15

boas atitudes

Pedro Castro, 31 anos, desenvolveu a ideia de criar uma rede de hotéis vocacionada para o turista homossexual. Ele próprio, como viajante, já estava "cansado das decepções e das dificuldades em encontrar as boas moradas gay", verificando mesmo que muitos hotéis se promoviam como gay-friendly, mas que tal não era "verdadeiramente vivido". A Attitude Hotels, que tem sede em Zurique, nasce dessas questões e da procura de respostas para elas. Para já integra 28 unidades hoteleiras "concebidas, imaginadas e desenvolvidas para satisfazer os turistas gays e lésbicas", mas espera chegar às 100 unidades até ao final do ano. Em Portugal há já há quatro unidades hoteleiras aderentes: duas em Lisboa, que são a residência My Rainbow Rooms e o Palacete Chafariz d'El Rei (que abrirá já em Julho) e mais duas no Algarve, a saber a Casa Marhaba (no Carvoeiro) e a Casa Charneca (próximo de Faro). Pela Europa fora há uma grande variedade de opções por Espanha, França, Itália, Reino Unido e, até, muito mais longe. Como nos Estados Unidos, do outro lado do Atlântico. O nome Attitude Hotels é para fixar, disso parece-nos não haver dúvidas, porque é já tempo de ter mais hotéis com... boas atitudes!

nós gostamos


Ele gosta da música, eu gosto do vídeo. É ponto assente cá em casa que gostamos de «Hapinness», dos Goldfrapp. À noite, ontem, passou no canal VH1, mesmo antes de nos irmos deitar. É verdade que Alison Goldfrapp, a vocalista, me irritou sempre, desde o princípio. Admito que tenho sido pré-conceituoso, mas que lhe hei-de eu fazer? Vou tentar redimir-me daqui p'rá frente. Para a felicidade de todos. Prometo!

2008/04/14

honni soit qui mal y pense

Pelos vistos os britânicos não estão nada preocupados com a sua continuada auto-exclusão da Zona Euro: a libra inglesa está para durar, a julgar pelo concurso que foi aberto para a sua renovação e que reuniu mais de 4.000 propostas. A escolha (que nos parece muito feliz) recaiu sobre a proposta de Matthew Dent, um designer gráfico de apenas 26 anos de idade. Há nela algo que junta tradição e modernidade, o que só faz bem ao orgulho dos britânicos (sejam eles conservadores ou revolucionários). A unidade entre as moedas é dada pelo escudo heráldico com o brasão real de Isabel II, se bem que com algumas variações: a moeda de "One Pound" (1 Libra) tem o brasão completo, enquanto as dos restantes valores (ver imagem da esquerda) apenas têm os segmentos que formam o conjunto quando se agrupam entre si (imagem da direita). Está prevista a entrada em circulação destas moedas ainda no decurso do corrente ano — assim, honni soit qui mal y pense...

2008/04/11

com o pénis na memória

Quer ver o pénis deste rapaz? Tem a certeza que nunca o viu? Acha que se o viu não foi mais que um par de vezes? E se lhe disser que o tamanho do pénis dele era demasiado diminuto para o/a fascinar? Mesmo assim, eu insisto em que já deve ter visto o rapaz muitas vezes, tantas que até nem liga! Vai uma aposta? Siga o link no título...

libertem-se os lobos

Se calhar nunca fui grande fã da música clássica, mas também nunca deixei de o ser. Creio que a primeira vez que a ouvi "a sério" foi em 1977, atraído pelo encanto transgressor do filme de Ken Russell «Lisztomania». Liszt e Wagner estavam na ordem do dia e as «Rapsódias Húngaras», numa mistura de piano melodioso e variações folclóricas, eram uma verdadeira descoberta. Veio depois Chopin, muita música barroca e alguma portuguesa, sobretudo a de Carlos Seixas (ainda hoje uma paixão) e a contemporânea (não sei Luís Cília deveria ser mencionado neste momento, mas a música dele talvez tenha sido um começo também).
Se actualmente vivo da música, não sendo músico, é de surpresas que eu gosto. Não é de facilidades gratuitas, e menos ainda de seguidismos cegos, kamikaze. Por isso fiquei surpreendido ao deixar-me levar pelo relançamento de um disco editado no ano do centenário do nascimento do compositor Heitor Villa-Lobos (1887-1959), com o alto patrocínio do Brasil. Nele se ouve a(s) «Bachianas brasileiras No 1», uma «Suite for voice and violin», os «Preludes and Fugues from Bach's Well-tempered Clavier» e a(s) «Bachianas brasileiras No 5» numa muito inspirada interpretação do Pleeth Cello Octet (um octeto de violoncelos), com participações da soprano Jill Gomez e do violinista Peter Manning. As «Bachianas» de Villa-Lobos misturam os conceitos clássico e popular da música, com o objectivo de prestar uma homenagem a Bach e de criar a sua versão brasileira dos famosos «Concertos Brandenburgueses». São para recordar ou descobrir em qualquer versão, mas eu sugiro a que agora me encantou, lançada pela britânica Hyperion. A imagem na capa não é a de um lobo, mas a música sim. Que se libertem os lobos!...

2008/04/07

4 minutes



Penso que o Gonçalo ficará felicíssimo ao encontrar hoje aqui o tão procurado novo vídeo «4 Minutes», de Madonna, que nos últimos dias tem aparecido e desaparecido sistematicamente da net. Esta peça difícil de encontrar foi lançada no sítio Tick Tock (mais uma vez há uma ligação lá em cima, no título) e é o primeiro single do novo álbum «Hard Candy» que se anuncia para breve. Para quem não saiba, o rapaz "apetitoso" com quem ela faz o duo é Justin Timberlake. Olhem para as imagens, para a fluidez das transformações e deixem-se levar pela imaginação. Muito mais não digo, até porque tenho receio de entrar em detalhes menos correctos, mas é certo que Madonna vai voltar a preencher muitos momentos da nossa vida dentro de casa e que também nos vai pôr a dançar nas noites tórridas deste Verão.

2008/04/05

bom dia lisboa

Já tínhamos sido convidados para o primeiro dos jantares "bloguistas" organizados pelo Pinguim (WhyNotNow) e, agora, também pelo Paulo (Felizes Juntos). Dessa vez não marcámos presença e das próximas-menos-próximas não poderemos adiantar se estaremos, ou não. Mas há um novo jantar — o segundo — de hoje a duas semanas e, nesse, vamos estar presentes é já sabido! Vai ser num sábado, o de 19 de Abril, com encontro a partir das 19 horas, para se começar a jantar uma hora depois. Onde? Em Lisboa, no Restaurante O Caruso, situado na Rua da Artilharia Um, lá para os lados do Jardim das Amoreiras (o link no título ajuda a esclarecer estes e outros detalhes). O convite é aberto a quem queira participar — e por isso é que o tornamos público — e registar tal facto nos blogues de algum dos organizadores (ver ligações no painel lateral). A conta (excluindo dela os aperitivos e os digestivos ou afins, em que cada um pagará os seus) deverá ficar entre os 15 e os 20 Euros por estômago, que deverão ser par'aí uns 50 (cinquenta) — muita gente, certamente!
Por agora, para encher o coração de saudade da bela Lisboa aos que sob o seu luar habitualmente não dormem, vou ainda lembrar a letra de uma bela canção dos Rádio Macau, vinda no seu disco de estreia de há já muitos anos, que transcrevo no verbo original, corrido e quase sem pontuação:

Fiel a um amor antigo acabo sempre por voltar à casa a que gostaria de poder chamar o lar. Entre a euforia do regresso e o cansaço da viagem com um montão de histórias novas encafuadas na bagagem. E uma sensação esquisita que me deixa meio à toa ora cá estou eu de novo então bom dia Lisboa. Já palmilhei meio mundo já andei por todo o lado e quando a angustia me agarra vem-me aos lábios o teu fado. Já acordei cansada e tanto sítio diferente e acordo como se tivesse sempre o Tejo à minha frente e é sempre a mesma saudação que na minha cabeça ecoa com um sorriso persistente então bom dia Lisboa. Ora então olá Lisboa é sempre tão bom voltar quem sabe haverá um dia em que virei p'ra ficar. E acabar por aí numa velha água furtada para tornar realidade um sonho há muito sonhado e numa ruela qualquer entre Alfama e a Madragoa saudar-te pela manhã: então bom dia Lisboa.

2008/03/19

obrigado, mr. clarke

Arthur C. Clarke nasceu a 16 de Dezembro de 1917 em Minehead, Somerset, Reino Unido. Escreveu grandes novelas de ficção-científica que despertaram o interesse do realizador de cinema Stanley Kubrick. A seu pedido dirige o argumento desenvolvido a partir do conto «The Sentinel» (escrito em 1948) para o filme «2001: A Space Odissey» que seria visto em 1969.
Passados quase 40 anos, a novela e o filme (de onde se extraiu a imagem) acabaram por ser dois dos mais belos trabalhos da literatura do século XX e da sétima arte, revelando-se ainda cheios de actualidade, extraordinariamente cativantes e encantadores.
Arthur C. Clarke vivia desde 1956 em Colombo, no Sri Lanka, onde hoje faleceu aos 90 anos de idade. Pelo que de tão belo nos deixou, nós queremos deixar-lhe um (muito) obrigado!

cincocentos

O "meu" velhinho Fiat 500 (desenhado por Dante Giacosa a partir do modelo Topolino e produzido até 1977) foi sempre uma daquelas paixões para a vida. Era um carrinho que me prendia a atenção, lindo de morrer, mas que nunca cheguei a conduzir e ainda menos a possuir. Fui vendo-os até ao princípio dos anos 90 mas de repente sumiram-se todos. Depois apareceram os pouco entusiasmantes Cinquecento (fabricados até 1998) e desde então quase foram esquecidos. Finalmente em Julho de 2007 a Fiat relançou o seu Nuova 500 que hoje pude ver numa das ruas do Porto. Fiquei de novo apaixonado, se calhar como da primeira vez: para a vida!
O novo 500 mede 3,55m de comprimento por 1,63m de largura, com 1,49m de altura — pequeno, sem dúvida. A sua forma é suavemente arredondada, com a frente a evocar detalhes do 500 de Dante Giacosa, mas integrando-os no estilo actual da gama Fiat. Oferece segurança reforçada para o condutor e passageiros, graças a um anel de protecção que envolve todo o habitáculo, as cores possíveis são doze, harmonizando-se com qualquer das opções que venham a ser escolhidas para o interior, podendo-se também escolher entre os 4 acabamentos de base diferentes, os 3 motores e um quase ilimitado número de extras que acentuam o conforto, o estilo ou o carácter desportivo do automóvel. Segundo a Fiat são possíveis mais de 500.000 combinações, o que permite "fazer" o modelo mais-que-perfeito para o gosto e prazer de cada um. O carrinho transporta confortavelmente até quatro pessoas e eu bem gostaria que nós fôssemos duas delas.

2008/03/15

pois então!

Confesso que tenho andado um pouco desanimado com as minhas vindas aqui para escrever, contar coisas. Além de que a disponibilidade continua a não ser muita. São fases, certamente, que o tempo costuma ajudar a ultrapassar :-/
Mas hoje quis uma vez mais marcar a presença com uma espécie de comentário da semana, em que assinalo como grande novidade cá de casa o termos começado por fazer planos de férias que tinham por destino Estocolmo (as viagens baratas e directas, em conjunto com o EuroPride, eram bons incentivos para nós, que talvez alguém ainda queira considerar para si próprio), depois considerámos e reconsiderámos outros destinos (Sesimbra, Canárias, Galiza, Catalunha, Milão, Berlim, Munique, Viena, Paris), mas acabámos por deter-nos aparentemente em definitivo pelo destino que se mostra numa imagem de outros tempos: Marselha. Já na próxima semana começaremos a fazer as marcações, depois de assegurar nos nosso locais de trabalho que as datas das férias são definitivas. As vossas sugestões poderão melhorar ainda os nossos projectos, portanto venham daí.... A data? Ainda falta algum tempo, mas por esta via saberão apenas quando voltarmos :-)
Para data mais próxima vai-se falando num encontro de bloguistas em Lisboa, talvez em finais de Abril, mas nós continuamos a ver a nossa presença em causa devido a compromissos laborais extraordinários e pouco antecipáveis. Quem organiza estas coisas que continue a ter a nossa eventual ausência em conta. :-(
A fechar por hoje, uma outra curiosidade: o meu blogue "homoerótico" a que já antes me referi está quase com 1.000 visitas diárias. Ontem deu-me para ir ver as estatísticas e foi um aumento de cerca de 30% desde Setembro do ano passado (em que vos contei de um máximo de 745 visitas). No fundo são vocês que muito me contam, pois então!... ;-)