Há muitos anos fui chamado para aqui. No ano e meio que cá vivi tornei-me num outro homem, porque descobri em mim forças que até aí eu nem sequer imaginava ter. Nesse tempo vivi com quem fez a Revolução e, também nesse tempo, cheguei a pensar que a revolução iria acontecer de novo. Aqui, ou aqui perto, foi também o berço das nossas primeiras férias, um ano e outro e outro. É também aqui, ou aqui perto, que se esconde o verdadeiro cálice da liberdade, aquele por onde todos os homens deveriam beber um dia e outro e outro. Cada vez que aqui passo, eu lembro-me como fui livre, como sonhei com a Liberdade, com um país que afinal não tenho. Mas o homem em que me tornei diz-me que o sonho não acabou, que há que sonhar ainda e que ter força para ser revolucionário todos os dias, outra e outra vez.
2008/04/25
revolução
Há muitos anos fui chamado para aqui. No ano e meio que cá vivi tornei-me num outro homem, porque descobri em mim forças que até aí eu nem sequer imaginava ter. Nesse tempo vivi com quem fez a Revolução e, também nesse tempo, cheguei a pensar que a revolução iria acontecer de novo. Aqui, ou aqui perto, foi também o berço das nossas primeiras férias, um ano e outro e outro. É também aqui, ou aqui perto, que se esconde o verdadeiro cálice da liberdade, aquele por onde todos os homens deveriam beber um dia e outro e outro. Cada vez que aqui passo, eu lembro-me como fui livre, como sonhei com a Liberdade, com um país que afinal não tenho. Mas o homem em que me tornei diz-me que o sonho não acabou, que há que sonhar ainda e que ter força para ser revolucionário todos os dias, outra e outra vez.
boa noite lisboa
Correspondendo a um convite, estivemos em Lisboa de 19 a 21 deste mês. Quando se regressa a casa é como se nós tivéssemos parado no tempo e houvesse que acelerar para colocar todos os afazeres em dia. O que também demora algum tempo. É por isso que só hoje, véspera de feriado, ficamos até mais tarde para compor um singelo registo da nossa viagem e o agradecimento a todos com quem nos encontrámos.O nosso principal destino foi o Pátio Bagatela (na foto) ou, melhor, o restaurante O Caruso, onde os "bloguistas" desafiados pelo Paulo e pelo Zé (do Felizes Juntos) e pelo Pinguim (do WhyNotNow) se reuniram — nalguns casos pela segunda vez — para um jantar de amizade que assim parece iniciar um ciclo que se repetirá anualmente. Para nós, que estivemos ausentes do encontro de 2007, foi especialmente notória a naturalidade com que todos conviveram. Como nós, havia outros que apareciam pela primeira vez, mas tudo foi tão simples e natural que todos parecíamos velhos amigos. E o que parece muitas vezes é-o: à volta de uma mesa em U fomos muitos e fomos um só corpo, uma só alma, uma só vibração!
Depois a noite chegou e cada um tomou o seu destino. Nós e mais uns quantos seguimos para o Maria Lisboa, onde a noite se tornou ainda mais longa. Para todos, então boa noite Lisboa...
2008/04/15
boas atitudes
Pedro Castro, 31 anos, desenvolveu a ideia de criar uma rede de hotéis vocacionada para o turista homossexual. Ele próprio, como viajante, já estava "cansado das decepções e das dificuldades em encontrar as boas moradas gay", verificando mesmo que muitos hotéis se promoviam como gay-friendly, mas que tal não era "verdadeiramente vivido". A Attitude Hotels, que tem sede em Zurique, nasce dessas questões e da procura de respostas para elas. Para já integra 28 unidades hoteleiras "concebidas, imaginadas e desenvolvidas para satisfazer os turistas gays e lésbicas", mas espera chegar às 100 unidades até ao final do ano. Em Portugal há já há quatro unidades hoteleiras aderentes: duas em Lisboa, que são a residência My Rainbow Rooms e o Palacete Chafariz d'El Rei (que abrirá já em Julho) e mais duas no Algarve, a saber a Casa Marhaba (no Carvoeiro) e a Casa Charneca (próximo de Faro). Pela Europa fora há uma grande variedade de opções por Espanha, França, Itália, Reino Unido e, até, muito mais longe. Como nos Estados Unidos, do outro lado do Atlântico. O nome Attitude Hotels é para fixar, disso parece-nos não haver dúvidas, porque é já tempo de ter mais hotéis com... boas atitudes!
nós gostamos
2008/04/14
honni soit qui mal y pense
Pelos vistos os britânicos não estão nada preocupados com a sua continuada auto-exclusão da Zona Euro: a libra inglesa está para durar, a julgar pelo concurso que foi aberto para a sua renovação e que reuniu mais de 4.000 propostas. A escolha (que nos parece muito feliz) recaiu sobre a proposta de Matthew Dent, um designer gráfico de apenas 26 anos de idade. Há nela algo que junta tradição e modernidade, o que só faz bem ao orgulho dos britânicos (sejam eles conservadores ou revolucionários). A unidade entre as moedas é dada pelo escudo heráldico com o brasão real de Isabel II, se bem que com algumas variações: a moeda de 2008/04/11
com o pénis na memória
Quer ver o pénis deste rapaz? Tem a certeza que nunca o viu? Acha que se o viu não foi mais que um par de vezes? E se lhe disser que o tamanho do pénis dele era demasiado diminuto para o/a fascinar? Mesmo assim, eu insisto em que já deve ter visto o rapaz muitas vezes, tantas que até nem liga! Vai uma aposta? Siga o link no título...
libertem-se os lobos
Se calhar nunca fui grande fã da música clássica, mas também nunca deixei de o ser. Creio que a primeira vez que a ouvi "a sério" foi em 1977, atraído pelo encanto transgressor do filme de Ken Russell «Lisztomania». Liszt e Wagner estavam na ordem do dia e as «Rapsódias Húngaras», numa mistura de piano melodioso e variações folclóricas, eram uma verdadeira descoberta. Veio depois Chopin, muita música barroca e alguma portuguesa, sobretudo a de Carlos Seixas (ainda hoje uma paixão) e a contemporânea (não sei Luís Cília deveria ser mencionado neste momento, mas a música dele talvez tenha sido um começo também).Se actualmente vivo da música, não sendo músico, é de surpresas que eu gosto. Não é de facilidades gratuitas, e menos ainda de seguidismos cegos, kamikaze. Por isso fiquei surpreendido ao deixar-me levar pelo relançamento de um disco editado no ano do centenário do nascimento do compositor Heitor Villa-Lobos (1887-1959), com o alto patrocínio do Brasil. Nele se ouve a(s) «Bachianas brasileiras No 1», uma «Suite for voice and violin», os «Preludes and Fugues from Bach's Well-tempered Clavier» e a(s) «Bachianas brasileiras No 5» numa muito inspirada interpretação do Pleeth Cello Octet (um octeto de violoncelos), com participações da soprano Jill Gomez e do violinista Peter Manning. As «Bachianas» de Villa-Lobos misturam os conceitos clássico e popular da música, com o objectivo de prestar uma homenagem a Bach e de criar a sua versão brasileira dos famosos «Concertos Brandenburgueses». São para recordar ou descobrir em qualquer versão, mas eu sugiro a que agora me encantou, lançada pela britânica Hyperion. A imagem na capa não é a de um lobo, mas a música sim. Que se libertem os lobos!...
2008/04/07
4 minutes
Penso que o Gonçalo ficará felicíssimo ao encontrar hoje aqui o tão procurado novo vídeo «4 Minutes», de Madonna, que nos últimos dias tem aparecido e desaparecido sistematicamente da net. Esta peça difícil de encontrar foi lançada no sítio Tick Tock (mais uma vez há uma ligação lá em cima, no título) e é o primeiro single do novo álbum «Hard Candy» que se anuncia para breve. Para quem não saiba, o rapaz "apetitoso" com quem ela faz o duo é Justin Timberlake. Olhem para as imagens, para a fluidez das transformações e deixem-se levar pela imaginação. Muito mais não digo, até porque tenho receio de entrar em detalhes menos correctos, mas é certo que Madonna vai voltar a preencher muitos momentos da nossa vida dentro de casa e que também nos vai pôr a dançar nas noites tórridas deste Verão.
2008/04/05
bom dia lisboa
Já tínhamos sido convidados para o primeiro dos jantares "bloguistas" organizados pelo Pinguim (WhyNotNow) e, agora, também pelo Paulo (Felizes Juntos). Dessa vez não marcámos presença e das próximas-menos-próximas não poderemos adiantar se estaremos, ou não. Mas há um novo jantar — o segundo — de hoje a duas semanas e, nesse, vamos estar presentes é já sabido! Vai ser num sábado, o de 19 de Abril, com encontro a partir das 19 horas, para se começar a jantar uma hora depois. Onde? Em Lisboa, no Restaurante O Caruso, situado na Rua da Artilharia Um, lá para os lados do Jardim das Amoreiras (o link no título ajuda a esclarecer estes e outros detalhes). O convite é aberto a quem queira participar — e por isso é que o tornamos público — e registar tal facto nos blogues de algum dos organizadores (ver ligações no painel lateral). A conta (excluindo dela os aperitivos e os digestivos ou afins, em que cada um pagará os seus) deverá ficar entre os 15 e os 20 Euros por estômago, que deverão ser par'aí uns 50 (cinquenta) — muita gente, certamente!Por agora, para encher o coração de saudade da bela Lisboa aos que sob o seu luar habitualmente não dormem, vou ainda lembrar a letra de uma bela canção dos Rádio Macau, vinda no seu disco de estreia de há já muitos anos, que transcrevo no verbo original, corrido e quase sem pontuação:
Fiel a um amor antigo acabo sempre por voltar à casa a que gostaria de poder chamar o lar. Entre a euforia do regresso e o cansaço da viagem com um montão de histórias novas encafuadas na bagagem. E uma sensação esquisita que me deixa meio à toa ora cá estou eu de novo então bom dia Lisboa. Já palmilhei meio mundo já andei por todo o lado e quando a angustia me agarra vem-me aos lábios o teu fado. Já acordei cansada e tanto sítio diferente e acordo como se tivesse sempre o Tejo à minha frente e é sempre a mesma saudação que na minha cabeça ecoa com um sorriso persistente então bom dia Lisboa. Ora então olá Lisboa é sempre tão bom voltar quem sabe haverá um dia em que virei p'ra ficar. E acabar por aí numa velha água furtada para tornar realidade um sonho há muito sonhado e numa ruela qualquer entre Alfama e a Madragoa saudar-te pela manhã: então bom dia Lisboa.
2008/03/19
obrigado, mr. clarke
Arthur C. Clarke nasceu a 16 de Dezembro de 1917 em Minehead, Somerset, Reino Unido. Escreveu grandes novelas de ficção-científica que despertaram o interesse do realizador de cinema Stanley Kubrick. A seu pedido dirige o argumento desenvolvido a partir do conto «The Sentinel» (escrito em 1948) para o filme «2001: A Space Odissey» que seria visto em 1969.Passados quase 40 anos, a novela e o filme (de onde se extraiu a imagem) acabaram por ser dois dos mais belos trabalhos da literatura do século XX e da sétima arte, revelando-se ainda cheios de actualidade, extraordinariamente cativantes e encantadores.
Arthur C. Clarke vivia desde 1956 em Colombo, no Sri Lanka, onde hoje faleceu aos 90 anos de idade. Pelo que de tão belo nos deixou, nós queremos deixar-lhe um (muito) obrigado!
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