Segundo notícias hoje chegadas à TV, parece que a nossa ganapada poderá vir a passar automaticamente de classe escolar até que complete os 12 anos de idade. Esta notícia teve por base uma recomendação do Conselho Nacional de Educação ao respectivo ministério, entretanto já divulgada noutros meios da comunicação social. Pelo que se entendeu parece que já não importará se se é bom ou mau aluno, se se vai ou não às aulas, se se agride ou não os colegas, empregados ou professores... A primeira preocupação do Estado será passar de ano os alunos e só depois, então, se pensará nas alternativas ao "insucesso" escolar.Não posso deixar de manifestar a minha estupefacção extra e de exibir que isto é afinal, como se costuma dizer, mais uma pedrinha para o meu sapato. É que esta coisa de estarem sempre a actualizar o grau da escolaridade mínima (da quarta classe ao 12º ano) até pode fazer algum sentido numa sociedade que se quer cada vez mais culta e mais moderna, mas tal não deveria ser nunca uma obrigação universal e descontrolada, mas apenas uma opção ditada pelas vocações de cada um. Tanto mais que tem vindo a penalizar todos os que optaram nos seus tempos de estudante pelo ensino básico (ou mais do que isso, alguns) e hoje se vêm desvalorizados numa sociedade que só reconhece diplomas, mesmo quando os seus titulares mal sabem executar o mais essencial da sua portugalidade: falar e escrever correctamente o Português!
[A imagem é de uma reinterpretação artística do Galo de Barcelos por Carla Gonçalves.]








