Os presépios podem ser um dos mais belos símbolos do Natal. Este, da marca italiana Alessi, é um dos mais interessantes que se encontram de momento no mercado. É bonito, simples, bem proporcionado, e agrada tanto aos graúdos como aos miúdos. É até, certamente, um bom investimento a médio ou longo prazo, desde que se goste dele como algo que queremos junto a nós, ano após ano. «Presepe», desenhado pela L.P.W.K. Design e Massimo Giacon, existe assim com o estábulo em branco, mas também em vermelho. Gostos aqui nem se discutem e ambos nos fascinam. Mede 16x13 cm por 13,5 de altura. Se calhar estão já a pensar que ele é feito de plástico, mas não: é todinho de porcelana, purinha como deveríamos desejar. Encontram-no pela ligação no título, se o quiserem. A todos vós, nós queremos desejar-vos um Natal Feliz e uma novo ano repleto de agradáveis momentos.
2008/12/22
natal feliz
Os presépios podem ser um dos mais belos símbolos do Natal. Este, da marca italiana Alessi, é um dos mais interessantes que se encontram de momento no mercado. É bonito, simples, bem proporcionado, e agrada tanto aos graúdos como aos miúdos. É até, certamente, um bom investimento a médio ou longo prazo, desde que se goste dele como algo que queremos junto a nós, ano após ano. «Presepe», desenhado pela L.P.W.K. Design e Massimo Giacon, existe assim com o estábulo em branco, mas também em vermelho. Gostos aqui nem se discutem e ambos nos fascinam. Mede 16x13 cm por 13,5 de altura. Se calhar estão já a pensar que ele é feito de plástico, mas não: é todinho de porcelana, purinha como deveríamos desejar. Encontram-no pela ligação no título, se o quiserem. A todos vós, nós queremos desejar-vos um Natal Feliz e uma novo ano repleto de agradáveis momentos.
2008/12/12
não, senhora deputada
Para a capa do primeiro número de Natal da Com'Out, estava já a contar (frivolamente, eu sei) com uma daquelas imagens de um pai natal sexy e meio despido, talvez representado por algum dos nossos lindos novos actores. Ou a fotografia fantástica de alguma personalidade que neste número fizesse o seu com'out... Mas o casamento é um tema excelente também, talvez a deputada Marta Rebelo traga boas notícias, pensei. Mas as más escolhas começaram logo na frase que na capa destaca a entrevista: «Marta Rebelo — a deputada do PS explica o Não ao casamento gay». Casamento gay? Não sou um defensor do politicamente correcto a todo o custo, mas a linguagem é importante para definir as coisas na cabeça das pessoas, e não se trata (a Com'Out deveria sabê-lo) de criar uma nova figura de casamento, mas sim de conceder igualdade no acesso ao casamento civil que já existe. O título deveria ser então: Marta Rebelo — a deputada do PS explica o Não aos gays. Mas tudo bem, passemos então à entrevista e às boas notícias ou, no mínimo, às boas explicações. Abrimos na página 20 e ficamos logo a saber que a deputada votou contra mas está bem com a sua consciência. O deputado Manuel Alegre esteve bem no voto a favor porque o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo constava do seu programa presidencial, explica, donde concluímos que se pode trair as nossas convicções, sempre e quando elas não constem de um programa eleitoral. Depois vem o argumento da necessidade de maior consenso nacional e mais debate — mas como é que o PS tem cara para falar em mais debate, se a disciplina de voto do "Não" cria um muro em torno da questão e reforça a convicção de quem é contra? Debater seria ter deixado que os deputados votassem segundo as suas convicções; a lei muito provavelmente não seria aprovada, na mesma, mas o debate criaria confronto aberto de ideias e demonstraria ao público e aos eleitores quem pensa o quê. De resto, e de tão óbvios e repetitivos, não vale a pena reproduzir os argumentos, que são os mesmíssimos que já haviam sido utilizados na altura da votação pelos porta-vozes do PS e pelo próprio Sócrates, só que agora em vez de ser pela voz de um "barão" conservador é pela voz de uma bonita e jovem deputada que diz não ter «uma gota que seja de homofobia». Para terminar em beleza, a deputada revela, em resposta a se os seus amigos teriam ficado desiludidos com ela: «(...) Também confesso que tenho muitos amigos homossexuais, que nunca manifestaram vontade de casar. Inúmeros amigos meus vivem em união de facto, talvez por isso não tenham inquirido tanto sobre o meu sentido de voto.» Que é mais ou menos, desculpem-me a dureza da comparação, como quem justificasse um voto contra a IVG com o argumento de que os amigos até queriam ter filhos. Posso compreender que a Com'Out desse ao PS uma oportunidade de se explicar, não compreendo que perante o resultado da entrevista (aliás demasiado passiva por parte do interlocutor) tenham dado o destaque e o glamour que lhe deram. Não, senhora deputada, o meu voto continua a ir para o Bloco de Esquerda — com mais ou menos oportunismo, fizeram constar do seu programa eleitoral o acesso de casais homossexuais ao casamento civil e cumpriram. Para terminar, relembro que José Sócrates continua a argumentar, quando o interrogam sobre o assunto, que não existe um número significativo de pessoas a reclamar a igualdade no acesso ao casamento civil. Se não começarmos a reclamá-lo mais claramente acabaremos por não o ter ou tê-lo apenas numa figura jurídica de segunda.
2008/12/03
2008/12/02
mick mouse
Li algures que Philip Glass está a preparar uma nova obra que será dedicada ao mestre Walt Disney. Perdi a noção da fonte, mas tal não me impede de dar a notícia e os vivas por tal homenagem que, se calhar, só chegará a nós no próximo ano. Este, já muito perto do fim, é mais um ano para esquecer. Primeiro, pelo chumbo socialista das propostas parlamentares que tardaram (sim, que tardaram!) mas que, também por isso, mereciam ser acolhidas e aprovadas por uma maioria muito ampla de deputados. Já sabem do que falo, claro... Pelo Porto, hoje, a noite volta a estar fria e a manhã de amanhã deverá chegar molhada. É este o Outono invernoso que temos, este é o fim de ano que todos julgam que merecemos: desconfortável, sombrio, estupidificante. Eu estou sentado no sofá, computador no colo, TV ligada entre a primária «Liga dos Últimos» e a telenovela "gayata" «Olhos nos Olhos». O Gonçalo trabalha até tarde e só agora deverá estar a caminho de casa. Volto a olhar para a imagem do meu Mick Mouse que vai ilustrar o pretexto desta entrada. É também um bom pretexto, não é?
2008/11/22
2008/11/11
lis boa
Citando notícia da ILGA, a "Assembleia Municipal de Lisboa aprova moção sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo". Transcrita na íntegra (siga-se a ligação no título), a informação da associação ILGA acrescenta que "A moção do Bloco de Esquerda mereceu os votos favoráveis do PS, PCP, PEV e de quatro deputados do PSD. Todos os deputados municipais do PS votaram a favor da alteração da lei para permitir o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, contrastando com a conduta deste partido na Assembleia da República, ao chumbar duas propostas que iam no mesmo sentido. Na proposta aprovada pode ler-se que a Assembleia Municipal se pronuncia a favor do princípio constitucional da não discriminação de cidadãos com base na orientação sexual e, em consequência, pela consagração na lei do acesso ao casamento civil a pessoas do mesmo sexo. Apenas 19 deputados do PSD e 2 do CDS/PP votaram contra. A maior parte do grupo municipal do PSD absteve-se, tendo ainda quatro deputados deste partido votado a favor. Mas o facto mais curioso foi a atitude dos deputados do PS, que, contrariamente ao que havia feito este partido no parlamento, votaram todos a favor da proposta do Bloco. Miguel Coelho e Maria de Belém são dois dos deputados municipais que sendo também deputados na Assembleia da República votaram de uma forma no parlamento e de outra na Assembleia Municipal." Parece estranho que as coisas aconteçam assim, como se relatam. Mas, de alguma forma é caso para o dizer, também é bom quando nos surpreendemos pela positiva. E em Lisboa haverá mais surpresas boas, com os islandeses Sigur Rós a actuar logo no Campo Pequeno. A não perder, por quem possa comparecer!
2008/10/29
que portugalidade?
Segundo notícias hoje chegadas à TV, parece que a nossa ganapada poderá vir a passar automaticamente de classe escolar até que complete os 12 anos de idade. Esta notícia teve por base uma recomendação do Conselho Nacional de Educação ao respectivo ministério, entretanto já divulgada noutros meios da comunicação social. Pelo que se entendeu parece que já não importará se se é bom ou mau aluno, se se vai ou não às aulas, se se agride ou não os colegas, empregados ou professores... A primeira preocupação do Estado será passar de ano os alunos e só depois, então, se pensará nas alternativas ao "insucesso" escolar.Não posso deixar de manifestar a minha estupefacção extra e de exibir que isto é afinal, como se costuma dizer, mais uma pedrinha para o meu sapato. É que esta coisa de estarem sempre a actualizar o grau da escolaridade mínima (da quarta classe ao 12º ano) até pode fazer algum sentido numa sociedade que se quer cada vez mais culta e mais moderna, mas tal não deveria ser nunca uma obrigação universal e descontrolada, mas apenas uma opção ditada pelas vocações de cada um. Tanto mais que tem vindo a penalizar todos os que optaram nos seus tempos de estudante pelo ensino básico (ou mais do que isso, alguns) e hoje se vêm desvalorizados numa sociedade que só reconhece diplomas, mesmo quando os seus titulares mal sabem executar o mais essencial da sua portugalidade: falar e escrever correctamente o Português!
[A imagem é de uma reinterpretação artística do Galo de Barcelos por Carla Gonçalves.]
2008/10/25
22
Diante de mim essoutro, o belo...E assim eu me senti atraído por ti
quase sem pecado, querendo só ficar ao teu lado
e entregar-me para sempre. Entreguei-me.
Adiante todo este tempo, neste momento
revejo o quanto te quero e desejo, ou
o quanto mais exijo para ti e para mim, por fim
a num sermos dois agora e aqui, ali e depois.
2008/10/23
à portuguesa
Para o caso de o link para o original da notícia vir a falhar, aqui fica a transcrição do texto de última hora que se encontra na edição online de hoje do jornal Público:"Entrevista de Stefan Petzner à rádio pública ORF
Áustria: sucessor de Joerg Haider confessa que era seu amante
23.10.2008 - 10h51 Susana Almeida Ribeiro
O sucessor do líder populista Joerg Haider, Stefan Petzner, chocou a conservadora Áustria ao afirmar que mantinha uma relação amorosa com o falecido líder do BZOe, que morreu no dia 11 de Outubro num desastre de automóvel. Numa entrevista radiofónica, o novo líder, de 27 anos, confessou que Haider era “o homem da sua vida”.
Stefan Petzner, que foi ontem empossado como o novo líder da Aliança para o Futuro da Áustria (BZOe), depois da morte de Joerg Haider, confirmou à rádio austríaca ORF que mantinha com o falecido líder uma relação que ia muito para além da amizade, confirmando os rumores há muito ventilados de que os dois homens poderiam ser amantes.
As tentativas do partido de travar a difusão da entrevista acabaram por falhar, com a rádio pública a negar qualquer tentativa de silenciar as revelações do jovem Petzner, indica o "The Guardian".
As notícias estão a chocar a Áustria, que ainda está a tentar ultrapassar a morte trágica do governador da Caríntia. O falecido líder, que votou contra a moção parlamentar para baixar a idade de consentimento sexual para os homossexuais, apresentava-se como um homem de família quase abstémio.
Porém, depois do acidente de automóvel que o vitimou, foi revelado que não só o líder populista – que foi durante muitos anos a face da extrema-direita austríaca – ia em excesso de velocidade, como tinha níveis de álcool no sangue quatro vezes superiores ao permitido. Ficou igualmente a saber-se então que Haider tinha passado as suas últimas horas de vida num bar “gay” em Klagenfurt, capital do estado do qual era governador.
O novo líder do BZOe confessou ter sentido uma “atracção magnética” pelo líder populista, mais velho que ele 31 anos, admitindo ainda ter sempre receado que a relação entre os dois não sobrevivesse à diferença de idades.
“Tínhamos uma relação que ia para além da amizade. Jörg e eu estávamos ligados por uma coisa realmente especial. Ele era o homem da minha vida”.
Petzner indicou ainda que Claudia, mulher de Haider há 32 anos e mãe das suas duas filhas, estava a par da relação entre os dois e não se opunha a ela."
Porque será que esta história cheia de falsa moralidade me parece tão à portuguesa?...
2008/10/19
all about grace
O título do post remete para o filme de Mankiewicz, com a fabulosa Bette Davis, a actriz que teve a melhor frase alguma vez escrita num guião de cinema: "I'd like to kiss you, but I just washed my hair". Eu sou o tipo de homem que encaixa plenamente no estereótipo do homossexual com fascínio pelas divas fabulosas do mundo do espectáculo (todas as outras semelhanças são inexistentes, ou, na maior parte dos casos, pura coincidência). Liza Minnelli, Kate Bush, Nina Hagen, Diamanda Galàs, Marilyn Monroe, Bette Davis, Barbara, Edith Piaf, Madonna, Marlene Dietrich, Judy Garland — been there, done that. E agora Grace Jones, all over again (compreenderão que esta entrada tem que ser bilingue, claro). Conhecemo-la e adoramo-la dos tempos de «Slave to the Rhythm», das fantásticas sessões fotográficas de corte e colagem com Jean-Paul Goude, de «La Vie en Rose» e do anúncio para a Citroën; de acordeão a cantar "warm leatherette", "strange, i've seen that face before" ou "victor should have been a jazz musician"; ou como May Day, a vilã assassina que mata com borboletas envenenadas mas no fim dá a sua vida por Bond. Agora, quase 20 anos depois de «Bulletproof Heart», está de volta com «Hurricane», ao lado de nomes como Brian Eno e Tricky. A abrir as hostilidades surgiu o tema «Corporate Cannibal», num video extraordinário de Nick Hooker, que salta directamente para a lista dos melhores do ano (podem vê-lo temporariamente na coluna aqui ao lado). Tivémos a sorte de assistir a um concerto que deu há anos atrás no Cais 447, numa produção low budget, mas que deixava perceber porque razão a Grace é Grace Jones. Agora mal posso esperar pelo lançamento do novo CD e as renovadas investidas audio-visuais. She's not perfect, but she's perfect for me...[Foto de Chris Cunningham para a Dazed & Confused.]
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