Os "namorados" Bonnie e Clyde vistos por Gino Ginelli, com banda-sonora de Serge Gainbourg (é para pôr a tocar aí ao lado, que a mostra é temporária, depois é fazer clique na imagem e afastar-se para a ver melhor), dedicado a todos os namorados da Terra, mesmo os que não se portam "bem"... Com um grande beijo especialíssimo para o meu grande Amor!
2009/02/14
os namorados
Os "namorados" Bonnie e Clyde vistos por Gino Ginelli, com banda-sonora de Serge Gainbourg (é para pôr a tocar aí ao lado, que a mostra é temporária, depois é fazer clique na imagem e afastar-se para a ver melhor), dedicado a todos os namorados da Terra, mesmo os que não se portam "bem"... Com um grande beijo especialíssimo para o meu grande Amor!
2009/02/11
que sociedade é esta?
Que sociedade (informativa) é esta que põe no ar uma notícia sobre o recente projecto socialista para o casamento entre pessoas do mesmo sexo (entrevistando uma voz da Igreja que só argumenta disparates contra) e depois, como que tenha sido por acaso (e "acasos" destes até se evitam) passam de seguida uma reportagem sobre pedofilia e o combate da nossa judiciária a sites apontados como pedófilos. É chocante demais!...Já que estamos em maré de outros temas quentes (é disso que quase todos os media gostam), que tal esta proposta para mais logo: passam uma reportagem com uma visão negativa sobre o envolvimento de políticos em negócios pouco claros do outlet de Alcochete que tanto tem dado que falar e, logo depois, fazem um especial sobre Nicolau Ceausescu (o ditador romeno), ou a Dª Branca (a condenada "banqueira do povo"), ou o duo Bonnie e Clyde (famosos ladrões norte-americanos), ou qualquer coisa que no seu entender combine com política, populismo, ladroagem, mesmo que venha a provar-se (ou não) ser uma combinação pouco adequada.
Uma última nota: voltando atrás e às declarações do porta-voz (se não era, era como que fosse) da Igreja Católica Apostólica Romana, disse ele (como surpreendentemente também já o disse o "ex" Mário Soares) que o País e as famílias portuguesas têm outras prioridades que são bem mais importantes do que a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. E nós perguntamos: e que tem isso a ver? Será que essas prioridades não são também prioridades dos futuros cônjuges, hoje apenas aspirantes a uma legalidade multifacetada em termos de direitos e obrigações, que lhes é recusada?!... E em que é que as igrejas (sejam elas quais forem) tem que ver com o direito civil? Acaso eu ou algum cidadão que não perfilhe os ideais de qualquer delas vai lá "despejar postas de pescada"?... E assim visto parece-me óbvio que a sociedade vai mal, que é exageradamente egoísta e que argumenta sem argumentos para pessoas menos informadas que, infelizmente, se contentam em olhar apenas para o seu umbigo!
(Com uma dupla vénia de agradecimento, a imagem veio do blogue Jornalismo e Comunicação, é de José María Niimura e não tem título.)
2009/02/10
um olhar
Estranhe-se ou entranhe-se, o casal LUIGIyLUCA é também muito especial. Luigi é um bolonhês de 26 anos e Luca um madrileno de 22, ou pelo menos assim julgamos... Em 2007 começaram a construir o seu portefólio artístico cruzando os seus sonhos com a experiência no mundo da moda, alguma da vivência privada e artes como a performance, a fotografia e o cinema. De Florença foram até Madrid, San Francisco ou Berlim, onde se encontram de momento estabelecidos. Antes do seu regresso à Europa gravaram -L&L R STUCK- que agora é finalmente revelado pela KCTV. Trabalho criativo com o músico nova-iorquino Seth Sugar, que partilha mais uma visão arrojada do duo sobre o seu imaginário sexual, os seus rituais, as suas obsessões. Este projecto representado pela galeria Changingrole é interessante para muitos, mas o vídeo que dele resulta tem também os ingredientes q.b. para o tornarem perturbador ao gosto de muitos outros. Por isso, que só os valentes sigam a ligação do título...
2009/02/05
don't shoot me, i'm just the piano player
Mesmo a calhar, do álbum que em 1973 Elton John intitulou como «Don't Shoot Me, I'm Just The Piano Player» e que tem «Daniel» (uma das minhas canções preferidas de sempre) como tema de abertura, fica a legenda para esta fotografia anónima apanhada na net. E não se escandalizem por tão pouco, afinal, que é só mais um rabinho (como tantos outros que se vêm na TV, só que lá são mais de meninas)!...
2009/01/29
milk
Chegado da ante-estreia do já premiado filme «Milk», o novo de Gus Van Sant com o actor Sean Penn no principal papel, não posso deixar de o referir como um dos que mais marcarão o meu ano de 2009 e, por isso, de o recomendar a quem queira submeter a minha escolha à sua aprovação. E o filme também, é claro...Não vale a pena resumir a história escrita por Dustin Lance Black, elogiar este ou aquele detalhe, criticar um ou outro ponto. O filme baseia-se na figura de Harvey Milk, um activista político gay e em factos verídicos que tiveram lugar em San Francisco e é para nós um ensinamento, um exemplo de coragem e de luta destemida pela plenitude dos direitos cívicos e pela liberdade.
Valeria a pena vê-lo nem que fosse só por isso.
2009/01/27
momus maximus
No final dos anos 80 começou a nossa paixão pela música de Momus. «Circus Maximus» (1986, Cherry Red Records) foi o primeiro disco, atraindo não só pelas canções como pelo retrato do artista visto como S. Sebastião, ou até pelas fantásticas versões de clássicos de Jacques Brel — «Nicky», «Don't Leave» e «See A Friend In Tears». Depois veio «The Poison Boyfriend» (1987, Creation Records), com encantos originais como «Violets», «Sex For The Disabled» e «Closer To You». No ano seguinte era a vez de «Tender Pervert» (1988, Creation Records), menos acústico, mais electrónico, majestosamente perverso em temas como «The Angels Are Voyeurs», «I Was A Maoist Intellectual», o incómodo «The Homosexual» — »The Homosexual« they call me / It's all the same to me / That spectre you project / I will now pretend to be / Since your neurosis is what passes for normality / It's okay with me if I'm queer /... / No fucking fear — ou mesmo o encadeado «A Complete History Of Sexual Jealousy (Parts 17 - 24)». Em 1989 saltámos «The Hairstyle Of The Devil» e «Don't Stop The Night» para reencontrarmos alguns dos seus melhores temas na antologia do ano seguinte «Monsters Of Love - Singles 1985-90» (1990, Creation Records). Mais um ano e voltámos aos álbuns com «Hippopotamomus» (1991, Creation Records), na sua segunda versão após a retirada do mercado do disco com a capa original que plagiava sem maldade o Bibendum, mascote e símbolo da marca Michelin. Por esta altura Momus (aliás Nicholas John Currie) procurava reencontra-se e nós fomos perdendo-lhe o rastro: ouvimos «The Ultraconformist» e «Voyager» (ambos de 1992) e só voltámos aos seus discos três anos depois, com «The Philosophy Of Momus» (1995, Cherry Red Records), obra marcada por ritmos dub e de dança, incluindo belas canções como «The Madness Of Lee Scratch Perry», «It's Important To Be Trendy», «Quark & Charm, The Robot Twins», «Girlish Boy», «Microworlds» e quase todas as demais.Actualmente, os primeiros discos de Momus estão fora do mercado e já só se encontram em edições pirata. Por isso, segundo a UbuWeb (ligação no título), o autor decidiu disponibilizar gratuitamente em mp3 os discos editados na Creation — «The Poison Boyfriend», «Tender Pervert», «Don't Stop The Night», «Hippopotamomus», «Voyager» e «Timelord» — dizendo-nos pela sua voz que this is quite a big decision, but I've taken it. Six Momus albums (the ones I recorded for Alan McGee's Creation label between 1987 and 1993) are out of print. Creation doesn't exist any more, and in theory Sony owns the rights to these albums, but isn't doing anything with them and probably never will.
Que se apressem por isso os curiosos e os interessados que a oferta vale bem o trabalho. Mas há que ser célere porque não é para sempre!...
2009/01/26
duncan jones... on the moon
Duncan Zowie Haywood Jones é um novo realizador britânico talvez mais famoso ainda por ser o mítico filho de David Bowie. Quando nasceu, em 1971, os seus pais David e Angela (ou Angie) decidiram dar-lhe o nome de Zowie (fusão de Ziggy com Bowie), mas ficou assente que a criança poderia mudar de nome quando melhor entendesse. Primeiro foi Joe e depois, ao 18 anos, passou a ser Duncan. É o nome que usa actualmente e é como Duncan Jones que o "menino" Zowie volta a estar nas bocas do mundo ao apresentar a concurso, no festival de cinema de Sundance (EUA), o seu filme «Moon». Nele, o actor Sam Rockwell faz de Sam Bell, o único operário de uma exploração mineira lunar que vive acompanhado apenas por um robot. O tema não é novo na vida do realizador, já que em 1995 andou lá perto ao defender a sua tese de doutoramento em Filosofia com o trabalho «How To Kill Your Computer Friend: An Investigation Of The Mind/Body Problem And How It Relates To The Hypothetical Creation Of A Thinking Machine». Há apenas 3 anos dirigiu também a campanha publicitária da marca French Connection UK, mais conhecida pela sigla "fcuk". Pode desde já espreitar-se uma amostra do filme de que se fala aqui (ver ligação no título) que de uma observação posterior mais atenta, pela nossa parte, ele já não se livra!
2009/01/23
2009/01/22
as minhas bodas de cannes
De uma viagem de negócios a Cannes pautada por reuniões e banquetes com parceiros comerciais, aqui ficam umas quantas imagens prometidas e ainda devidas, que dão conta das escapadelas pelos arredores, com destaque maior para a minha peregrinação à Chapelle Cocteau, em Fréjus:
Regresso ao mp2, o aeroporto de Marseille-Provence
Regresso ao mp2, o aeroporto de Marseille-ProvenceComo banda-sonora proponho-vos o belíssimo «Messe In H-Moll» de Bach interpretado por Les Muciciens du Louvre-Grenoble dirigidos por Marc Minkowski (por tempo limitado pus ao lado um vídeo do YouTube) e depois «La Fida Ninfa» de Vivaldi apresentada pelo Ensemble Matheus sob direcção de Jean-Christophe Spinosi, especialmente nos momentos (en)cantados pela voz do contra-tenor Philippe Jaroussky (a mostrar já de seguida). Espero que gostem!
2009/01/11
sem calças '09 lisboa
Ontem aconteceu o «Sem Calças! '09 Lisboa».Do que se trata? De uma iniciativa que já aconteceu noutros anos e noutros lugares e que desafia as pessoas mais atrevidas a tirar as calças em público, mas sem tirar o ar mais natural do mundo, fazendo de conta que nada de especial se passa. O «No Pants!» aconteceu pela primeira vez em 2002, no Metro de Nova Iorque, e ontem foi a primeira tentativa (bem sucedida) entre nós. A concentração final teve lugar pelas 15 horas, na zona de Telheiras, no jardim ao lado da estação do Metro. Organizou-a a ImprovLisboa, que tem mais informação disponível através do link no título. Segundo a edição online do jornal Público terão aparecido por lá cerca de 40 pessoas. Nada mau, a julgar pela apelativa imagem que o próprio jornal divulgou.
Queremos mais para o ano, e no Porto também!
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