Hoje, numa visita ao meu banco habitual, onde pedi informações sobre a sua oferta de PPRs (taxas de juro, benefícios fiscais, mobilização, dupla titularidade, beneficiários em caso de morte) fui atendido pela directora do balcão que, a esse propósito, me perguntou se eu era casado. Respondi que não, mas que em breve o seria e que queria estudar as ofertas nessa perspectiva. Daí para a frente o quase-monólogo foi do género "a sua esposa isto", "a sua namorada aquilo". Apeteceu-me muito interromper e lembrar à senhora que Portugal está em suspense à espera da aprovação final de uma lei que circula ainda pelo Tribunal Constitucional. E que seria bom considerar tal facto.Mas como eu tinha alguma pressa e sempre fui muito bem recebido e atendido naquela dependência do banco (onde tenho a conta aberta, com o meu companheiro como segundo titular), entendi que o melhor era deixar passar o equívoco, apenas por agora. Até meio da próxima semana, pelas minhas contas, o Tribunal Constitucional decidirá sobre a lei que o Presidente mandou para fiscalização. Estou convencido que, depois, o discurso terá mesmo de mudar. A não ser que me queiram colocar um dia sozinho, numa ilha, a gozar da minha reforma sem o meu querido Sexta-Feira...








