2010/04/01
2010/03/31
sem sexta-feira
Hoje, numa visita ao meu banco habitual, onde pedi informações sobre a sua oferta de PPRs (taxas de juro, benefícios fiscais, mobilização, dupla titularidade, beneficiários em caso de morte) fui atendido pela directora do balcão que, a esse propósito, me perguntou se eu era casado. Respondi que não, mas que em breve o seria e que queria estudar as ofertas nessa perspectiva. Daí para a frente o quase-monólogo foi do género "a sua esposa isto", "a sua namorada aquilo". Apeteceu-me muito interromper e lembrar à senhora que Portugal está em suspense à espera da aprovação final de uma lei que circula ainda pelo Tribunal Constitucional. E que seria bom considerar tal facto.Mas como eu tinha alguma pressa e sempre fui muito bem recebido e atendido naquela dependência do banco (onde tenho a conta aberta, com o meu companheiro como segundo titular), entendi que o melhor era deixar passar o equívoco, apenas por agora. Até meio da próxima semana, pelas minhas contas, o Tribunal Constitucional decidirá sobre a lei que o Presidente mandou para fiscalização. Estou convencido que, depois, o discurso terá mesmo de mudar. A não ser que me queiram colocar um dia sozinho, numa ilha, a gozar da minha reforma sem o meu querido Sexta-Feira...
2010/03/29
a brincar, a brincar...
Pois não, não se deve brincar com coisas sérias. Por exemplo: com o meu direito de ser feliz ao lado de quem amo... Porque quando se brinca com isso, então também ninguém me tira o direito de brincar com o que me apetecer. Já agora: afinal, a Terra sempre é redonda e tem imeeensoos telhados de vidro...
2010/03/26
coisas do porto
A revista TimeOut vai ter uma edição dedicada ao Porto, já a partir de Abril. Será feita por gente da cidade, que conhece a cidade e que nela vive ou, nas palavras de João Cepeda, director da TimeOut Lisboa, será "feita por pessoas do Porto e para as pessoas do Porto, e não uma revista para turistas". Ao contrário da norma aplicada à edição da capital, a versão portuense não terá periodicidade semanal, mas sim mensal. A revista apresenta-se ainda como "a primeira agenda de cultura e lazer do Grande Porto" (percurso já trilhado, no entanto, pela Metro, de boa memória). O editor executivo da edição portuense, Jorge Manuel Lopes, acrescenta ainda que a revista TimeOut Porto irá ser "um guia completo de tudo o que acontece (...) em termos de arte, acontecimentos culturais, a própria vida da cidade, novas tendências, lojas e lugares de atracção". O blogue Fugas, do jornal Público, diz-nos ainda que hoje haverá festa de lançamento, no Palacete dos Pinto Leite. Que é o local onde esteve instalado o Conservatório de Música do Porto, de 1975 e 2008.
2010/03/18
fruto da paixão
Andava à procura de imagens da nova edição (Assírio & Alvim) de «O Livro Branco», de Jean Cocteau (1889-1963), e acabei a descobrir uma aliança desenhada pelo artista francês para a oficina do seu amigo Louis-François Cartier, o célebre relojoeiro e joalheiro cujo nome ainda faz furor (e muito) nos nossos dias. A aliança de elos triplos Trinity foi lançada em 1924, após Cocteau a ter desenhado para evocar a sua paixão por Raymond Radiguet (1903-1923). Cada um dos elos era feito num metal diferente, representando a amizade (a ouro branco), a fidelidade (a ouro amarelo) e o amor (a ouro rosa). Ora, apesar de nós dois já usarmos um belo anel-aliança de prata desenhado por Goti, nos tempos que correm devemos ponderar se um verdadeiro casamento não mereceria ser assinalado com novas e verdadeiras alianças. De uma forma ou de outra (por comentários aqui ou entradas nos vossos blogues) venham daí muitas sugestões!
2010/03/16
contribuir para intervir
Sobre donativos, a ILGA diz-nos:Os donativos em dinheiro são sempre bem-vindos. Com a vantagem de que ao contribuir financeiramente para as actividades de uma IPPS terá benefícios fiscais relevantes. A contribuição poderá ser individual ou através de mecenato social, para empresas. Basta fazer uma transferência para o NIB 003506970057925863015 e enviar-nos cópia do comprovativo, bem como nome e indicação de onde quer que enviemos o recibo. Fácil! As pessoas singulares poderão, através dos seus impostos, consignar 0,5% do imposto liquidado à Associação ILGA Portugal, sem qualquer despesa adicional. Para tal bastará preencher o Anexo H (Quadro 9, Campo 901) da sua declaração anual do IRS, identificar com um "X" o quadrado de IPSS e colocar o número de contribuinte da Associação ILGA Portugal: 503.777.331.
Há mais detalhes na imagem acima, que pode ser vista ampliada. Quanto ao apelo, a ocasião não poderia ser melhor e contribuir também é intervir!
2010/03/13
casamento antes do verão
Há "séculos" que esperávamos impacientes pela posição do senhor Presidente da República acerca do Decreto da Assembleia da República que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Seria que o PR iria aprovar, ou seria que ia questionar a constitucionalidade quanto à questão da adopção? Seria que iria simplesmente chumbar?... Explicado em dois pontos apenas, no sítio da Presidência da República lê-se assim:- O Presidente da Republica requereu ao Tribunal Constitucional a fiscalização preventiva da constitucionalidade das normas dos artigos 1º, 2º, 4º e 5º do Decreto nº 9/XI da Assembleia da República, que permite o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.
- O requerimento de fiscalização da constitucionalidade foi acompanhado de um parecer jurídico subscrito pelo Professor Doutor Diogo Freitas do Amaral.
2010/03/10
2010/03/06
o anunciador
Turbulento rapaz, agitado e nervoso,De quem ninguém domina a vontade potente,
Já se vê fulgurar nos teus cabelos de oiro
Um sonho incandescente.
Um brilho em chama a arder, de fornalha e de sangue,
Aceso no vincar de teus lábios frementes,
Pinta soberbamente em tinta deslumbrante
Tuas maçãs salientes.
A esperança de colheres o fruto proibido
E o vago pressentir das feridas futuras
Arrebitam prò céu teu nariz desmedido,
Em busca de aventuras.
A testa imperiosa e feroz, abaulada,
Que se incendeia já de revolta e de guerra,
Tem a sombria luz da nuvem carregada
Que o vendaval encerra.
A mão italiana, em jeito mole, lascivo,
Por vontade tenaz fortemente crispada,
Parece procurar num gesto convulsivo
O punho duma espada.
Rápidos, a tremer, vibrando num clarão,
Agudos no ferir como zagaias finas,
Os teus quentes olhares zebram a escuridão
Com mil setas felinas.
A boca sensual e grossa, a rir de cor
Vermelha, como golpe abrasado e profundo,
Parece antegozar algum imenso amor
Que há-de mudar o mundo.
Tua crença? O capricho! Tua lei? O prazer!
Teu apetite enorme e que de si se nutre,
Rápido, cairá sobre o que apetecer
Com as garras de abutre.
Verás teu coração, onde os avós repousam
E que virgem será de sonhos terra a terra,
Bater dentro do peito, heróico e glorioso,
Como um tambor de guerra.
Belo anunciador dos soldados a andar
Neste limiar vil dos tempos impassíveis,
Salve! Na tua fronte eu sinto flutuar
Bandeiras invencíveis.
Vai! Que o chefe serás dos homens que, algum dia,
A rir hão-de pregar, qual um mocho, na porta,
Pla tua mão quebrada e desfeita e sem vida,
Nossa quimera morta.
Anda! Não cuidarás nem do bem nem do mal:
Viverás sem pensar, num frenesim selvagem,
Primário como um deus, são como um animal,
Ó moço de pilhagem!
E tua obra, a esmagar de desdém, com verdade,
Os escravos do verbo em ânsia inatingida,
Confrontará o Sonho com a Realidade
E a Arte com a Vida.
Versão por A. Herculano de Carvalho de «L'Annonciateur», de Albert Giraud (1860-1929), publicada em 1981 no «Oiro de Vário Tempo e Lugar», antologia de poesia de São Francisco de Assis a Louis Aragon, com a chancela de O Oiro do Dia... para o meu pai (1917-1996), que amanhã estaria de parabéns.
2010/03/03
chegar a keflavík via gatwick
Desde ontem, o nosso principal período de férias parece determinado. Assim que acertemos alguns detalhes como a data exacta do início e do fim já não ficarão quaisquer dúvidas quanto à amplitude das datas em que poderemos partir e voltar. Há uma semana tínhamos já feito um estudo muito detalhado das possibilidades, tendo em conta que o nosso aeroporto de partida seria o do Porto e o de chegada seria o de Reiquejavique (Keflavík, para ser mais exacto), havendo que encontrar um ponto a meio do percurso que nos servisse de ligação, uma vez que não existem voos directos. Analisámos companhias, datas, horários e preços e cruzámos os resultados para eliminar o que não nos servia e para realçar as melhores opções. Algumas decisões parecem já estar tomadas: a ligação será feita em Londres (via Gatwick) e os voos do Porto para lá e de lá para cá serão feitos na easyJet (companhia que nunca usámos antes). De Londres para Reiquejavique usaremos a Iceland Express, que é a companhia islandesa de baixo custo. Teremos também que fazer a marcação do hotel em Reiquejavique, havendo ainda muitas opções para explorar, apesar de estarmos a manter duas sob observação mais detalhada. São pequenos passos, que nos levam aonde queremos chegar. Deles fizemos este memorando para nós próprios, que é também mais um pouquinho do nosso sonho que queremos continuar a partilhar convosco. Virão a seguir as marcações, até porque no espaço de apenas uma semana os preços dos voos na easyJet para Gatwick já subiram. E, se calhar, vão continuar a subir! Como os aviões...
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