2010/08/27

viajar às cores

Não são fáceis de encontrar nas nossas livrarias (e ainda menos em condições impecáveis) os guias de viagem da Wallpaper*, que neste momento já totalizam 80 títulos-cidades diferentes. À falta de melhor oferta podem-se, no entanto, encomendar online. E deve-se fazê-lo porque são bonitos, não são caros e são um grande incentivo para se conhecer o que de melhor poderemos encontrar em muitos destinos fantásticos. A nossa colecção ainda só tem quatro volumes – «Marseille», «Barcelona», «Reykjavík» e «Amsterdam» – mas há outros títulos que são fortes candidatos a juntar-se a estes, seja pelo fascínio que temos por essas outras cidades, seja porque já as visitámos ou porque ainda as queremos descobrir – «Athens», «Berlin», «Bilbao», «Copenhagen», «Dublin», «Edinburgh», «Florence», «Lisbon», «London», «Madrid», «Munich», «Paris», «Seville», «Stockholm», «Venice», «Vienna» e mais, que não é assim tão simples fazer uma escolha definitiva. O «City Guide» da Wallpaper* (que é uma edição da britânica Phaidon Press) também está disponível em pacotes temáticos («Art Fairs», «Beach», «Business» e «Fashion») e, mais recentemente, alguns títulos são disponibilizados em aplicações para usar no iPhone e no iPod Touch. Nós, no entanto, ainda preferimos a versão mais colorida: a dos livrinhos que se juntam e que fazem belíssimos "arco-íris"!

2010/08/25

retrato de família

O blogue 'Sexuality & Love in the Arts' tem um artigo interessante (e interessantemente ilustrado) sobre a obra do pintor pop David Hockney, nascido em Inglaterra em 1937 e (felizmente) ainda vivo e incessantemente criativo – Do You Know David Hockney? Não vale a pena fazer uma exposição detalhada da importância e do meu/nosso fascínio extremo pelo artista e pela sua obra, mais ainda desde que, há 3 anos, assistimos em Londres, na Royal Academy of Arts, à primeira apresentação pública de uma das suas obras mais surpreendentes, a gigantesca composição «Bigger Trees Near Warter» (que seria doada em 2009, à Tate Britain). Muitos dizem que só se elogiam os artistas depois da sua morte, mas essa é uma falsa verdade. E aqui se vê com mais um exemplo, este antigo, de 1968, de uma pintura que nos fascina e que é o retrato do escritor Christopher Isherwood (cujas obras inspiraram os criadores do musical «Cabaret») com o seu companheiro Don Bachardy (também ele um pintor famoso). Afinal, conheces David Hockney?...

2010/08/18

pela abolição das touradas

A abolição das touradas voltou à ordem do dia com a recente alteração da lei na vizinha Catalunha, a qual já se tornou num exemplo admirável à escala mundial. Em Portugal, as touradas continuam a ser um divertimento consentido às elites, ainda que choquem com os sentimentos que existem na besta e na grande maioria do povo, que se mostra contra. Por isso se juntaram uns quantos activistas, mais um número ainda não medido de signatários, numa petição dirigida ao Presidente da República Portuguesa, ao Primeiro-Ministro e aos deputados, com vista à "abolição das touradas e de todos os espectáculos com touros". Depois de lida, ficámos com algumas dúvidas em relação à lógica de um ou outro ponto, em especial à da evocação da perspectiva católica (ver o ponto d). No entanto, outros valores falam mais alto e talvez esse seja apenas um detalhe menor – cada um o avaliará de acordo com a sua própria consciência. Como dizia recentemente o amigo Pinguim, numa entrada do blogue whynotnow, "será que algum dia, haverá coragem para acabar com esta selvajaria em Portugal?" Dele veio também a notícia da petição (ligação acima) e da sua concordância com os princípios que nela se defendem. Desafiou-nos a subscrevê-la e nós levamos o desafio mais longe, dando-te uma imagem do que será uma tourada na perspectiva do touro e passando-te a possibilidade de fazer algo mais para acabar com isto! É que já basta com esta arte bárbara, não basta?!...

2010/08/16

fugir para os açores

Nunca me deixei levar pelas ilhas portuguesas: as da Madeira cheiram demais a Jardim e o arquipélago dos Açores sempre me pareceu demasiado longe, demasiado caro (para lá chegar), demasiado paisagístico... Das primeiras mantenho a impressão de sempre, até que alguma coisa as faça menos vítimas do caciquismo exacerbado do Alberto João, ou de algo além que com isso se confunde; do segundo, a minha impressão começa a mudar... Começou talvez antes ainda da nossa visita recente à Islândia, mas foi lá que comecei a fazer paralelismos entre si, olhando à sua situação meridional, ao fuso horário, ao verde húmido e intenso das suas paisagens... Por coincidência, quando voltámos, uma amiga de lá escrevia-nos a dizer-nos que os Açores não são a Islândia, mas que também têm os seus vulcões, que é como quem dizia que a beleza que nos levou a um lado também nos poderia ter chamado ao outro. E é verdade que, à sua maneira, os Açores são a nossa Islândia. Só que continuam tão longe e tão caros (para lá chegar) e, ainda por cima, tão perdidos na bruma quase incessante, que nós nunca nos lembramos de os pôr ainda como um destino de primeira escolha. Só que, entretanto, mais alguém reparou nisso e decidiu fazer o que já deveria ter sido feito há muito mais tempo: permitir-nos (a todos nós) voar para lá, passar uns quantos dias (pelo menos 5) e voltar, tudo por um preço... low cost. Quem o conta em detalhe é o blogue Fugas, do jornal Público, que pode ser lido pela ligação mais acima.

2010/08/06

orbit, em contagem decrescente

Quem ouviu (após 1998) o álbum «Ray Of Light» da Madonna, ou (após 1999) o disco «13» dos Blur, já se cruzou seguramente com o talento excepcional de William Orbit, músico e produtor inglês nascido em 1956. Mas foi em finalmente em 2000 que o seu próprio disco «Pieces In A Modern Style» (o sexto na conta criativa do autor) me fez render completamente aos seus inegáveis talentos. Esse álbum trazia ao mundo variações pop de algumas peças que, de tão clássicas, já quase não nos faziam vibrar: o «Adagio For Strings» de Barber, a «Ogive Number 1» de Satie, a «Cavalleria Rusticana» de Mascagni, para além de outras célebres ou menos conhecidas composições com as assinaturas de Cage, Ravel, Vivaldi, Beethoven, Handel e Góreki (que esteve longamente relutante em autorizar Orbit na utilização da sua «Piece In The Old Style»).
Uma década depois, voltamos à contagem decrescente para o lançamento de um novo disco de William Orbit, acto que está anunciado para 16 de Agosto com «Pieces In A Modern Style 2». Este segundo tomo será lançado pela editora de música clássica Decca Records, aglutinando variações "electrónicas" sobre peças de Saint-Saëns, Elgar, Porpora, Grieg, Bach, Vaughan Williams, Bellini, Fauré, Puccini e Tchaikovsky, fechando com uma composição de Orbit himself. Terá uma edição de luxo, com um CD extra completamente dedicado a remisturas das peças incluídas no disco principal. Cresce a nossa expectativa, também porque o desenho da capa que já se mostra acima nos faz acreditar que vem aí mais um grande trabalho.

2010/08/05

com'out de novo nas bancas

A revista Com'out voltou às bancas, após a paragem de alguns meses. Regressou com o nº 9, relativo ao trimestre de Julho a Setembro de 2010 e custa 3,00€ (no continente). Para assinalar este regresso, parece que vai haver uma festa de relançamento (é amanhã, não é, na Maria Lisboa?).
Neste número fala-se de adopção e de inseminação artificial, da mudança de sexo, da essência dos afectos heteros e homos, do orgulho numa perspectiva política, das possibilidades do poliamor, do amor trans, das relações duradouras a dois, do sucesso de uma empresária homossexual assumida, de questões de saúde e afins, faz um retrato do escritor António Botto, propostas de fugas turísticas, de moda, discográficas, livreiras, de teatro, de artes plásticas e de cinema, reportagens das marchas de orgulho em Lisboa e no Porto, apresentação de espaços LGBT e... tanto mais!
A equipa de jornalistas, colaboradores e criativos insiste no relançamento da Com'out porque acredita na sua potencial capacidade para melhorar a vida de muitas pessoas. Que assim seja, com a necessária energia e por muito tempo!

2010/07/30

moranguitos

Há quem prefira tudo em versão light, há que prefira tudo completamente ao natural. Goste-se ou não de morangos, goste-se ou não de Morangos Com Açúcar, é inevitável ouvir falar deles, ano após ano, série após série. E, quando se gosta, também fica bem a quem gosta dizer como os prefere, e exigir que lhe sirvam os da sua preferência: se não os têm, então que mandem vir os moranguitos como deve ser; devolvê-los ao produtor, é que não!...
Sigam a ligação no título acima e leiam também o artigo de onde esta imagem foi "pedida por empréstimo", aqui. Depois é ver, querer ver, ou ignorar.

2010/07/21

isto foi a islândia

Foram 8 dias, entre 12 e 19 de Julho, que deram lugar a mais de 1.250 fotografias de uma viagem inesquecível que teve como destino a cidade de Reiquejavique, capital da Islândia, e algumas das atracções naturais mais relevantes do sudoeste do país. Tudo foi programado para que houvesse a convergência de datas, desde a aprovação do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, a marcação do nosso e as férias laborais de Verão de cada um de nós. Porém, o nosso casamento foi adiado, mas as datas desta viagem foram mantidas. É dela que queremos partilhar uns quantos momentos (em imagens que quase não foram editadas), se bem que sejam muito poucos no tanto que haveria para mostrar, para contar e (mais ainda) para descobrir:

Sólfar (Viajante Solar), um monumento ao fundador de Reiquejavique

Patos e gansos selvagens no lago Tjörnin, junto ao centro da cidade

A nova loja de discos Havarí, onde decorria um concerto dos Tape Tum

A singularidade do colorido das casas, cativa-nos a cada instante

Hallgrímskirkja, a catedral luterana, que se vê a 20 Km de distância

Vista das torres de arrefecimento, na estação geotérmica de Hellisheiði

Cavalos islandeses, disponíveis para passeio na região de Gullfoss

A colossal queda de água do rio Hvítá, em Gullfoss (Catarata Dourada)

A imponência da natureza, num momento da viagem entre Gullfoss e Geysir

O Strokkur, junto ao grande Geysir, que deu o seu nome a todos os géisers

A falha geológica em Þingvellir separa os continentes americano e euro-asiático

No parque de Þingvellir, onde em 930 se fundou o primeiro parlamento

De regresso a Reiquejavique, dois jovens consertam um telhado junto ao hotel

A cada esquina há uma combinação de cores e de formas que nos encanta

A Fríkirkjan í Reykjavík (Igreja Livre em Reiquejavique), junto ao Tjörnin

A cidade é para as pessoas e, em Austurstraeti, os cães ainda não são tolerados

Um mural no edifício onde existia a famosa sala de concertos Sirkus

Da mostra Villa Reykjavík, a "Normalidade é a nova vanguarda"

O Kaffibarinn, frequentado pelo vocalista dos Blur, Damon Albarn

Uma noite de Verão, já tarde, com um interminável crepúsculo

Conhecida como Blue Lagoon, esta lagoa de água quente é o Paraíso na Terra

À saída da "Lagoa Azul", três animados víquingues de faz-de-conta

Lá dentro, prevalece a descontracção, como se o dia não tivesse fim

Uma casa forrada a chapa ondulada, sem qualquer pintura exterior

Entre o porto e o mar, está a ser erigido o novo centro cultural Harpa

Pormenor exterior, numa loja de bric-a-brac

Vista da Hallgrímskirkja, em direcção ao porto, atravessando Skólavörðustígur

Dead, uma loja estranha, mas cativante, de T-shirts artesanais

A decorar a loja, havia uma mostra de arte de um dos criativos

A loja da Bad Taste Records, a casa que lançou Björk e os Sigur Rós

A residência oficial da Primeiro-Ministro islandesa, no centro da cidade

NASA, a discoteca e sala de concertos de eleição, na praça de Austurvöllur

Icelandic Fish & Chips, um restaurante de referência junto ao porto marítimo

A editora power-pop-punk e loja de discos 12 Tónar, casa dos Jakobínarína

Já de volta a casa, dentro do metro, à saída do aeroporto do Porto.

2010/07/20

truques de amigos

A amizade também vence as extensas distâncias (umas vezes maiores do que outras, como desta vez) e, de longe, chegou hoje a nossa casa um envelope carregado de belas mensagens de carinho, de cumplicidade, de planos, de afectos, de magia, de truques... de um belo casal que não pode ficar sem casar, por muito mais tempo! Ouvimos Cocteau Twins enquanto vos escrevemos isto (a "culpa" é vossa) e, como Post Scriptum, fica-vos dedicado «Ivo». Obrigado!