Em local menos esperado (para pessoas crescidas e sem preconceitos, a ligação à fonte está no título) encontrei as imagens deste "children’s book explaining homosexuality", que não pude deixar de partilhar, à espera que se propaguem:
Hoje, dia 18 de Novembro, o Porto Arco-Íris, o novo projeto da ILGA Portugal dirigido à região norte, inicia uma campanha de divulgação e angariação de voluntári@s. A brigada do Porto Arco-Íris irá distribuir preservativos e flyers pelos bares LGBT e LGBT friendly da cidade do Porto. Para te juntares aos voluntári@s envia um e-mail para porto@ilga-portugal.pt ou liga para o número 927567666.
O salário médio português subiu, segundo o Diário de Notícias de hoje (página 33, também online – ver acima no título), para 874,38 euros: "um trabalhador da construção ganhava, em média, 874,38 euros em Julho, o que representa uma subida homóloga de 1%, segundo um inquérito do Ministério da Solidariedade e Segurança Social." O mesmo diário acrescenta ainda que "os salários variam entre os 2021,36 euros do engenheiro civil e os 648,68 euros do servente da construção civil." E tu quanto ganhas, afinal?!...
Um grupo de pais e mães e familiares de homossexuais, bissexuais, transexuais e transgéneros que se propõe a lutar por uma sociedade mais justa, opondo-se a todas a formas de discriminação relacionadas com a orientação sexual e identidade de género fez ontem 2 anos, e estão de parabéns!
São conhecidos pelo nome de AMPLOS (que se costuma escrever só com minúsculas) e existem em Portugal. Porquê? Nas próprias palavras da Associação de Mães e Pais Pela Liberdade de Orientação Sexual e Identidade de Género porque "ainda falta muito para que o/as homossexuais, bissexuais, transexuais e transgéneros sejam aceites, assumam abertamente a sua identidade, exprimam livremente os seus afectos, tenham igualdade de tratamento jurídico e sejam pessoas de pleno direito, cidadãos com plena cidadania". Sabem que "a aceitação pelos pais e mães é um momento marcante, fundamental na própria aceitação como pessoa, um momento intenso para todos os envolvidos, um momento muitas vezes sofrido". Observam que "muitos pais e mães reagem de forma brutal pelas expectativas que criam em relação aos/às filhos/filhas, pelos preconceitos que circulam e abundam na sociedade, pela falta de informação resultante dos tabus que se têm perpetuado". Observando os pais e mães, estes "estão muito sozinhos, nem sempre sabem como agir da melhor forma, andam eles/elas próprios a aprender a exercer a parentalidade, andam a aprender a sair do seu 'armário' de pais, reprimem o desejo de escancarar a porta toda e celebrar o amor que sentem por esses filhos". A associação sabe "que para os pais e mães é difícil falar do/a seu/sua filho/a, falar das suas relações amorosas, falar dos seus projectos de vida" e querem "ser um grupo de pais e mães que se oiçam, esclareçam, acompanhem, apoie jovens homossexuais que tenham dificuldade na sua relação com pais e mães" e que "constitua um grupo de acção cívica ao lado dos seus filhos/as". Como pensam fazê-lo? "Procurando locais e pontos de encontro periódicos, definindo formas de acção, marcando de alguma forma presença em todas as formas de encontro que digam respeito a esta causa". Esta ampla causa pode ser abraçada em qualquer ponto do País, contactando a linha de apoio que tem o número 918820063. Para mais detalhes, é consultar o sítio da AMPLOS, seguindo a ligação que fornecemos no título deste texto. À amplos (agora já grafado só com minúsculas) o nosso agradecimento pelo convite para o encontro de ontem, pela oportunidade que nos deram para expor a todos os presentes (e especialmente aos pais) um pouco da nossa experiência de vida e, mais do que tudo nesta altura, pelos seus 2 anos como colectivo, que se juntam a muitos outros de coragem acumulados tanto por pais como por filhos. Parabéns, uma vez mais!
Há 6 anos começava este blogue que tem lutado por ser, no mínimo, brilhante :) Nos dias mais recentes houve uma história (eu "disse" que dava uma entrada no blogue...) que me pareceu interessante e toda ela resplandecente. Vou tentar contá-la: Nos anos 80, Jimmy Sommerville formou os Bronski Beat, que se tornaram particularmente famosos com a canção «Smalltown Boy» (que todos devem conhecer mais do que muito bem). Já nesse tempo a conflitualidade entre a condição gay e a Igreja era evocada na música dos Bronski Beat em canções como, por exemplo, «It Ain't Necessarily So». O trio acabou porém ao fim de poucos discos, mas ainda voltou a aparecer depois, já sem o fascinante Jimmy Sommerville e com um outro vocalista. Jimmy não baixou os braços e formou um duo com Richard Coles, um jovem e talentoso teclista, ao qual deram o aclamativo nome de Communards.
Um dos maiores êxitos dos Communards foi «Don't Leave Me This Way». Isto aconteceu em 1986, o ano em que eu e o Gonçalo nos conhecemos. E até tínhamos uma canção que era a mais simbólica para nós, a "nossa" «So Cold The Night».
Após alguns discos vibrantes, os Communards separaram-se e Jimmy Sommerville seguiu durante alguns anos uma carreira a solo, que nos deixou algumas canções memoráveis como a sua versão de «You Make Me Feel (Mighty Reel)» (creio que o original era um clássico disco do ícone gay Sylvester). Hoje quase nada se sabe desta gente, tirando a informação de que Jimmy Sommerville se teria dedicado ao activismo LGBT. No tempo da internet, dos sites, dos blogues e do Twitter também fui descobrir num destes dias um pouco mais: que Richard Coles, o teclista dos Communards, ter-se-ia dedicado à vida sacerdotal: "cleric and broadcaster, former Communard, presenter of Saturday Live, Parish Priest of Finedon", é assim que se descreve a si próprio no seu perfil do Twitter – podem seguir o link no título e confirmar! Depois também descobri que o reverendo Richard Coles é abertamente gay, que tem um companheiro com quem ainda não se pode casar (mas diz que gostaria de o fazer) e que foi a figura inspiradora da comédia televisiva «Rev.» (que, consta, chegou a passar cá, na BritCom da RTP2). «So Cold The Night» – a nossa canção – não será muito "católica" para assinalar o dia de hoje, mas 6 anos de blogues são o que são e... "who cares"???
Não, no futebol não estamos nada interessados! Vê-lo-emos, mais pela curiosidade do que pelo fanatismo e continuaremos a esperar que os melhores sejam recompensados através da vitória. Mas a nossa simpatia pela Islândia, que ainda não esmoreceu, leva-nos a esperar dos seus jogadores uma grande exibição, hoje, no estádio que, no Porto, vai receber as duas selecções nacionais: a nossa e a deles. Por tudo isso, porque é hoje o tempo ideal para regressar a este tema e ao vídeo «Viðrar vel til loftárása», dos nossos tão queridos Sigur Rós, aqui nos têm. Aqui os têm:
You and I have so much love That it burns like a fire, In which we bake a lump of clay Moulded into a figure of you And a figure of me. Then we take both of them, And break them into pieces, And mix the pieces with water, And mould again a figure of you, And a figure of me. I am in your clay. You are in my clay. In life we share a single quilt, In death we will share one bed.
Texto: Kuan Tao-sheng (1263-1319), «Married Love» Imagem: Autor e título desconhecidos (final do século XIX) Via: Varones/Flickr e woolfandwilde.com Porquê? 1º aniversário do nosso casamento e porque sim :):)
A época da Aurora Boreal – das Northern Lights– está de volta à Islândia. Várias pessoas relataram hoje ter visto o fenómeno celeste sobre Reiquejavique na noite passada. Que outras coisas belas haverá para contar neste 11 de setembro?...
Quem comprou a edição (normal ou especial) do DVD «Heima», trabalho que foi lançado em 2007 para documentar o regresso a casa dos Sigur Rós, após uma histórica digressão pela Europa, tem agora ao seu dispor mais 5 temas inéditos, que pode descarregar da net sem qualquer custo extra. Quem já adquiriu «Heima» deve simplesmente enviar uma fotografia mostrando um exemplar do DVD adquirido. Lá em cima, no título desta entrada, uma ligação conduz à página dos Sigur Rós com detalhes sobre esta campanha. Nessa página também se pode ver uma coleção de fotos dos primeiros 500 felizardos que participaram. Os restantes 2.200 (ou mais) mostram-se num álbum que foi colocado à parte, pelo grupo. Foi aí que nós fomos parar e irão ainda os próximos participantes, como os que se veem abaixo:
A toda esta agitação à volta dos Sigur Rós, que há muito diziam ter ido "pescar", seguiu-se a revelação de um novo vídeo-clip, com o título «INNI» (que se pode ver, por agora, aqui ao lado). Tudo isto nos faz acreditar que o quarteto de Reiquejavique está a preparar o seu regresso, apesar da tão bem sucedida carreira a solo do vocalista-guitarrista Jónsi e até do seu duo musical e artístico com o namorado, Jónsi & Alex.