De nós, para todos vós,
um feliz pai (ou mãe) Natal!
um feliz pai (ou mãe) Natal!
Nasceu há 44 anos. Não o realizador Kôji Wakamatsu, autor do fotograma acima, mas o meu marido. Ao primeiro segundo do dia que começa hoje assinalá-lo-emos. A princípio, só a dois. Sem excessivas comemorações, para além daquelas que um coração apaixonado consegue proporcionar e outro receber. O dia deverá passar de forma não muito invulgar, mas tentaremos fazer com que tenha os seus momentos especiais, mais do que uma vez. À noite, possivelmente, teremos então a tradicional comemoração de aniversário com os parentes mais próximos.
Os artistas Michael Elmgreen (Dinamarca, 1961) e Ingar Dragset (Noruega, 1969) trabalham juntos desde 1995. Habitualmente, a sua obra incide sobre as estruturas sócio-culturais do mundo contemporâneo, com particular incidência na sexualidade. Particularmente notada, a série «Powerless Structures» tomava como pretexto a forma cúbica e a cor branca, vulgarizadas nos espaços museológicos, para criar uma série de esculturas vagamente irónicas, inspiradas na estética minimalista. Eles também assinaram a obra conhecida como Monumento Aos Homossexuais Perseguidos Pelos Nazis, em Berlim, um bloco de betão com quatro metros de altura, onde se pode ver por uma pequena janela a imagem de duas pessoas do mesmo sexo a beijarem-se.
Morreu hoje Henry Kenneth Alfred Russell, o realizador britânico mais conhecido por Ken Russell. Nasceu em Southampton, em 1927, onde estudou até iniciar carreira na marinha mercante. Esteve na Royal Air Force, por algum tempo. Em 1957 casou-se com a designer Shirley Ann Kingdon, que ele viria a considerar uma das maiores influências na sua obra. De 1959 a 1970 esteve na BBC, realizando inúmeros filmes documentais sobre temas de arte, entre eles «Song Of Summer» que o próprio Russell considerou a sua obra-prima. Em 1969 realiza a sua primeira longa-metragem, «Women In Love», adaptada livremente da obra de D.H. Lawrence com o mesmo título. Seguiram-se imensos filmes notados pela sua liberdade criativa e por uma atitude provocatória do estabelecido. Em 1975 assinou «Lisztomania» (o meu preferido, inspirado na obra de Liszt e de Wagner):
Hoje, dia 18 de Novembro, o Porto Arco-Íris, o novo projeto da ILGA Portugal dirigido à região norte, inicia uma campanha de divulgação e angariação de voluntári@s. A brigada do Porto Arco-Íris irá distribuir preservativos e flyers pelos bares LGBT e LGBT friendly da cidade do Porto. Para te juntares aos voluntári@s envia um e-mail para porto@ilga-portugal.pt ou liga para o número 927567666.
O salário médio português subiu, segundo o Diário de Notícias de hoje (página 33, também online – ver acima no título), para 874,38 euros: "um trabalhador da construção ganhava, em média, 874,38 euros em Julho, o que representa uma subida homóloga de 1%, segundo um inquérito do Ministério da Solidariedade e Segurança Social."
São conhecidos pelo nome de AMPLOS (que se costuma escrever só com minúsculas) e existem em Portugal. Porquê? Nas próprias palavras da Associação de Mães e Pais Pela Liberdade de Orientação Sexual e Identidade de Género porque "ainda falta muito para que o/as homossexuais, bissexuais, transexuais e transgéneros sejam aceites, assumam abertamente a sua identidade, exprimam livremente os seus afectos, tenham igualdade de tratamento jurídico e sejam pessoas de pleno direito, cidadãos com plena cidadania". Sabem que "a aceitação pelos pais e mães é um momento marcante, fundamental na própria aceitação como pessoa, um momento intenso para todos os envolvidos, um momento muitas vezes sofrido". Observam que "muitos pais e mães reagem de forma brutal pelas expectativas que criam em relação aos/às filhos/filhas, pelos preconceitos que circulam e abundam na sociedade, pela falta de informação resultante dos tabus que se têm perpetuado". Observando os pais e mães, estes "estão muito sozinhos, nem sempre sabem como agir da melhor forma, andam eles/elas próprios a aprender a exercer a parentalidade, andam a aprender a sair do seu 'armário' de pais, reprimem o desejo de escancarar a porta toda e celebrar o amor que sentem por esses filhos". A associação sabe "que para os pais e mães é difícil falar do/a seu/sua filho/a, falar das suas relações amorosas, falar dos seus projectos de vida" e querem "ser um grupo de pais e mães que se oiçam, esclareçam, acompanhem, apoie jovens homossexuais que tenham dificuldade na sua relação com pais e mães" e que "constitua um grupo de acção cívica ao lado dos seus filhos/as". Como pensam fazê-lo? "Procurando locais e pontos de encontro periódicos, definindo formas de acção, marcando de alguma forma presença em todas as formas de encontro que digam respeito a esta causa".