2007/08/17

ainda das profundezas

Reapareço das profundezas. Quando posso. Entre mudanças, férias, regresso ao trabalho, compras para a casa, limpezas, arrumações, trapalhadas legais e outras mais, muitas mais. E, de repente, a presença do amigo que durante mais de três anos nunca correspondeu aos convites para ficar na casa antiga (o apartamento que deixámos) e que entretanto decide aparecer. Mesmo sendo advertido que o momento não seria o melhor. Nem mesmo para ele. Assim foram passando quase oito dias. Difíceis para nós e para o nosso (muito querido) amigo. Ficou na sala, no sofá, pois teve a sorte de a nossa cama ter sido montada um ou dois dias antes dele ter chegado. A outra cama ainda só chegará na próxima semana, e essa teria sido a solução ideal. No fim, ficámos com pena de não o ter recebido melhor. Sem tempo para ele nem tempo para nós, mesmo sem tempo para vós. O amigo partiu ontem, anunciou-o logo de manhã muito cedo. Rápido como nos anunciou a chegada, anunciou a partida. Nós aprendemos uma lição, uma grande lição: a de que, às vezes, é preferível dizer "agora não!"... Lentamente, entretanto, tentamos concluir o que deveria estar feito. Eu próprio reapareço das profundezas para tentar concluir o tanto que ainda há por fazer. Talvez domingo tire uma espécie de folga, que me poderia levar pela primeira vez à praia neste ano. Ou talvez algum amigo queira aparecer, mas para nos ajudar...

Imagem via Bajo el Signo de Libra
Importado do blogue gayFEEL

6 comentários:

Anónimo disse...

Pois é, meu caro Luís, uma complicação (sempre com inúmeras «subcomplicações»...) nunca vem só... Todos nós vivemos tais inconveniências pelo menos várias vezes ao ano...
E depois, há pessoas que parece terem faro!... Deuses! Se mudar de casa já é a confusão que bem se sabe, imagine-se o que será o desconforto de ter de «receber» alguém que chega... de repente...
Creio que pode ser assustador!...
«Però, chi va piano va sanno»!
Vai lá à praia ganhar uma corzinha, que eu aguardo calmamente por tempos mais serenos para ti!
Desejo-vos muitas felicidades!
Um abraço! :-)

Anónimo disse...

Obrigado, meu amigo. Vê lá que só hoje é que tive tempo para formalizar a rescisão de um serviço que já não uso desde o dia 30!!! Mais do que a 'corzinha' que a praia poderia conceder (em várias idas, porque numa só é quase suicídio), é o mar, a areia molhada, a água quando a temperatura é aceitável... E as figuras que às vezes nos aconchegam a alma... Abraços, bom fim-de-semana!

Anónimo disse...

... «E as figuras que às vezes nos aconchegam a alma»???!!!
Terei lido bem ou a placa gráfica do meu PC vai pifar outra vez?
Ah! Pelos olímpicos deuses que alto moram! Que grande descaramento! Rsrsrs!
Eu bem sei que casamento não é cegueira, mas... Haja algum pundonor nas palavras, já que nos olhares... Rsrsrsrs!!!
Abraços para vocês também, meu querido!
Um excelente fim-de-semana! :-)

Anónimo disse...

Também gostei dessa das figuras que nos aconchegam a alma.
Um abraço, bom descanso e esperemos que tudo volte em breve ao normal.

Anónimo disse...

Qualquer trabalho, por muito urgente ou necessário, necessita, de quando em vez de uma pausa; da mesma forma, um grande amor não limita a capacidade de se poder observar e comentar o agradável que o mundo tem.
Abraços, bom trabalho, proveitoso descanço com o mar a ajudar, a continuação de um amor lindo e a capacidade de ver o belo.
É muito? não, é a vida...

Anónimo disse...

Meus queridos amigos (Ric, Special K e Pinguim em especial, já que vos é devida resposta): "as figuras que às vezes nos aconchegam a alma" é uma força de expressão, já que não vamos à praia por causa "dessas" figuras. Mas que sabe bem ver o que é belo, sabe. Muito bem! E "casamento" não é cegueira, se bem que a fidelidade seja uma condição e uma constante. Das idas a banhos, pelas razões que já conhecem têm continuado adiadas. Assim como os textos novos nos blogues (estou a preparar a resposta às nomeações, à lista dos livros, a rever ainda as memórias recentes de Londres)... Mas eu vou voltando... Abcs,