2010/06/08

duas pequenas histórias

Os meus pais contavam-me uma história relacionada com o meu nascimento, que envolvia cerejas. Já não estou bem certo, pois nunca lhe dei grande importância, mas acho que tinha a ver com a coincidência de o meu pai ter comprado cerejas para oferecer à minha mãe, no dia em que viria a saber que ia ser pai.
Não que eu esteja para ser pai, mas esta história repetiu-se hoje, de uma outra forma. Foi apenas uma estranha coincidência, mas com particular encanto para mim. Hoje, logo pela manhã, tinha assuntos profissionais a tratar nas proximidades da conservatória do registo civil que fica mais perto de nossa casa. Como essa deslocação já estava prevista com alguma antecedência, preparei de véspera uns quantos documentos que precisava de actualizar. Nos meus planos, previamente concertados com o Gonçalo, estava também a possibilidade de avançar desde já com o processo legal para o nosso casamento. E assim aconteceu. Ao final da manhã estava tudo tratado e, apesar de ser um segredo nosso que vamos querer manter durante algum tempo, até a data e hora de casamento ficaram já agendadas.
Depois de concluir as tarefas profissionais que me levaram por ali, regresso ao trabalho. Adiante um pouco cruzo-me com umas quantas pessoas que faziam uma campanha publicitária para uma operadora de telecomunicações. Estavam a dar a quem passava pequenas caixas com apetitosas cerejas do Fundão. Agarrei numa e segui em direcção a nossa casa, para a deixar e dar a boa notícia... Foi só nessa altura que me lembrei da história contada pelos meus pais e nos demos conta de quão estranhos são estes pequenos momentos sem importância aparente que, em todo o caso, parecem ter vontade própria e fazer questão de se repetir. E que acabam por se tornar importantes, também para nós.

9 comentários:

pinguim disse...

Desde já, parabéns!!!!!!!!

Luís disse...

Obrigado, amigo!

Anónimo disse...

Uma história bonita! E muito bem contada... Parabéns e felicidades!

Luís disse...

A história é bonita, a imagem escolhida para a ilustrar também o é, só que talvez esteja contada um pouco... atabalhoadamente. Mas entende-se, sobretudo quando a vontade de a contar é grande, mas não tanto o tempo de que dispomos para o fazer. Os parabéns são aceites pela marcação do casamento e os votos de felicidades acolhidos no fundo do coração (dos corações). Só temos pena de não sabermos quem nos dirige tão belos pensamentos. Obrigado! Felicidades para aí, também!

Anónimo disse...

Por acaso até... poderia saber... porque já felicitei ambos pela existência do blogue há muito tempo, via mail. Mas não tive resposta ou eco consentâneo... O que não tem importância. Importante mesmo é o voto de felicidades!

Luís disse...

Sobre esse anterior contacto, assim, não poderemos ajuizar. Mas, por mero princípio, nunca deixamos nenhum comentário no blogue sem a nossa resposta. Para além de tudo isto, uma vez mais agradecemos (e retribuímos) o voto: felicidades!!!

Nénix disse...

Que continue a ser uma união cada vez mais feliz!
Bjinho para vocês.

Major Tom disse...

Fico contente por terem decidido dar esse passo. Votos sinceros de felicidades aos dois!

Luís disse...

Nénix: Obrigado pelo desejo expresso e pelo bjinho, que retribuímos com igual gratidão!

Major Tom: Não decidimos agora, apenas o demos porque se tornou possível. E, para nós, que temos uma relação tão longa e estável, não fazia sentido que recusássemos a oportunidade. Agradecemos-te a exteriorização da tua alegria (que nos abe muito bem) e os votos afirmados. Encontrar-nos-emos um destes dias, em breve, estamos certos! Abc,