2011/04/19

a arte de negar a arte


Em Évora, no fórum da Fundação Eugénio de Almeida, está a decorrer desde ontem e até 12 de Junho a exposição «Duchamp: A Arte de Negar a Arte», dedicada a Marcel Duchamp, artista relacionado com as vanguardas da primeira metade do século XX, que foi um dos maiores impulsionadores do movimento que deu lugar ao Dadaísmo.
O movimento Dadá teve início em Zurique, na Suíça, em 1915, nos tempos conturbados da primeira Grande Guerra. Na sua formação estiveram, além de Marcel Duchamp, filósofos, escritores e artistas plásticos como Tristan Tzara, Hugo Ball e Hans Arp. Estes pensadores e artistas encontravam-se regularmente no clube nocturno Cabaret Voltaire, onde mostravam a sua arte. Entre os maiores propósitos do movimento dadaísta estava a ruptura dos artistas com os conceitos tradicionais de arte, valorizando a liberdade individual sem restrições, o happening (o acontecimento espontâneo) e, até, a anti-arte.
«Duchamp: A Arte de Negar a Arte» mostra 46 obras diversas do artista de origem francesa (1887-1968), incluindo algumas das suas mais famosas peças, como é o caso da «Fonte», criada em 1917 a partir da manipulação e recontextualização de um urinol.

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