Nos anos 80, Jimmy Sommerville formou os Bronski Beat, que se tornaram particularmente famosos com a canção «Smalltown Boy» (que todos devem conhecer mais do que muito bem). Já nesse tempo a conflitualidade entre a condição gay e a Igreja era evocada na música dos Bronski Beat em canções como, por exemplo, «It Ain't Necessarily So». O trio acabou porém ao fim de poucos discos, mas ainda voltou a aparecer depois, já sem o fascinante Jimmy Sommerville e com um outro vocalista. Jimmy não baixou os braços e formou um duo com Richard Coles, um jovem e talentoso teclista, ao qual deram o aclamativo nome de Communards.
Um dos maiores êxitos dos Communards foi «Don't Leave Me This Way». Isto aconteceu em 1986, o ano em que eu e o Gonçalo nos conhecemos. E até tínhamos uma canção que era a mais simbólica para nós, a "nossa" «So Cold The Night».Após alguns discos vibrantes, os Communards separaram-se e Jimmy Sommerville seguiu durante alguns anos uma carreira a solo, que nos deixou algumas canções memoráveis como a sua versão de «You Make Me Feel (Mighty Reel)» (creio que o original era um clássico disco do ícone gay Sylvester). Hoje quase nada se sabe desta gente, tirando a informação de que Jimmy Sommerville se teria dedicado ao activismo LGBT. No tempo da internet, dos sites, dos blogues e do Twitter também fui descobrir num destes dias um pouco mais: que Richard Coles, o teclista dos Communards, ter-se-ia dedicado à vida sacerdotal: "cleric and broadcaster, former Communard, presenter of Saturday Live, Parish Priest of Finedon", é assim que se descreve a si próprio no seu perfil do Twitter – podem seguir o link no título e confirmar! Depois também descobri que o reverendo Richard Coles é abertamente gay, que tem um companheiro com quem ainda não se pode casar (mas diz que gostaria de o fazer) e que foi a figura inspiradora da comédia televisiva «Rev.» (que, consta, chegou a passar cá, na BritCom da RTP2).
«So Cold The Night» – a nossa canção – não será muito "católica" para assinalar o dia de hoje, mas 6 anos de blogues são o que são e... "who cares"???
15 comentários:
La vida nos va llenado de sorpresas, un fascinante recorrido, mi enhorabuena por esos seis años y los que vengan, y ya veis siempre hay espacio no ya para el asombra pero sí para levantar las cejas e interrogarse con cierta cara de asombro.
Parabéns. Recordo-me do início deste blog, que se seguiu a outros que também acompanhei. Tanto tempo!...
Abraço.
Parabéns!
pe-jota: Parece-me cada vez mais difícil fazer com que o blogue comemore o 7º aniversário, no próximo ano. Mas o nosso objectivo imediato é o 10º, pelo que tudo será possível! Esperamos que tu também mantenhas o teu, que tantas excelências nos oferece :) Obrigado!
André: Obrigado, também! Nós também nos lembramos de ti. Constantemente, já que continuas a ser um dos nossos bloguers de referência. E aos livros, quando voltas para te lermos neles?
X: Obrigado, ainda! É bom reencontrar amigos...
Abraços para todos!
PS - Ontem tivemos mais um aniversário, mas esse ficou só para nós :P
Luis, gostava de ter uma resposta para a tua pergunta... mas não tenho. Há várias palavras para dizê-lo... Talvez «letargia» seja a mais certeira. Entre outras...
Abraço.
André: A letargia pode, infelizmente, tornar-se crónica. Que isso não aconteça contigo, nem com o nosso mercado editorial. Um abraço,
Vou voltar, Gonçalo e Luís, vou voltar!!!
Sou eu, podem crer!!!
RIC
Anónimo, se não és mesmo o RIC, é uma bricadeira de muito mau gosto. Se és mesmo, espero que sim que seja verdade. Neste segundo caso, um abraço.
Anónimo/RIC: Se és o RIC, cá estaremos para renovar o contacto (já se passou tanto tempo...), mas se não és é caso para afirmar (como o André) que "é uma brincadeira de muito mau gosto". Esperamos que sejas breve nesse regresso, caso se confirme, e os desenvolvimentos...
André: De acordo contigo, como vês. Abc,
Por razões muitas e desvairadas de que mais tarde espero poder vir a dar-vos conta, só agora me é possível retomar o contacto convosco, ainda que de uma forma totalmente provisória. E tal só me é possível graças ao facto de admitirem comentários de fonte anónima.
Garanto-vos que não é nenhuma brincadeira de mau gosto. Sou eu mesmo, o RIC(ardo)!
Agora estou bastante melhor, mas passei «tempos de chumbo»: a psoríase tratou de se apoderar de mim, e uma depressão profunda foi a consequência directa de ver o meu corpo desfeiteado pela malvada. E a bola de neve não parava de rolar…
Não sei exactamente quando poderei retomar o contacto de forma normal, mas estou já a fazer os possíveis por regressar a um quotidiano saudável. Melhores dias virão!
Espero e desejo que estejam todos bem. Agradou-me muitíssimo constatar a rapidez com que reagiram à euforia do meu contacto/telegrama. Bem hajam pela vossa simpatia e pelo vosso cuidado!
Um apertado abraço de muitas saudades!
RIC
Anónimo/RIC: Podes criar um novo perfil para deixares de ser "anónimo", mas também não é absolutamente necessário...
A doença está resolvida? Esperamos que sim, pelo menos controlada e sem sequelas assinaláveis! Que o tempo ajudará sempre...
Quanto à rapidez da primeira resposta (pois, tinha que ser!), por agora ficámos com a lentidão que se torna rotina. Até para que não estranhes, porque isto dos blogues já não é o que era!
Abc,
Com um mês de atraso (ocupadíssimo com trabalhos), parabenizo-lhe pelo blog e pelo casamento de um ano e um mês. Ouvindo um pouco de Rachmaninnov e vendo as belas imagens e histórias (a de Jimmy Sommerville e Richard Coles me dizem muito, eu era um adolescente à época e adorava a "Smalltown Boy") fico feliz por poder fruir do belo que vem por seu bom gosto.
Continue conosco, please.
Rameau
Frazec: Em meu nome e no do Gonçalo, um muito obrigado pelo registo do teu regresso ao nosso blogue e pela tuas elogiosas palavras. Nós vamos tentar continuar por aqui - prometido!
Abraços,
Apenas que a "Lâmpada Mágica" (assim me lembro destes acordes em português pelos onda choc, na minha infância) vos leve para sempre em sonhos lindos- continue a trazer-vos (aqui) por muitos anos...
Querido amigo Ophiuchus: só poderemos ficar enternecidos com tão doce voto da sua parte e com a alusão a tão clássico momento da pop portuguesa: "Vi uma lâmpada abandonada. / Era dourada, tipo oriental. / Quando a limpei, saiu de dentro um génio..." e depois foi só distribuir riquezas aos amigos :) Obrigado! Abc,
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