2008/09/30

flash mob (lisboa)

Recebemos e divulgamos:

Amig@s, companheir@s e familiares,
Como sabem no dia 10 de Outubro foi agendada a discussão parlamentar de dois projectos que contemplam o acesso ao casamento civil a pessoas do mesmo sexo. Em Espanha, Zapatero, disse, “não estamos a legislar para gentes remotas e estranhas. Estamos a ampliar as oportunidades de felicidade dos nossos vizinhos, dos nossos colegas de trabalho, dos nossos amigos e das nossas famílias e, ao mesmo tempo, estamos a construir um país mais decente. Porque uma sociedade decente é aquela que não humilha os seus membros”. Mais, falamos de uma alteração mínima na lei, com custo zero.
Sócrates, contrário ao seu congénere, recusou a liberdade de voto no dia 10 de Outubro Dizendo que “o casamento de homossexuais não está na agenda política nem do Governo nem do PS. Não está no programa do Governo do PS e o PS não anda a reboque de nenhum outro partido”. Como se fosse uma questão partidária!

Dizem que tem de haver debate na sociedade, não reconhecendo que a única questão fracturante nesta matéria é a homofobia em si.
Porque não podemos ficar indiferentes, porque queremos essa alteração na lei e porque Direitos não podem nunca andar a reboque, queremos convocar-te para duas flash mob pelo Acesso ao Casamento Civil entre Pessoas do Mesmo Sexo.

1ª Flash Mob, quinta-feira , 2 de Outubro, às 19h30, junto à saída do Metro Baixa/Chiado em frente à pastelaria A Brasileira.

2ª Flash Mob, quarta-feira, 8 de Outubro, às 19h30, na Praça do Rossio, junto à estátua, onde foram muitos homossexuais castigados publicamente.

O que é uma flash mob? São multidões de pessoas, num sítio público, que realizam uma acção previamente combinada e que devem dispersar por completo após a realização do proposto.

Que devo fazer? Deves levar uma folha em branco e uma caneta. Às 19h30, deves escrever na folha em branco “Acesso ao Casamento Civil”, e de seguida erguer a folha para que todas e todos a possam ler. Ao fim de um minuto, deves dispersar, como se nada tivesse acontecido.

E procura ser pontual. Está lá um pouco antes para que a flash mob tenha o impacto pretendido.

Poderás também divulgar via sms.

1ª Flash Mob pelo acesso ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, quinta, dia 2, em frente à Brasileira, às 19h30. Leva folha branca e caneta para escreveres “Acesso ao Casamento Civil”. Deves dispersar no minuto seguinte!

e…

2ª Flash Mob pelo acesso ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, quarta, dia 8, na praça do Rossio, às 19h30. Leva folha branca e caneta para escreveres “Acesso ao Casamento Civil”. Deves dispersar no minuto seguinte!

Divulga!

6 comentários:

João Roque disse...

Não é que acredite muito nestas situações, pois parece-me que só terão algum efeito, se fôr realmente uma multidão, o que decerto não acontecerá...
Mas, a ver vamos...
Abraços

Luís disse...

As multidões crescem sempre a partir de um número muito reduzido de pessoas. Se cada uma das que fariam essa multidão se reservar no princípio de que não vale a pena o esforço, nunca as multidões deixarão de ser invisíveis, silenciosas e (como a uns quantos convém) "inexistentes"...

paulo disse...

acho interessantes estas iniciativas. amanhã não vou de certeza que estou a trabalhar, mas no dia 8, quem sabe... se não me inventarem nenhuma reunião.
abraço

Anónimo disse...

As flash mobs podem funcionar para muitos assuntos, mas nunca para este caso: se eu não dou a cara no meu blog, no meu emprego, vou aparecer num evento sabe-se lá organizado por quem?

Mesmo que eu esteja errado relativamente ao ponto anterior, eu nunca iria fazê-lo para o ponto de encontro da chonas (numa esperança vã delas mudarem?) ou para o Rossio...
Iria para o sítio onde se vai decidir o futuro, para mostrar àqueles senhores quem é eventualmente não votará neles nas próximas eleições.

Lamentavelmente a defesa de causas justas já é rara e só quando há algum acontecimento de vulto é que as coisas podem mudar abruptamente de rumo... A ver vamos o que farão as associações da área...

Quanto aos políticos, não posso esperar nada deles, de qualquer quadrante, pois apesar da boa-vontade e altruísmo de alguns, o que impera é o sentido de oportunidade pessoal... e eu conheço-os bem, sobretudo nas "estufas" onde são criados...

Como este mundo cruel é governado pelo dinheiro, só a ganância, perdão o sentido de empreendimento é que poderá fazer soltar o "gay que está dentro de nós": os gays sem filhos têm um potencial de consumo enorme e só falta as grandes empresa verem isso... sim, porque os bares, hotéis, revistas já perceberam isso... e estão no negócio pelo negócio...

Eu não sou pelas fantochadas: há que mostrar há gays úteis, honestos e credíveis à nossa sociedade!
Há que estabelecer metas a atingir e deixar de nos virarmos para dentro: não adianta arraiais e revistas gays sobre o mesmos para os mesmos!
Aqueles que precisam abrir os olhos são os que ainda estão nos armários e os heteros, que por algum motivo obscuro, têm medo de nós (e nós estupidamente não nos fazemos valer dessa vantagem... seja).


Peço desculpa por me ter alongado e eventualmente tocar em pontos sensíveis... eu queira ter escrito no meu blog, mas as palavras começaram a sair... et voilá :)

Gonçalo disse...

Olá engine, nota-se bem a irritação no teu comentário e é curioso que, ainda que fosse previsível um desfecho deste género em torno da votação do dia 10 de Outubro, as pessoas foram criando alguma expectativa e tendo até um pouco de esperança que a lei passasse. De qualquer forma, em vez de pontos sensíveis diria que tocaste em pontos polémicos — dizer que são sensíveis implica talvez a ideia de que disseste verdades que feriram, prefiro achar que são pontos abertos a debate sobre os quais mostraste uma parte da verdade. Apesar de termos passado a informação sobre a flash mob, não acredito, como tu, que vá produzir grandes resultados — no fundo, pela mesma razão que, apesar de sermos provavelmente centenas de milhares, os deputados não terão recebido mais do que umas poucas dezenas de circulares nos seus emails. Não temos peso eleitoral. Quanto ao potencial de consumo dos gays, penso que é uma realidade com muito menor expressão em Portugal do que, por exemplo, em Espanha e, de qualquer forma, não acredito que o consumo, se os gays continuarem fechados no armário, vá produzir resultados políticos. Sabes bem que Portugal vive bem com este estado hipócrita dos costumes em que os 'maricas' podem ser muito divertidos e consumir imenso (afinal nem podem ter filhos), desde que não se mostrem demasiado. Em Espanha, os homossexuais com dinheiro que consomem, também vão, todos, para a rua manifestar-se quando isso é necessário. Por isso (e observações críticas à parte, que eu sei que há para fazer), não posso concordar que não adiantam os arraiais e as revistas (fantochadas?), porque acho que estás a falar precisamente de dois dos métodos mais imediatos que temos para mostrar que existimos, que consumimos, que somos cidadãos com qualidades e defeitos como os outros, e que temos peso político.
Abraço (de quem ainda tem um resto de esperança que algo de inesperado e bom possa surgir da votação do dia 10 de Outubro).

enGine throbs disse...

Não é bem irritação, é mais frustração por ver que vai ser uma oportunidade perdida...

Não existe nem organização nem massa crítica e continuamos fechados no nosso mundinho: as nossas festas, as nossas revistas, etc

É só uma opinião isolada... :(
OK... um dia isto muda e ainda vamos a Fátima agradecer o milagre! ;)

Mas obrigado pela vossa atenção!