O Paulo, o Miguel e o Alberto já tinham mostrado este texto, com o qual se pretende fazer chegar a nossa voz aos deputados que no dia 10 de Outubro vão votar os projectos de lei do BE e do PEV. Publicamo-lo aqui para que outros mais o vejam, copiem e enviem. Para além do endereço dos grupos parlamentares, no final desta entrada encontram um link que aponta para uma página oficial do Parlamento, através da qual podem enviar o texto a cada um dos deputados individualmente. Quem sabe se estas mensagens não fazem a diferença?Assunto: No dia 10 de Outubro, SIM à liberdade e à igualdade.
No próximo dia 10 de Outubro, a Assembleia da República será chamada a votar projectos que estabelecem finalmente a igualdade no acesso ao casamento.
Esta é uma questão de direitos fundamentais, é uma questão de cidadania, é uma questão que determina a qualidade da nossa democracia. Trata-se de acabar com a humilhação de muitas mulheres e muitos homens que são ainda discriminadas/os na própria lei por causa da sua orientação sexual. Trata-se de afirmar finalmente que gays e lésbicas não são cidadãos e cidadãs de segunda.
A Assembleia da República terá finalmente a oportunidade de afirmar o seu empenho nesta luta pela igualdade e pela liberdade – e a oportunidade de contribuir de forma particularmente simples para a felicidade de muitas pessoas.
O fim da exclusão de gays e lésbicas no acesso ao casamento consegue-se com uma pequena alteração no texto de uma lei, que não implica custos nem afecta a liberdade de outras pessoas. Porém, será um enorme passo no sentido da igualdade e contra a discriminação. E como demonstraram as discussões sobre o voto para as mulheres ou sobre o fim do apartheid racista na África do Sul, o preconceito que existe na sociedade não pode nunca justificar a negação de direitos fundamentais. Pelo contrário, votar contra a igualdade é legitimar e encorajar a discriminação.
Esta votação representa por isso uma enorme responsabilidade, pelas implicações que terá no reforço ou na recusa do preconceito.
Porque recuso a discriminação na lei portuguesa e porque esta é a oportunidade de repor a justiça e cumprir o princípio constitucional da igualdade, seguirei com atenção esta votação - e apelo ao voto favorável de todos os membros deste Grupo Parlamentar e à defesa intransigente da igualdade no próximo dia 10 de Outubro.
Endereços de email dos grupos parlamentares:
blocoar@ar.parlamento.pt
gp_pcp@pcp.parlamento.pt
gp_pev@ar.parlamento.pt
gp_pp@pp.parlamento.pt
gp_ps@ps.parlamento.pt
gp_psd@psd.parlamento.pt
e de cada um dos deputados em particular:
www.parlamento.pt/DeputadoGP/Paginas/Deputados.aspx
5 comentários:
Já enviei a mensagem há uns dias atrás. Infelizmente não vai servir de nada porque a agenda do BE e dos Verdes não é a mesma do PS que está preocupado com a sua maioria absoluta nas próximas eleições. Não será estranho o silêncio do PP de Portas sobre o assunto? Ou talvez não...
Um abraço
Pois é, special, é difícil ser optimista ou ter esperança, mas uma coisa te digo: é demasiada hipocrisia por parte do PS não votar agora uma lei que provavelmente estarão dispostos a votar daqui a um par de anos, só por causa das eleições. Talvez seja precisamente isto que lhes vai custar uma nova maioria absoluta. Pela minha parte será, porque mesmo que afixassem já a data para a discussão da lei num novo mandato, com a promessa de que passaria, eu já não votaria neles. Votarei, se for esse o caso, em quem, com sinceridade ou não, apresentou a proposta de lei como deve ser, ou seja, no BE.
Abraço.
Mas o PS não terá maioria bsoluta nunca, com ou sem a aprovação desta lei; claro que são razões eleitoralistas que impedem o PS de votar favorávelmente esta lei, mas acabou, como bem diz o Miguel, no "Innersmile" por dar um tiro no pé, pois tem sido dada muito mais atenção e discussão acerca da lei, do que se ela tivesse sido normalmente votada e aprovada.
Claro que na próxima legislatura, com o peso deum BE acrescido, a lei passará decerto...
Acho que tens razão, pinguim, gostei da imagem do tiro no pé :-) é mesmo isso que eles estão a fazer. Mas é pena que não aconteça agora, não por ser mais cedo, mas porque acredito que era uma boa altura para a passagem da lei ser (relativamente) pacífica. Abraço.
não percebo quando é que poderá ser uma boa altura para a discussão. qualquer altura é boa, não? acho que quanto mais cedo, melhor. a propósito, o CDS também já me respondeu (além do BE). nada de novo.
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