Um novo álbum de Madonna, cá em casa, é sempre um acontecimento para regozijar, e este não é excepção. Do injustiçado «American Life» para «Confessions On a Dance Floor» a mudança operada tem sido descrita como a de uma reorientação da cabeça para os pés. O álbum é todo para dançar e dançar é o que faremos (sim, Madonna pode dar-se ao luxo dessa arrogância e nós só podemos submeter-nos)... E, no entanto, sob a capa barroca de excesso pop aparentemente superficial, é surpreendente descobrir a generosidade da entrega. Do inicial «Hung Up», passando por «Get Together» e «Isaac», até «Push» (estaria mais próximo da verdade enumerando as 12 faixas), a qualidade da energia é irrepreensível. Eu já comprei o nosso, e posso garantir que fazê-la mais rica faz parte do gozo — vá lá, a pobre criatura tem dois filhos para alimentar.
2005/11/16
confissões na pista de dança
Um novo álbum de Madonna, cá em casa, é sempre um acontecimento para regozijar, e este não é excepção. Do injustiçado «American Life» para «Confessions On a Dance Floor» a mudança operada tem sido descrita como a de uma reorientação da cabeça para os pés. O álbum é todo para dançar e dançar é o que faremos (sim, Madonna pode dar-se ao luxo dessa arrogância e nós só podemos submeter-nos)... E, no entanto, sob a capa barroca de excesso pop aparentemente superficial, é surpreendente descobrir a generosidade da entrega. Do inicial «Hung Up», passando por «Get Together» e «Isaac», até «Push» (estaria mais próximo da verdade enumerando as 12 faixas), a qualidade da energia é irrepreensível. Eu já comprei o nosso, e posso garantir que fazê-la mais rica faz parte do gozo — vá lá, a pobre criatura tem dois filhos para alimentar.
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