No dia 18, antes do especial circense de Herman José, nós cá esperávamos que o «Esquadrão G» nos entrasse pela casa dentro, através do nosso televisor. Para, à sua maneira, adocicar uma vez mais os machos latinos e outros que tais. E até então, os resultados foram esplêndidos, pois os machos ficaram bem melhor e os gays nem sequer ficaram pior. Bem pelo contrário, até, uma vez que a imagem que passavam à sociedade era extremamente simpática e positiva. E assim foi, semana atrás de semana, mas a 18 a espera foi em vão… Hoje, três dias depois, soubemos que os cinco gays que nos habituámos a acompanhar pela SIC, foram afastados apressadamente da grelha de programas porque “o formato não se enquadra na nova filosofia da estação”. As palavras são atribuídas a Francisco Penin por um jornal diário de distribuição gratuita, que assim cita o novo director daquele canal de TV. Penin acrescenta adiante que os cinco rapazes — Jorge Correia de Campos, Pedro Crispim, Óscar Reis, Paulo Piteira e João Ribeiro — poderão reaparecer em 2006, mas para se dedicarem então a “transformar mulheres normais em princesas”. E depois a sociedade queixa-se que os gays são bichas. Pois que se queixe, até porque estão mesmo a pedi-las. Não estão?!…Mas hoje um outro tema motivou destaques discretos nas TVs portuguesas: o casamento “homossexual” (quero ver quando se referirão aos outros casamentos como “heterossexuais”) de sir Elton John com David Furnish. Uma notícia que a TV não poderia evitar, mas que foi deixada para a ponta final dos telejornais e apresentada com extrema cautela, sem apoio nem crítica. Estilo: já que tem que ser, que seja, mas é para esquecer o mais depressa possível... Como eles estão enganados!
2 comentários:
Quanto ao Esquadrão G não se me oferece dizer nada, mas deixarem o "casamento homossexual" para a secção final do noticiário, na qual normalmente surgem as notícias "pitorescas" ou "fúteis"... isso já é triste.
Tiago
Tiago:
O Esquadrão G era uma forma divertida de passar um serão. Depois havia que mudar de canal, que para as bichisses sem graça do Herman já não tenho paciência. E era engraçado porque cada um dos rapazes tinha o seu estilo. Era giro vê-los e ouvi-los e tentar adivinhar como seria cada um deles fora da TV, como pessoas e não como estrelas. Também já vi um par de vezes o original americano e a versão portuguesa não estava nada mal, por comparação.
Quanto ao casamento "homossexual" (deveria ser dito "entre homossexuais"), sem mais comentários!
Abraços e bom Natal,
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