2007/06/13

al berto (10 anos depois)

Al Berto tinha 49 anos de idade quando deixou Lisboa pela última vez, vítima de um tumor dos gânglios linfáticos.
Para nós foi um amigo e um sol na vida de quem queria encontrar um modelo para crescer.
Povoou-nos muitas noites com histórias surpreendentes e encheu-nos de visões que sem ele nunca teriam acontecido.
Os seus dedos derretiam-se em poesia e nós, levados pela emoção da leitura, derretíamos os olhos em cada detalhe dos seus livros, em cada articulação da voz tão bela que a sabia dizer em voz alta, como ninguém.
Era um homem simples que nos fazia feliz.
Nas poucas palavras que as raras oportunidades de encontro deixaram, mas que não esquecemos, nem esqueceremos.
Soubemos um dia que nos deixara órfãos de uma amizade única e de uma escrita sem igual.
É um dos que nos vai fazendo companhia todos os dias, porque o transportamos no coração.
Morreu a 13 de Junho de 1997, faz hoje 10 anos.

12 comentários:

Anónimo disse...

Bonita e merecida homenagem a um grande vulto da poesia portuguesa, por vezes tão esquecido.
Abraço.

Anónimo disse...

Nós conhecemos o Al Berto. Marcámos um encontro na Feira do Livro em Lisboa. Fomos amigos. Jantámos e saímos juntos. Trocámos correio. Trocámos poesia. Foi (e é) um dos pilares da nossa relação. A sua perda foi, para além do mais, uma perda pessoal para nós. E não creio que Al Berto esteja de alguma forma esquecido. Com acento francês, que fica ainda melhor: jamais!

Special K disse...

Não, não está esquecido e há-de sempre viver na forma das suas palavras. Uma bela e sentida homenagem. Um abraço.

Anónimo disse...

Uma bela homenagem: a traduço espanhola "El miedo (poemas escogidos)", Valencia, Pretextos, 2007.
Sines

Luís disse...

Abraços para o Special K e para o Anónimo (de Sines, talvez). E estas são também homenagens vossas...

lucy disse...

que belissima homenagem. al berto deve ter sido feliz.

Luís disse...

Lucy: Acredito que sim. Que o terá sido e muito. Plenamente, à sua maneira...

Anónimo disse...

vivo na terra onde Al Berto nasceu e fiz vários trabalhos sobre ele foi é e será sempre fantastico... bonito posto, obrigado! abraços

Luís disse...

Anónimo: eu e o Gonçalo conhecemos o Al Berto pessoalmente e chegámos mesmo a trocar alguma correspondência, mas não nos lembramos de alguma vez ele nos ter referido a sua terra-natal. Pensaríamos sempre que tivesse nascido em Sines, não fosse a necessidade de hoje ir verificar. E, ao que parece, ele terá visto luz na bela cidade de Coimbra. Pareceu-me importante fazer este enquadramente, que espero seja correcto, não só como uma nova homenagem ao poeta do meu tempo que mais me tocou na alma, mas também como um olá a todos que têm Coimbra em boa memória. Abraço,

carlos veríssimo disse...

De facto Alberto Pidwell nasceu em Coimbra, cresceu em Sines e viveu um pouco por todo o lado.

As referências poéticas à Costa Alentejana, são imensas.

Luís disse...

C: Obrigado pela nota e pelo seu blogue, que promete ser um cocktail de temas interessantes... Abc,

SP disse...

Deixo uma sugestão: DEZ CARTAS PARA AL BERTO. Edição Quasi. Gostei do teu blogue. Prometo voltar. Um abraço...