2006/10/23

diálogos de amadeo de souza-cardoso

A partir de 15 de Novembro poder-se-á ver a nova exposição de Amadeo de Souza-Cardoso que vai exibir obras de 1907-1918 (quase todo o seu período de actividade) relacionadas com as cumplicidades artísticas do seu tempo. Serão cerca de 260 obras, podendo tornar-se num acontecimento de referência para os apreciadores de Amadeo. «Diálogos de Vanguarda» estará em Lisboa até 14 de Janeiro no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian. O pintor português nasceu em Amarante, em 1887 (aqui há uma ligação à cidade). Em Lisboa frequentou a Academia de Belas Artes antes de em 1906 irromper em Paris, onde tomaria contacto com as novas vanguardas europeias. Regressou em 1913 e foi o percursor da arte moderna, fazendo exposições pouco convencionais no Porto e em Lisboa, ainda que bem menos estranhas na Europa e Estados Unidos. Estava em Barcelona com Antoni Gaudí quando, em 1914, foi surpreendido pelo rebentar da I Grande Guerra. Regressa e em 1916 expõe no Porto um total de 114 obras intituladas «Abstraccionismo», que depois seguem para Lisboa, provocando escândalos atrás de escândalos. Morreu em 1918 e apenas 7 anos depois Paris rende-lhe uma calorosa homenagem. Em Portugal é criado o Prêmio Souza-Cardoso em 1935, para distinguir pintores modernistas.

Importado do blogue l'avion rose

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