O arquitecto finlandês Matti Suuronen desenhou em 1968 uma casa semelhante a um disco voador, com o objectivo de ser usada como cabine de esqui ou habitação de férias. Os anos 60 foram marcados pela poderosa intervenção da ciência na vida universal (a Lua seria conquistada por Armstrong em 1969) e muito do design reflectia com optimismo essa situação. Era o advento da idade espacial, o futuro trazido ao presente, o sonho de uma vida simplificada pelas novas máquinas e de tempos livres cada vez menos adiados. A casa desenhada por Suuronen tinha 3 metros de altura por 8 de diâmetro e acomodava até 8 pessoas no seu interior. O nome de baptismo era bem claro na intenção visionária: Futuro. Esta nova forma de habitação pré-fabricada foi concebida em plástico reforçado (poliéster e fibra de vidro), que era um material inovador, muito barato e bastante leve. Facto que acrescentava ainda o benefício da mobilidade, já que a Futuro havia sido concebida com a intenção de ser deslocalizada (este é um termo de uso corrente de que eu não gosto, e só o uso por provocação) por helicóptero. A crise do petróleo em 1973 veio, porém, agravar os custos de produção (uma vez que o plástico é um derivado desse) e o total de casas construídas ficou-se apenas pelas 96, das quais uma metade na Finlândia, o país de origem. No entanto a Futuro teve descendência nos Estados Unidos pela mão do inventor (também filósofo e designer) R. Buckminster Fuller: a sua Dymaxion House pode ser vista no Henry Ford Museum & Greenfield Village e também aqui.Importado do blogue l'avion rose
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