2007/01/11

gritos de edvard munch

O Munch-Museet, de Oslo, classificou de irreparáveis os danos causados pelos ladrões ao quadro «O Grito», de Edvard Munch (1863-1944). A obra representa um vulto num momento de desespero e de angústia profunda. De fundo vê-se a doca de Oslo à luz de um entardecer alaranjado num turbilhão com o azul frio das águas do fiorde, sendo uma obra maior do movimento expressionista, uma referência excelsa na pintura universal. Exposta pela primeira vez em 1893, integrava um lote de 6 quadros que representavam fases do amor. «Skrik» (o título original de «O Grito») representava o fim, a perda. "Arte demente" foi como a perturbada crítica classificou todo o conjunto. Mas o público adorou e Munch teve que pintar mais gritos, para satisfazer encomendas: o primeiro (91x73,5 cm) foi a óleo e pastel sobre cartão, e está no Nasjonhalmuseet, o museu nacional de arte da Noruega; o segundo (83,5x66 cm) foi feito em têmpera sobre cartão, está no Munch-Museet, bem como o terceiro; o quarto ficou na posse de um particular e o quinto mais não é do que uma simples litografia executada em 1895, para impressão nos jornais e revistas da época. Sobre os danos no quadro desaparecido entre 2004 e 2006, veja-se aqui um pouco mais.

Importado do blogue l'avion rose

2 comentários:

Anónimo disse...

Tive a felicidade de ter observado "in loco" este quadro magnífico em Oslo, antes do seu roubo.
Toda a obra de Munch é soberba, mas o "Grito" é um caso à parte.
A minha constante ligação ao cinema faz-me lembrar o filme homónimo, belìssimo a p. branco de Antonionni e o célebre grito de Liza M.,debaixo do viaduto de Berlim, no "Cabaret".
Que Munch me perdoe...

Anónimo disse...

Os meus amigos Daniel e Børge certamente já observaram também o «Grito» de Oslo. Eu não, mas não me importava. No entanto acrescento um grito digno de nota à lista enunciada: está à venda desde há pouco tempo a edição portuguesa em DVD do filme «O Fantasma do Paraíso» (1974), do Brian de Palma. É vê-lo, não só porque é um clássico fabuloso do género (terror, musical, romance), como também há uma figura muito gay que se despede do palco com um grito muito bem conseguido. Recomendo, porque é um dos meus filmes preferidos de sempre!