Não, eu não sou fã de blues!... É raríssimo ouvi-los e menos ainda dar-me por fascinado. Mas o mesmo não acontece quanto ouço Otis Taylor, o músico que integrou o Folklore Center de Denver, nos Estados Unidos, e que em 1977 se transferiu para Londres, em Inglaterra, e para uma outra actividade: a de antiquário, possivelmente na célebre Portobello Road. Ficou na Europa até 1995, altura em que regressou para voltar à música e ao blues, de um género a que chamam trance-blues. Mas o que eu sinto e entendo é que o que ouvimos é profundo e poderoso, muito eléctrico mas não perturbante, muito sentido como se fosse a respiração de um escravo do Mississippi. São outros os tempos e as realidades, mas esta voz e esta guitarra falam-nos ainda da injustiça, da tirania, da criminalidade e dos sem-abrigo. Numa linguagem actual, com um som que eu consigo entender e apreciar, mesmo quando não o esperaria. O último tem por título «Definition of a Circle», mas entre os que se encontram mais facilmente entre nós eu prefiro recomendar que ouçam «Truth is Not Fiction» (2003), «Double V» (2004) ou o meu preferido «Below The Fold» (2005), a que pertence a imagem.PS — O iPod Shuffle da Apple a que me referi em entrada de Outubro só veio a ser adquirido em final de Dezembro, por não haver disponível em quantidade no mercado nacional. Mas ainda bem, pois estamos muito contentes com a escolha. É um gadget fantástico, cinco estrelas, muito divertido! Obrigado a todos pelas dicas...
2 comentários:
Obrigado por «levantares a lebre»! Funciono muito assim: leio sobre qualquer coisa de que alguém gostou muito e então «dá-me» a curiosidade...
Um abraço!
Ric: Depois da curiosidade... gostaria de saber da opinião. De qualquer forma, o blues de Otis Taylor não é macio, mas muito rico em detalhe e em sentimento - como o blues exige, penso eu! Abraço,
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